×
Analista em Regulação - Direito Especialista em Geologia e Geofísica - Geofísica Técnico Administrativo - Apoio Administrativo
×
ANP 2016

ANP 2008

Analista Administrativo - Geral

Questão 1

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
O historiador Oliveira Lima chama D. João VI de “o verdadeiro fundador da nacionalidade brasileira”. O trecho que reafirma essa qualificação é

Questão 2

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
Analise os extratos de texto a seguir, tendo em vista o conceito de novo Brasil.

I - Nenhum outro período da história brasileira testemunhou mudanças tão profundas, decisivas e aceleradas quanto os treze anos em que a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. (l. 1-4)
II - Num espaço de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país independente. (l. 4-7)
III - Por essa razão, o balanço que a maioria dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo, apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. (l. 7-9)
IV - Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como um país de dimensões continentais, que hoje é o maior herdeiro da língua e da cultura portuguesas. (l. 59-61)

Integram o conceito de novo Brasil APENAS os extratos

Questão 3

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
Analisando-se o segundo parágrafo do texto, conclui-se que a interpretação da expressão “pelo avesso”, utilizada pelo autor em “Uma forma de avaliar a herança de D. João VI é abordar a questão pelo avesso:” (l. 20-21) baseia-se na seguinte premissa:

Questão 4

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
Qual dos trechos abaixo faz o resumo dos tópicos apresentados pelo autor em forma de estrutura itemizada, mantendo as informações dadas, sem alteração de ordem e de sentido?

Questão 5

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
De acordo com o último parágrafo, D. João VI

Questão 6

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
Os períodos abaixo contêm duas idéias contrastantes, SALVO

Questão 7

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
Dentre as expressões destacadas abaixo, qual a que NÃO deve usar o sinal indicativo de crase?

Questão 8

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
Observe os termos destacados no trecho a seguir. “Nenhum outro período da história brasileira testemunhou mudanças tão profundas, decisivas e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro.” (l. 1-4).

A relação temporal existente entre as formas verbais em destaque se mantém quando estas são substituídas por:

Questão 9

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
Qual par de orações NÃO apresenta transformação da voz verbal?

Questão 10

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
No quadro abaixo, foram reescritos trechos do texto, utilizando-se pronomes relativos. O pronome NÃO está usado de acordo com a norma culta da língua em

Questão 11

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
Qual das frases tem seus verbos conjugados corretamente?

Questão 12

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
No trecho “Não só pelo ato de elevar o Brasil a reino, mas também, e sobretudo, por lhe dar desde logo...”, o vocábulo de mesma classe gramatical que substitui sobretudo, mantendo efeito de sentido igual, é

Questão 13

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
Qual dos textos sobre os efeitos da corte portuguesa no Brasil apresenta pontuação correta?

Questão 14

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
Observe as mudanças de colocação de pronomes propostas abaixo.

I - Só 46 delegados compareceram ao Parlamento, o que os tinha deixado em minoria. – o que tinha deixado-os
II - Um historiador acredita que o Brasil poderia ter se desintegrado em três diferentes países. – se poderia ter desintegrado
III - Antes da mudança da corte portuguesa, os conflitos regionais da colônia estavam se aprofundando. – se estavam aprofundando
IV - As colônias no Brasil estariam perdidas para Portugal, pois os ingleses queriam ocupá-las. – os ingleses as queriam ocupar

Tais mudanças são possíveis APENAS em

Questão 15

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Nenhum outro período da história brasileira
 
testemunhou mudanças tão profundas, decisivas
 
e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que
 
a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço
5
de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser
 
uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país
 
independente. Por essa razão, o balanço que a maioria
 
dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo,
 
apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o
10
historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador
 
da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais:
 
assegurou a integridade territorial e deu início à classe
 
dirigente que se reponsabilizaria pela construção do
 
novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”,
15
afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
 
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas
 
também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em
 
breve espaço de tempo as estruturas de uma nação
 
propriamente dita.”
20
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI
 
é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil
 
se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro?
 
Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte
 
dos historiadores concorda que o país simplesmente não
25
existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a
 
Independência e a República teriam vindo mais cedo,
 
mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um
 
retalho de pequenos países autônomos, muito parecido
 
com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma
30
outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa
 
separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem
 
de longe teria o poder e a influência que o país
35
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de
 
um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente
 
caberia à Argentina, que seria, então, o maior país
 
do continente. [...]
 
• Na escola, quando abrissem seus livros de
40
Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que
 
a floresta amazônica é um santuário ecológico de
 
um país distante, situado ao norte, na fronteira com
 
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
 
• As diferenças regionais se teriam acentuado.
45
É possível que, a esta altura, as regiões mais ri-
 
cas desse mosaico geográfico estivessem discu-
 
tindo medidas de controle da imigração dos vizi-
 
nhos mais pobres, como fazem hoje os america-
 
nos em relação aos mexicanos.
50
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para
 
São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias
 
para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará,
 
os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
 
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
55
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece
 
mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a
 
importância de D. João VI na construção da identidade
 
dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como
60
um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
 
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI
 
veio criar e realmente fundou na América um império, pois
 
merece bem assim ser classificado o ter dado foros de
 
nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu
65
Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria
 
desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa.
 
“Ele próprio regressava menos rei do que chegou”,
 
acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil
 
maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao
70
mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre.
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
Observe as sentenças abaixo, retiradas de uma reclamação, feita por uma secretária, sobre um móvel enviado com defeitos. Qual delas não tem erro de paralelismo?

Questão 16

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
The outlook for oil supply and demand
 
fundamentals over the next two years points to an
 
easing of the oil market balance in 2009. Higher non-
 
OPEC production and planned additions to OPEC
5
capacity should more than offset expected moderate
 
world oil demand growth, and relieve some of the
 
tightness in the market. As a result, surplus production
 
capacity could grow from its current level of under
 
million to over 4 million barrels per day by the end of
10
2009. This balance suggests some price softening,
 
although delays or downward revisions in capacity
 
additions in both OPEC and non-OPEC nations could
 
alter the outlook, as could OPEC production decisions.
 
World oil consumption is expected to rise by
15
1.6 million barrels per day in both 2008 and
 
compared with the estimated 1 million barrels per day
 
increase recorded last year. The larger volume gains
 
expected in 2008 and 2009 compared with 2007 mainly
 
reflect higher consumption expected in the
20
Organization for Economic Cooperation and
 
Development (OECD), particularly Europe, where
 
weather factors constrained oil consumption last year.
 
Projections of continued strong world economic growth
 
will spur oil consumption gains in a number of non-
25
OECD markets, including China, non-OECD Asia, and
 
the Middle East countries, over the next 2 years.
 
OPEC members’ production decisions and the
 
pace and timing of capacity additions in a number of
 
countries will play a key role in determining oil market
30
trends over the next 2 years. The Energy Information
 
Administration projects that OPEC crude oil production
 
will average about 32.6 million barrels per day in
 
and 31.8 million barrels per day in 2009 compared with
 
the 31.7 million barrels per day seen during the fourth
35
quarter of 2007. Increased production from Angola,
 
Saudi Arabia, Kuwait, and Iraq boosted OPEC’s crude
 
output during the fourth quarter 2007.
 
Non-OPEC production is expected to rise by
 
about 0.9 million barrels per day in 2008 and by 1.
40
million barrels per day in 2009. This compares with a
 
gain of 0.6 million barrels per day recorded last year.
 
Azerbaijan, Russia, Canada, Brazil, the United States,
 
China, Sudan, and Kazakhstan account for a large
 
share of the gain in non-OPEC production growth in
45
2008 and 2009. Increases in these nations will more
 
than offset expected declines in production in a number
 
of countries including Mexico, the United Kingdom,
 
and Norway.
EIA – Energy Information Administration Short-Term Energy Outlook, January 8, 2008
The purpose of the first paragraph is to

Questão 17

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
The outlook for oil supply and demand
 
fundamentals over the next two years points to an
 
easing of the oil market balance in 2009. Higher non-
 
OPEC production and planned additions to OPEC
5
capacity should more than offset expected moderate
 
world oil demand growth, and relieve some of the
 
tightness in the market. As a result, surplus production
 
capacity could grow from its current level of under
 
million to over 4 million barrels per day by the end of
10
2009. This balance suggests some price softening,
 
although delays or downward revisions in capacity
 
additions in both OPEC and non-OPEC nations could
 
alter the outlook, as could OPEC production decisions.
 
World oil consumption is expected to rise by
15
1.6 million barrels per day in both 2008 and
 
compared with the estimated 1 million barrels per day
 
increase recorded last year. The larger volume gains
 
expected in 2008 and 2009 compared with 2007 mainly
 
reflect higher consumption expected in the
20
Organization for Economic Cooperation and
 
Development (OECD), particularly Europe, where
 
weather factors constrained oil consumption last year.
 
Projections of continued strong world economic growth
 
will spur oil consumption gains in a number of non-
25
OECD markets, including China, non-OECD Asia, and
 
the Middle East countries, over the next 2 years.
 
OPEC members’ production decisions and the
 
pace and timing of capacity additions in a number of
 
countries will play a key role in determining oil market
30
trends over the next 2 years. The Energy Information
 
Administration projects that OPEC crude oil production
 
will average about 32.6 million barrels per day in
 
and 31.8 million barrels per day in 2009 compared with
 
the 31.7 million barrels per day seen during the fourth
35
quarter of 2007. Increased production from Angola,
 
Saudi Arabia, Kuwait, and Iraq boosted OPEC’s crude
 
output during the fourth quarter 2007.
 
Non-OPEC production is expected to rise by
 
about 0.9 million barrels per day in 2008 and by 1.
40
million barrels per day in 2009. This compares with a
 
gain of 0.6 million barrels per day recorded last year.
 
Azerbaijan, Russia, Canada, Brazil, the United States,
 
China, Sudan, and Kazakhstan account for a large
 
share of the gain in non-OPEC production growth in
45
2008 and 2009. Increases in these nations will more
 
than offset expected declines in production in a number
 
of countries including Mexico, the United Kingdom,
 
and Norway.
EIA – Energy Information Administration Short-Term Energy Outlook, January 8, 2008
According to Paragraph 2, oil consumption

Questão 18

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
The outlook for oil supply and demand
 
fundamentals over the next two years points to an
 
easing of the oil market balance in 2009. Higher non-
 
OPEC production and planned additions to OPEC
5
capacity should more than offset expected moderate
 
world oil demand growth, and relieve some of the
 
tightness in the market. As a result, surplus production
 
capacity could grow from its current level of under
 
million to over 4 million barrels per day by the end of
10
2009. This balance suggests some price softening,
 
although delays or downward revisions in capacity
 
additions in both OPEC and non-OPEC nations could
 
alter the outlook, as could OPEC production decisions.
 
World oil consumption is expected to rise by
15
1.6 million barrels per day in both 2008 and
 
compared with the estimated 1 million barrels per day
 
increase recorded last year. The larger volume gains
 
expected in 2008 and 2009 compared with 2007 mainly
 
reflect higher consumption expected in the
20
Organization for Economic Cooperation and
 
Development (OECD), particularly Europe, where
 
weather factors constrained oil consumption last year.
 
Projections of continued strong world economic growth
 
will spur oil consumption gains in a number of non-
25
OECD markets, including China, non-OECD Asia, and
 
the Middle East countries, over the next 2 years.
 
OPEC members’ production decisions and the
 
pace and timing of capacity additions in a number of
 
countries will play a key role in determining oil market
30
trends over the next 2 years. The Energy Information
 
Administration projects that OPEC crude oil production
 
will average about 32.6 million barrels per day in
 
and 31.8 million barrels per day in 2009 compared with
 
the 31.7 million barrels per day seen during the fourth
35
quarter of 2007. Increased production from Angola,
 
Saudi Arabia, Kuwait, and Iraq boosted OPEC’s crude
 
output during the fourth quarter 2007.
 
Non-OPEC production is expected to rise by
 
about 0.9 million barrels per day in 2008 and by 1.
40
million barrels per day in 2009. This compares with a
 
gain of 0.6 million barrels per day recorded last year.
 
Azerbaijan, Russia, Canada, Brazil, the United States,
 
China, Sudan, and Kazakhstan account for a large
 
share of the gain in non-OPEC production growth in
45
2008 and 2009. Increases in these nations will more
 
than offset expected declines in production in a number
 
of countries including Mexico, the United Kingdom,
 
and Norway.
EIA – Energy Information Administration Short-Term Energy Outlook, January 8, 2008
Concerning the oil production of both OPEC and non-OPEC members the text informs that

Questão 19

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
The outlook for oil supply and demand
 
fundamentals over the next two years points to an
 
easing of the oil market balance in 2009. Higher non-
 
OPEC production and planned additions to OPEC
5
capacity should more than offset expected moderate
 
world oil demand growth, and relieve some of the
 
tightness in the market. As a result, surplus production
 
capacity could grow from its current level of under
 
million to over 4 million barrels per day by the end of
10
2009. This balance suggests some price softening,
 
although delays or downward revisions in capacity
 
additions in both OPEC and non-OPEC nations could
 
alter the outlook, as could OPEC production decisions.
 
World oil consumption is expected to rise by
15
1.6 million barrels per day in both 2008 and
 
compared with the estimated 1 million barrels per day
 
increase recorded last year. The larger volume gains
 
expected in 2008 and 2009 compared with 2007 mainly
 
reflect higher consumption expected in the
20
Organization for Economic Cooperation and
 
Development (OECD), particularly Europe, where
 
weather factors constrained oil consumption last year.
 
Projections of continued strong world economic growth
 
will spur oil consumption gains in a number of non-
25
OECD markets, including China, non-OECD Asia, and
 
the Middle East countries, over the next 2 years.
 
OPEC members’ production decisions and the
 
pace and timing of capacity additions in a number of
 
countries will play a key role in determining oil market
30
trends over the next 2 years. The Energy Information
 
Administration projects that OPEC crude oil production
 
will average about 32.6 million barrels per day in
 
and 31.8 million barrels per day in 2009 compared with
 
the 31.7 million barrels per day seen during the fourth
35
quarter of 2007. Increased production from Angola,
 
Saudi Arabia, Kuwait, and Iraq boosted OPEC’s crude
 
output during the fourth quarter 2007.
 
Non-OPEC production is expected to rise by
 
about 0.9 million barrels per day in 2008 and by 1.
40
million barrels per day in 2009. This compares with a
 
gain of 0.6 million barrels per day recorded last year.
 
Azerbaijan, Russia, Canada, Brazil, the United States,
 
China, Sudan, and Kazakhstan account for a large
 
share of the gain in non-OPEC production growth in
45
2008 and 2009. Increases in these nations will more
 
than offset expected declines in production in a number
 
of countries including Mexico, the United Kingdom,
 
and Norway.
EIA – Energy Information Administration Short-Term Energy Outlook, January 8, 2008
The sentence in which “should” is used in the same sense as in “…planned additions to OPEC capacity should more than offset...” (lines 4-5) is:

Questão 20

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
The outlook for oil supply and demand
 
fundamentals over the next two years points to an
 
easing of the oil market balance in 2009. Higher non-
 
OPEC production and planned additions to OPEC
5
capacity should more than offset expected moderate
 
world oil demand growth, and relieve some of the
 
tightness in the market. As a result, surplus production
 
capacity could grow from its current level of under
 
million to over 4 million barrels per day by the end of
10
2009. This balance suggests some price softening,
 
although delays or downward revisions in capacity
 
additions in both OPEC and non-OPEC nations could
 
alter the outlook, as could OPEC production decisions.
 
World oil consumption is expected to rise by
15
1.6 million barrels per day in both 2008 and
 
compared with the estimated 1 million barrels per day
 
increase recorded last year. The larger volume gains
 
expected in 2008 and 2009 compared with 2007 mainly
 
reflect higher consumption expected in the
20
Organization for Economic Cooperation and
 
Development (OECD), particularly Europe, where
 
weather factors constrained oil consumption last year.
 
Projections of continued strong world economic growth
 
will spur oil consumption gains in a number of non-
25
OECD markets, including China, non-OECD Asia, and
 
the Middle East countries, over the next 2 years.
 
OPEC members’ production decisions and the
 
pace and timing of capacity additions in a number of
 
countries will play a key role in determining oil market
30
trends over the next 2 years. The Energy Information
 
Administration projects that OPEC crude oil production
 
will average about 32.6 million barrels per day in
 
and 31.8 million barrels per day in 2009 compared with
 
the 31.7 million barrels per day seen during the fourth
35
quarter of 2007. Increased production from Angola,
 
Saudi Arabia, Kuwait, and Iraq boosted OPEC’s crude
 
output during the fourth quarter 2007.
 
Non-OPEC production is expected to rise by
 
about 0.9 million barrels per day in 2008 and by 1.
40
million barrels per day in 2009. This compares with a
 
gain of 0.6 million barrels per day recorded last year.
 
Azerbaijan, Russia, Canada, Brazil, the United States,
 
China, Sudan, and Kazakhstan account for a large
 
share of the gain in non-OPEC production growth in
45
2008 and 2009. Increases in these nations will more
 
than offset expected declines in production in a number
 
of countries including Mexico, the United Kingdom,
 
and Norway.
EIA – Energy Information Administration Short-Term Energy Outlook, January 8, 2008
The statement which describes accurately the meaning relationship between the pair of words is

Questão 21

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral

» Essa questão pode ter algum problema e está sendo revisada. Em breve estará corrigida.
Um determinado usuário trabalha em uma rede que possui o servidor “anpout.gov.br” para envio de e-mails e o servidor “anpin.gov.br” para download de e-mails. Qual das configurações a seguir esse usuário deve utilizar na sua ferramenta de e-mails?

Questão 22

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Um funcionário precisa encontrar um documento Microsoft Word 2003 (extensão doc) disponibilizado na Internet por sua empresa. Sabendo-se que o título do documento é Impactos Ambientais na Baía de Guanabara e que o documento possui as palavras-chave ecossistema e petróleo, qual a forma mais eficaz de encontrar esse documento utilizando o site de busca http://www.google.com?

Questão 23

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Para executar tarefas comuns, que não exijam privilégios de administrador, é uma boa prática de segurança não utilizar um usuário que possua tais privilégios, uma vez que

Questão 24

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Considerando-se backups completos e incrementais, julgue as afirmações a seguir.

I - A realização de backups (completos ou incrementais) objetiva minimizar a probabilidade de perda de dados, enquanto a realização de restauração visa a recuperar dados previamente armazenados.
II - O procedimento de geração de backups incrementais compara a data da última escrita de um arquivo com a data de realização do último backup para decidir se deve copiar o arquivo.
III - A restauração de arquivos gravados em backups incrementais é mais trabalhosa do que a restauração de um arquivo em um backup completo.

É(São) verdadeira(s) a(s) afirmação(ões)

Questão 25

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Os links simbólicos do sistema Linux e os atalhos do sistema Windows podem ser utilizados para

Questão 26

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Analise as afirmativas a seguir a respeito das entidades da administração federal indireta.

I - Empresas públicas e sociedades de economia mista só podem ser criadas por lei específica.
II - As fundações públicas terão suas áreas de atuação definidas por meio de lei ordinária.
III - A participação acionária de uma sociedade de economia mista em um grupo empresarial privado depende de autorização legislativa.
IV - Aos empregados das sociedades de economia mista da União não são aplicáveis as mesmas vedações sobre acumulação de cargos, empregos e funções, que atingem os servidores das autarquias.

É(São) verdadeira(s) APENAS a(s) afirmativa(s)

Questão 27

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Dentre as situações que envolvem concessões, a seguir, qual está em DESACORDO com a legislação?

Questão 28

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Tendo como referência o Código de Ética, aprovado pelo Decreto nº 1.171, de 22 de junho de 19 9 4, incluídas suas alterações posteriores, bem como as disposições pertinentes da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, consolidada com as suas várias alterações posteriores, analise as afirmações a seguir.

I - O referido código só é aplicável aos servidores efetivos, não vinculando os servidores temporários.

II - A comissão de ética tem como atribuição fornecer dados, para utilização nos processos de progressão funcional dos servidores.

III - A formação de uma comissão de ética específica, no âmbito dos diversos órgãos federais, é compulsória.

IV - A comissão de ética pode aplicar a pena de suspensão, prevista na Lei nº 8.112, de 1990, considerada sua alteração no referido Decreto.

É(São) verdadeira(s) APENAS a(s) afirmativa(s)

Questão 29

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Em relação aos atos administrativos, são feitas as afirmações abaixo.

I - Os atos de caráter normativo poderão ser delegados, de acordo com a conveniência do dirigente do órgão.
II - Os atos decisórios de órgãos colegiados deverão constar de ata ou termo escrito, sendo permitido efetuar sua reprodução mecânica, desde que não sejam prejudicados direitos dos interessados.
III - No caso de decisão sobre concursos públicos, tais atos poderão ser motivados, com indicação dos fatos e fundamentos jurídicos.
IV - Contra decisões administrativas cabe recurso, que deve ser dirigido inicialmente à autoridade prolatora do ato.

Estão corretas APENAS as afirmações:

Questão 30

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Quando admitida a participação de consórcios nas licitações para outorga dos contratos de concessão para a exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e de gás natural, o edital de licitação deverá

Questão 31

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Considerando as características do regime jurídico a que se sujeita a Petróleo Brasileiro S.A. – PETROBRAS, trata-se esta de uma

Questão 32

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Em relação a empresas públicas e sociedades de economia mista, considere as afirmativas a seguir.

I - Integram a administração pública indireta.
II - Podem se destinar à exploração de atividade econômica.
III - Sua instituição depende de previsão legal que autorize sua criação.
IV - A criação de suas subsidiárias independe de autorização legislativa.
V - Estão obrigadas a realizar prévio procedimento licitatório para contratação de obras e serviços ou aquisição de bens.

Estão corretas APENAS as afirmativas

Questão 33

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Nos termos da Constituição Federal vigente, pode-se afirmar que compete exclusivamente ao Congresso Nacional:

I - resolver definitivamente sobre tratados que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
II - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão;
III - processar e julgar os Ministros de Estado nos crimes de responsabilidade;
IV - autorizar referendo e convocar plebiscito.

Estão corretas as afirmativas

Questão 34

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
NÃO se trata de procedimento cujo julgamento compete originariamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) a(o)

Questão 35

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Sobre as matérias cuja competência para legislar é concorrente da União, Estados e Distrito Federal, foram feitas as afirmativas a seguir.

I - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais.
II - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados.
III - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena.
IV - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, naquilo que lhe for contraditório.

Estão corretas as afirmativas

Questão 36

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Sobre os procedimentos aplicáveis às reuniões da Diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP, é INCORRETO afirmar que os(as)

Questão 37

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Acerca das sessões deliberativas da Diretoria da ANP destinadas a resolver conflitos entre agentes econômicos da indústria do petróleo, analise as afirmativas a seguir.

I - A decisão proferida pela Diretoria da ANP nas situações em que não há acordo entre as partes em conflito possui força terminativa.
II - Os interessados possuem o direito de obter a transcrição da gravação das sessões deliberativas da Diretoria da ANP.
III - A Diretoria da ANP utilizará os casos já mediados pela Agência como precedentes para novas decisões.
IV - As sessões deliberativas serão sempre públicas.

Estão corretas as afirmativas

Questão 38

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
A proibição que NÃO se aplica aos servidores em efetivo exercício nas Agências Reguladoras é:

Questão 39

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Considerando a criação de carreiras e a organização de cargos efetivos das autarquias especiais denominadas Agências Reguladoras, relacione as colunas.


A relação correta é:

Questão 40

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Qual dos conceitos abaixo está em DESACORDO com a legislação do servidor público federal?

Questão 41

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Nas modernas abordagens de gestão, a influência da tecnologia da informação para a complementação da formação do indivíduo é cada vez mais recorrente. Considerando este contexto, analise as características abaixo.

I - Educação multimídia com arranjo físico evaporado.
II - Treinamento como forma de aumentar a competitividade.
III - Melhoria da qualidade de vida.

Está(ão) correta(s) APENAS a(s) característica(s)

Questão 42

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
A respeito da Administração de Recursos Humanos (ARH), afirma-se que a ARH

I - deverá preocupar-se, sobretudo, com aspectos internos da organização;
II - é uma área que requer multidisciplinaridade;
III - refere-se, basicamente, ao nível individual da gestão.

Está(ão) associada(s) ao moderno conceito da ARH a(s) afirmação(ões)

Questão 43

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral

» Esta questão foi anulada pela banca.
Uma empresa possui a seguinte disposição de cargos:

Claudio – Analista de Projetos
Paula – Diretor de Projetos
Antonio – Gerente de Projetos
Paulo – Analista de O&M
Vânia – Analista de Processos

A estrutura organizacional acima representa, respectivamente, os níveis organizacionais:

Questão 44

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Para um perfeito arranjo da estrutura organizacional, especialmente da alocação do Departamento de Recursos Humanos (DRH), Carlos, Gerente de RH da Empresa “X”, mapeou as seguintes possibilidades sobre o DRH:

I - é contingencial;
II - pode ser centralizado;
III - pode ser descentralizado;
IV - pode se situar a nível institucional.

São características do DRH como órgão cujo objetivo é auxiliar no processo de máxima eficiência e eficácia:

Questão 45

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
O artigo 3º da Lei nº 8.666/93 dispõe que “a licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos”. Para satisfazer tais objetivos, a Lei nº 8.666/93 e a Lei nº 10.520/02 prevêem diversas modalidades de licitação. Nesse sentido, qual modalidade de licitação está conceituada de acordo com a legislação?

Questão 46

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
João Silva é servidor público efetivo e estável de Agência Reguladora federal, exercendo função de gestão e fiscalização de estoque de materiais utilizados na execução de atividade-fim da referida Agência. Durante a realização periódica de balanço de estoque e verificação de livros contábeis, João Silva tomou conhecimento de possíveis irregularidades na aquisição de material permanente da entidade, que seriam de qualidade inferior à especificada no contrato administrativo e faturados em valor superior ao licitado mediante aditivo contratual do art. 65 da Lei nº 8.666/93. Na ocasião, João Silva imediatamente comunicou o fato a seu superior hierárquico e instaurou procedimento administrativo para apurar o ocorrido. Contudo, passados 2 (dois) meses, foi contatado por seu superior, que lhe solicitou o encerramento das investigações, alegando interesse da Agência na manutenção do referido contrato administrativo. Diante da recusa de João Silva em encerrar o procedimento pessoalmente, o mesmo foi realizado pelo referido superior, sendo que desde então nada mais foi procedido, apurado ou noticiado sobre o evento.

Considerando as disposições da Lei nº 8.112, de 1990, acerca da responsabilidade de João Silva no episódio, sem prejuízo da responsabilidade dos demais envolvidos, o preceito que se aplica ao caso é o de que

Questão 47

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
O regime jurídico dos contratos administrativos instituídos pela Lei nº 8.666/93 confere à Administração diversas prerrogativas, EXCETO a de

Questão 48

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Segundo as exigências da legislação em vigor, NÃO é essencial ao contrato administrativo cláusula que estabeleça

Questão 49

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Celso Antônio Bandeira de Mello define processo administrativo como “(...) uma sucessão itinerária e encadeada de atos administrativos que tendem, todos, a um resultado final e conclusivo”. As regras fundamentais do processo administrativo foram previstas no texto constitucional, porém só em 1999 foi editada a Lei nº 9.784, que regulou o processo administrativo no âmbito federal. Nesse contexto, está em DESACORDO com as regras do processo administrativo previstas na Lei nº 9.784/99, a afirmação de que

Questão 50

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Considerando a sistemática de recursos administrativos da Lei nº 9.784/99, analise as afirmativas abaixo.

I - Admite-se a interposição de recurso das decisões administrativas em face de razões de legalidade e/ou de mérito. Contudo, a apreciação do recurso fica condicionada, em regra, ao pagamento de caução.
II - Os recursos administrativos não serão conhecidos quando interpostos fora do prazo, perante órgão incompetente, por quem não seja legitimado ou após exaurida a esfera administrativa.
III - Não se admite no processo administrativo a reformatio in pejus, ou seja, a modificação total ou parcial da decisão recorrida de forma prejudicial ao recorrente.
IV - Salvo disposição legal específica, é de 10 (dez) dias o prazo para interposição de recurso administrativo, contados a partir da ciência ou da divulgação oficial da decisão recorrida.

São verdadeiras APENAS as afirmações

Questão 51

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Dentre as atividades básicas a seguir, qual NÃO é pertinente à Auditoria Governamental?

Questão 52

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
O Orçamento Público compreende a elaboração e a execução de três leis que, em conjunto, materializam o planejamento e a execução das políticas públicas federais. São elas as referentes a:

Questão 53

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Considere os elementos a seguir.

I – União
II – Estados
III – Municípios
IV – Algumas entidades privadas

O Orçamento Público abrange:

Questão 54

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
AlfaGás é uma distribuidora de gás manufaturado. O gás comprado é transferido por gasodutos e estocado antes de ser acomodado em botijões de variados tamanhos. Considere que o gás fica em média 45 dias no estoque e que o pagamento é realizado em 30 dias, em média. Sabendo-se que o ciclo de caixa é de 35 dias, de quantos dias é o prazo médio de recebimento da AlfaGás?

Questão 55

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Considere as políticas apresentadas a seguir.

I – Manutenção de saldos reduzidos de caixa e pouco ou nenhum investimento em títulos negociáveis.
II – Grandes Investimentos em Estoques para evitar totalmente a hipótese de desabastecimento.
III – Nenhuma venda a prazo e poucas contas ou nenhuma a receber.

As políticas que podem ser consideradas políticas financeiras restritivas de curto prazo são

Questão 56

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
A empresa Alfa comprará um determinado bem no valor de 100 milhões de reais junto a uma determinada instituição, a ser pago à vista. Existe a incidência de certo tributo com alíquota de 1%, que é pago no momento do pagamento. Para fins de minimizar a ação deste tributo, a instituição oferece um desconto simples com a mesma alíquota do tributo incidindo sobre o montante (principal mais o tributo). Nesta situação, é possível garantir que a Empresa Alfa desembolsará, em milhões de reais, um total de

Questão 57

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Considere alguns dados importantes extraídos do orçamento de uma empresa.


A empresa prevê que 10% de suas vendas jamais serão recebidas; 50% das vendas serão recebidas no próprio mês da venda; o restante será recebido no mês seguinte. As compras de fornecedores são pagas no mês seguinte ao de compra. Em março, as vendas foram de R$ 180.000,00 e a compra foi de R$ 54.000,00. Sabendo-se que o Caixa no início de abril foi R$ 200.000,00, o Caixa orçado para o final de junho, em mil reais, será

Questão 58

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Suponha que uma empresa boliviana que presta servi-
 
ços de manutenção de equipamentos de extração de
 
gás natural e petróleo chamada Cochabamba S.A. está
 
fazendo o planejamento financeiro para o próximo ano, e
5
prevê que suas saídas de caixa superem as entradas ao
 
ritmo constante de $120 mil por mês. Cochabamba pos-
 
sui reservas em títulos negociáveis que podem ser usa-
 
das para recomposição do seu caixa através de opera-
 
ções de venda de títulos, que é feita por intermédio de
10
uma corretora que cobra uma taxa fixa de $500 por ope-
 
ração. No início do período de planejamento, a empresa
 
não tem reservas no caixa e os juros anuais de títulos no
 
mercado monetário estão a 10%.
 
Cochabamba opera sem manter um caixa mínimo de
15
segurança. É definido um valor de capital inicial C que é
 
totalmente consumido, quando alguns títulos são vendi-
 
dos para recompor o capital inicial C, e este ciclo se
 
repete.
 
Considerando este cenário, Cochabamba considera dois
20
tipos de custo associados à gestão do caixa: os custos
 
de oportunidade, em função das reservas que são
 
mantidas em caixa ao invés de aplicadas, e os custos
 
de negociação, em função das operações de venda de
 
títulos para recomposição do caixa.
Suponha que a Cochabamba decida que o valor para o capital inicial seja C=$720 mil. O Custo de oportunidade, em $, no período de planejamento é

Questão 59

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Suponha que uma empresa boliviana que presta servi-
 
ços de manutenção de equipamentos de extração de
 
gás natural e petróleo chamada Cochabamba S.A. está
 
fazendo o planejamento financeiro para o próximo ano, e
5
prevê que suas saídas de caixa superem as entradas ao
 
ritmo constante de $120 mil por mês. Cochabamba pos-
 
sui reservas em títulos negociáveis que podem ser usa-
 
das para recomposição do seu caixa através de opera-
 
ções de venda de títulos, que é feita por intermédio de
10
uma corretora que cobra uma taxa fixa de $500 por ope-
 
ração. No início do período de planejamento, a empresa
 
não tem reservas no caixa e os juros anuais de títulos no
 
mercado monetário estão a 10%.
 
Cochabamba opera sem manter um caixa mínimo de
15
segurança. É definido um valor de capital inicial C que é
 
totalmente consumido, quando alguns títulos são vendi-
 
dos para recompor o capital inicial C, e este ciclo se
 
repete.
 
Considerando este cenário, Cochabamba considera dois
20
tipos de custo associados à gestão do caixa: os custos
 
de oportunidade, em função das reservas que são
 
mantidas em caixa ao invés de aplicadas, e os custos
 
de negociação, em função das operações de venda de
 
títulos para recomposição do caixa.
Suponha que a Cochabamba decida que o valor para o capital inicial seja C=$360 mil. O custo de negociação, em $, no período de planejamento é

Questão 60

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
1
Suponha que uma empresa boliviana que presta servi-
 
ços de manutenção de equipamentos de extração de
 
gás natural e petróleo chamada Cochabamba S.A. está
 
fazendo o planejamento financeiro para o próximo ano, e
5
prevê que suas saídas de caixa superem as entradas ao
 
ritmo constante de $120 mil por mês. Cochabamba pos-
 
sui reservas em títulos negociáveis que podem ser usa-
 
das para recomposição do seu caixa através de opera-
 
ções de venda de títulos, que é feita por intermédio de
10
uma corretora que cobra uma taxa fixa de $500 por ope-
 
ração. No início do período de planejamento, a empresa
 
não tem reservas no caixa e os juros anuais de títulos no
 
mercado monetário estão a 10%.
 
Cochabamba opera sem manter um caixa mínimo de
15
segurança. É definido um valor de capital inicial C que é
 
totalmente consumido, quando alguns títulos são vendi-
 
dos para recompor o capital inicial C, e este ciclo se
 
repete.
 
Considerando este cenário, Cochabamba considera dois
20
tipos de custo associados à gestão do caixa: os custos
 
de oportunidade, em função das reservas que são
 
mantidas em caixa ao invés de aplicadas, e os custos
 
de negociação, em função das operações de venda de
 
títulos para recomposição do caixa.
Suponha agora que Cochabamba decide que o capital inicial C deve ser tal que propicie o menor custo total, que é aquele que considera os custos de oportunidade e os custos de negociação no período de planejamento. O valor do capital inicial C, em $ mil, que se relaciona ao menor custo total é

Questão 61

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
A taxa de juros simples de 1% ao mês é proporcional à taxa trimestral de

Questão 62

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
A taxa de juros compostos de 1% ao mês é equivalente a que taxa trimestral?

Questão 63

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Um determinado estado da União tomou um empréstimo de R$1 bilhão junto ao BNDES, a ser pago em 2 anos, considerando uma taxa de juros compostos de 10% ao ano. No momento de quitar a dívida, a mesma foi renegociada por mais seis meses, à taxa de 1% ao semestre. A taxa de juros efetiva para toda a operação é, aproximadamente,

Questão 64

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Um projeto de modernização de oleodutos de uma empresa transportadora de gás natural requer um investimento inicial de 5 milhões de reais, e mais 500 mil reais ao fim do primeiro ano. O resultado seria percebido somente no final do segundo ano, no valor de 6,6 milhões de reais.

A taxa interna de retorno deste projeto, ao ano, é

Questão 65

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
A modernização de uma usina de beneficiamento de petróleo custará 4 bilhões de reais e será financiada em 10 anuidades de igual valor, a primeira vencendo no ato, através de uma taxa de 4% ao ano. É possível usar um dos seguintes fatores de valor presente de séries uniformes:



Nesta situação, o valor de cada prestação, em milhões de reais, será, aproximadamente,

Questão 66

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Em 4 horas, 25 oleodutos são capazes de transferir 250 unidades cúbicas de gás. Se for necessário transferir 320 unidades cúbicas em 8 horas, quantos oleodutos devem ser alocados?

Questão 67

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
São contas que podem ser classificadas como Circulante:

Questão 68

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Uma empresa de serviços adquiriu um equipamento que proporcionará uma redução de 50% dos seus custos operacionais que eram de R$8.000,00 por ano antes da aquisição. Este equipamento custou R$4.300,00, pagos à vista, mas sua vida útil e a depreciação ocorrem em 2 anos, sem valor residual. Suponha que esta empresa tenha recebimentos de R$20.000,00 por ano, que a alíquota de IR para esta empresa seja de 20% e que o custo de oportunidade seja 10% ao ano. Considerando exclusivamente estas informações, o ganho líquido proporcionado pela aquisição do equipamento, em valores de hoje, em reais, é

Questão 69

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
Com relação à contabilidade gerencial e financeira, são feitas as afirmações a seguir.

I - A contabilidade gerencial provê dados para usuários internos da empresa.
II - A contabilidade financeira obedece a regras e princípios contábeis.
III - A contabilidade financeira trata de fatos passados ou informações históricas.
IV - A contabilidade gerencial tem caráter mais desagregado, informando ações e decisões locais.
V - A contabilidade gerencial é mais objetiva do que a contabilidade financeira.

São corretas APENAS as afirmações

Questão 70

ANP 2008 - CESGRANRIO - Analista Administrativo - Geral
A DT Indústria S.A. produz dois tipos de válvula de segurança: DT1 e DT2. Para motivar as vendas no varejo das duas válvulas, a empresa oferece 10% do preço de venda de comissão, para cada unidade vendida. Dados selecionados para os dois produtos, para o último mês, são apresentados a seguir.


As despesas de vendas fixas mensais de R$80.000,00 são rateadas, igualmente, aos dois produtos. Nesta situação, as rentabilidades unitárias do produto DT1 e do produto DT2, respectivamente, em reais, são:



Provas de Concursos » Cesgranrio 2008