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Pref. Imigrantes/ES 2016

Técnico de Enfermagem

Questão 1

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem
1
Abraços podem durar um tempo enorme. A gente se inclina na direção do outro, cheio de sentimentos
 
conturbados, e ele nos segura com força, como se tentasse comunicar alguma coisa. É possível sentir um coração
 
batendo contra o outro, perceber no peito a outra respiração. Tantas coisas estão contidas nesse gesto, tanta ternura,
 
tanta dúvida. Amor. Quando o abraço se desfaz, fica um sorriso indeciso, uma expressão incompleta nos olhos, o
5
movimento de um corpo que se afasta e parece dizer adeus.
 
Como todo mundo, tenho sentimentos ambivalentes sobre relacionamentos que acabam. São momentos tristes,
 
terrivelmente tristes. Mas, ao fim e ao cabo, inevitáveis. A gente não pode passar a vida preso a coisas que já não
 
respiram. Mesmo cheios de dúvidas e ainda repletos de carinho, em algum momento é preciso romper, andar,
 
recomeçar. O abraço que não quer terminar é lindo, mas abre uma porta para lugar nenhum. É necessário sair dele para
10
ser de novo uma pessoa inteira – e ter a chance, adiante, de estar inteiro em outro abraço.
 
Esses momentos de ruptura são essenciais em nossa vida. As separações, assim como os encontros, nos definem –
 
inclusive por que costumam levar um tempo enorme. A gente passa um ano juntos, apaixonados, e podemos levar o
 
dobro nos separando de verdade, fazendo a ruptura das almas. Separar dois corpos é fácil, mas como se faz para tirar o
 
outro de dentro de si?
15
Com todos os problemas e dificuldades, gosto de pensar nesse período de sentimentos estendidos como o tempo
 
da delicadeza. (Obrigado, Chico Buarque, por esta e tantas outras coisas.) A paixão terminou, o amor é uma lembrança
 
irresgatável, mas ainda há presença e ternura. Enormes. A raiva ficou para trás. A frustração gastou-se. O ciúme raspa as
 
unhas nas paredes do porão, lá embaixo, mas a cada dia incomoda menos. Os sentimentos dolorosos – quase todos –
 
deram lugar a uma sensação agridoce de cumplicidade. Ainda não é possível desejar que ela ou ele seja feliz em outra
20
companhia, mas esse dia chegará, um dia.
 
Acredito – enfim – que é possível deixar de amar amando. O afastamento pode ser feito com ódio, mas fica uma
 
ferida imensa, dura de cicatrizar. Podemos cortar as pontes repentinamente, com medo de um sofrimento duradouro,
 
mas isso vai nos assombrar no futuro, na hora de amar de novo. Enfim, há diferentes maneiras de deixar de amar. Eu
 
acho possível – e louvável – sair da intimidade do outro com um sorriso nos lábios e lágrimas nos olhos. Sair, mas ficar
25
feliz em vê-lo, contente de ouvi-la, ainda ter vontade de contar a essa pessoa que nos conhece tão bem tudo que
 
aconteceu na semana passada, mas escolhendo não contar – por pudor, e porque, afinal, já não cabe.
 
Sou capaz de antecipar o olhar de descrédito do leitor e da leitora. Não é assim que funciona, ele ou ela dirá. Se os
 
sentimentos são bons, as pessoas não se separam. Mas isso não é verdade. As pessoas rompem cheias de bons
 
sentimentos, transbordando deles, a ponto de não saber o que fazer com tudo aquilo. Exceto as exceções, exceto os
30
traumas e barbaridades, a gente não deixa de querer de uma hora para outra. A paixão acaba, é certo. O amor, aquele
 
de querer ficar colado para sempre, também acaba. Mas há sentimentos lindos que ainda ligam ex-casais. Tão lindos
 
que entalam na garganta, que temos vontade de abraçar e não largar. Lembra?
 
Pois então, respeitemos os nossos sentimentos delicados. As relações terminam, mas isso não é o fim dos afetos.
 
Não há que ter vergonha de gostar da ex que você mesmo deixou, não há problema em pensar com carinho (e sem
35
raiv(A) naquele desgraçado que não quis continuar. Dentro de nós há tanta coisa ruim que não deveríamos resistir
 
quando se manifesta uma doçura. Melhor abraçá-la bem forte, acolhê-la como um amor que estivesse de volta. Apenas
 
para uma visita, mas, ainda assim, bem-vindo.
(Ivan Lins. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2016/06/o-tempo-da-delicadeza.html.)
No primeiro parágrafo o autor fala sobre o abraço para

Questão 2

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1
Abraços podem durar um tempo enorme. A gente se inclina na direção do outro, cheio de sentimentos
 
conturbados, e ele nos segura com força, como se tentasse comunicar alguma coisa. É possível sentir um coração
 
batendo contra o outro, perceber no peito a outra respiração. Tantas coisas estão contidas nesse gesto, tanta ternura,
 
tanta dúvida. Amor. Quando o abraço se desfaz, fica um sorriso indeciso, uma expressão incompleta nos olhos, o
5
movimento de um corpo que se afasta e parece dizer adeus.
 
Como todo mundo, tenho sentimentos ambivalentes sobre relacionamentos que acabam. São momentos tristes,
 
terrivelmente tristes. Mas, ao fim e ao cabo, inevitáveis. A gente não pode passar a vida preso a coisas que já não
 
respiram. Mesmo cheios de dúvidas e ainda repletos de carinho, em algum momento é preciso romper, andar,
 
recomeçar. O abraço que não quer terminar é lindo, mas abre uma porta para lugar nenhum. É necessário sair dele para
10
ser de novo uma pessoa inteira – e ter a chance, adiante, de estar inteiro em outro abraço.
 
Esses momentos de ruptura são essenciais em nossa vida. As separações, assim como os encontros, nos definem –
 
inclusive por que costumam levar um tempo enorme. A gente passa um ano juntos, apaixonados, e podemos levar o
 
dobro nos separando de verdade, fazendo a ruptura das almas. Separar dois corpos é fácil, mas como se faz para tirar o
 
outro de dentro de si?
15
Com todos os problemas e dificuldades, gosto de pensar nesse período de sentimentos estendidos como o tempo
 
da delicadeza. (Obrigado, Chico Buarque, por esta e tantas outras coisas.) A paixão terminou, o amor é uma lembrança
 
irresgatável, mas ainda há presença e ternura. Enormes. A raiva ficou para trás. A frustração gastou-se. O ciúme raspa as
 
unhas nas paredes do porão, lá embaixo, mas a cada dia incomoda menos. Os sentimentos dolorosos – quase todos –
 
deram lugar a uma sensação agridoce de cumplicidade. Ainda não é possível desejar que ela ou ele seja feliz em outra
20
companhia, mas esse dia chegará, um dia.
 
Acredito – enfim – que é possível deixar de amar amando. O afastamento pode ser feito com ódio, mas fica uma
 
ferida imensa, dura de cicatrizar. Podemos cortar as pontes repentinamente, com medo de um sofrimento duradouro,
 
mas isso vai nos assombrar no futuro, na hora de amar de novo. Enfim, há diferentes maneiras de deixar de amar. Eu
 
acho possível – e louvável – sair da intimidade do outro com um sorriso nos lábios e lágrimas nos olhos. Sair, mas ficar
25
feliz em vê-lo, contente de ouvi-la, ainda ter vontade de contar a essa pessoa que nos conhece tão bem tudo que
 
aconteceu na semana passada, mas escolhendo não contar – por pudor, e porque, afinal, já não cabe.
 
Sou capaz de antecipar o olhar de descrédito do leitor e da leitora. Não é assim que funciona, ele ou ela dirá. Se os
 
sentimentos são bons, as pessoas não se separam. Mas isso não é verdade. As pessoas rompem cheias de bons
 
sentimentos, transbordando deles, a ponto de não saber o que fazer com tudo aquilo. Exceto as exceções, exceto os
30
traumas e barbaridades, a gente não deixa de querer de uma hora para outra. A paixão acaba, é certo. O amor, aquele
 
de querer ficar colado para sempre, também acaba. Mas há sentimentos lindos que ainda ligam ex-casais. Tão lindos
 
que entalam na garganta, que temos vontade de abraçar e não largar. Lembra?
 
Pois então, respeitemos os nossos sentimentos delicados. As relações terminam, mas isso não é o fim dos afetos.
 
Não há que ter vergonha de gostar da ex que você mesmo deixou, não há problema em pensar com carinho (e sem
35
raiv(A) naquele desgraçado que não quis continuar. Dentro de nós há tanta coisa ruim que não deveríamos resistir
 
quando se manifesta uma doçura. Melhor abraçá-la bem forte, acolhê-la como um amor que estivesse de volta. Apenas
 
para uma visita, mas, ainda assim, bem-vindo.
(Ivan Lins. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2016/06/o-tempo-da-delicadeza.html.)
“Mas, ao fim e ao cabo, inevitáveis.” (2º§) A expressão sublinhada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:

Questão 3

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1
O maior país da América Latina, com a maior população católica
 
do mundo, não nasceu de forma tranquila. Neste livro, com o
 
realismo dos documentos originais, vemos claramente a
 
brutalidade do extermínio dos índios na costa brasileira, berço de
5
sangue cujo marco determinante é a fundação da cidade do Rio
 
de Janeiro.
 
O Brasil real começou a ser construído por homens como o
 
degredado João Ramalho, que raspava os pelos do corpo para se
 
mesclar aos índios e construiu um exército de mestiços caçadores
10
de escravos mais poderoso que o da própria Coroa; personagens
 
improváveis como o jesuíta Manoel da Nóbrega, padre gago
 
incumbido de catequizar um povo de língua indecifrável, esteio
 
da erradicação dos “hereges” antropófagos; líderes implacáveis
 
como Aimberê, ex-escravo que tomou a frente da resistência e
15
Cunhambebe, cacique “imortal”, que dizia poder devorar carne
 
humana porque era “um jaguar”.
 
Incluindo protestantes franceses, que se aliaram aos índios para
 
escapar dos portugueses e da Inquisição, além de mamelucos, os
 
primeiros brasileiros verdadeiramente ligados à terra, que
20
falavam tupi tanto quanto o português e partiram do planalto de
 
Piratininga para caçar índios e estenderam a colônia sertão
 
adentro, surge um povo que desde a origem nada tem da
 
autoimagem do “brasileiro cordial”.
(Texto da orelha do livro A conquista do Brasil, de Thales Guaracy, Planeta, Rio de Janeiro, 2015)
O texto 1, retirado da orelha do livro indicado, tem como finalidade destacar qualidades da obra a que alude; NÃO é uma dessas qualidades o seguinte tópico:

Questão 4

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Abraços podem durar um tempo enorme. A gente se inclina na direção do outro, cheio de sentimentos
 
conturbados, e ele nos segura com força, como se tentasse comunicar alguma coisa. É possível sentir um coração
 
batendo contra o outro, perceber no peito a outra respiração. Tantas coisas estão contidas nesse gesto, tanta ternura,
 
tanta dúvida. Amor. Quando o abraço se desfaz, fica um sorriso indeciso, uma expressão incompleta nos olhos, o
5
movimento de um corpo que se afasta e parece dizer adeus.
 
Como todo mundo, tenho sentimentos ambivalentes sobre relacionamentos que acabam. São momentos tristes,
 
terrivelmente tristes. Mas, ao fim e ao cabo, inevitáveis. A gente não pode passar a vida preso a coisas que já não
 
respiram. Mesmo cheios de dúvidas e ainda repletos de carinho, em algum momento é preciso romper, andar,
 
recomeçar. O abraço que não quer terminar é lindo, mas abre uma porta para lugar nenhum. É necessário sair dele para
10
ser de novo uma pessoa inteira – e ter a chance, adiante, de estar inteiro em outro abraço.
 
Esses momentos de ruptura são essenciais em nossa vida. As separações, assim como os encontros, nos definem –
 
inclusive por que costumam levar um tempo enorme. A gente passa um ano juntos, apaixonados, e podemos levar o
 
dobro nos separando de verdade, fazendo a ruptura das almas. Separar dois corpos é fácil, mas como se faz para tirar o
 
outro de dentro de si?
15
Com todos os problemas e dificuldades, gosto de pensar nesse período de sentimentos estendidos como o tempo
 
da delicadeza. (Obrigado, Chico Buarque, por esta e tantas outras coisas.) A paixão terminou, o amor é uma lembrança
 
irresgatável, mas ainda há presença e ternura. Enormes. A raiva ficou para trás. A frustração gastou-se. O ciúme raspa as
 
unhas nas paredes do porão, lá embaixo, mas a cada dia incomoda menos. Os sentimentos dolorosos – quase todos –
 
deram lugar a uma sensação agridoce de cumplicidade. Ainda não é possível desejar que ela ou ele seja feliz em outra
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companhia, mas esse dia chegará, um dia.
 
Acredito – enfim – que é possível deixar de amar amando. O afastamento pode ser feito com ódio, mas fica uma
 
ferida imensa, dura de cicatrizar. Podemos cortar as pontes repentinamente, com medo de um sofrimento duradouro,
 
mas isso vai nos assombrar no futuro, na hora de amar de novo. Enfim, há diferentes maneiras de deixar de amar. Eu
 
acho possível – e louvável – sair da intimidade do outro com um sorriso nos lábios e lágrimas nos olhos. Sair, mas ficar
25
feliz em vê-lo, contente de ouvi-la, ainda ter vontade de contar a essa pessoa que nos conhece tão bem tudo que
 
aconteceu na semana passada, mas escolhendo não contar – por pudor, e porque, afinal, já não cabe.
 
Sou capaz de antecipar o olhar de descrédito do leitor e da leitora. Não é assim que funciona, ele ou ela dirá. Se os
 
sentimentos são bons, as pessoas não se separam. Mas isso não é verdade. As pessoas rompem cheias de bons
 
sentimentos, transbordando deles, a ponto de não saber o que fazer com tudo aquilo. Exceto as exceções, exceto os
30
traumas e barbaridades, a gente não deixa de querer de uma hora para outra. A paixão acaba, é certo. O amor, aquele
 
de querer ficar colado para sempre, também acaba. Mas há sentimentos lindos que ainda ligam ex-casais. Tão lindos
 
que entalam na garganta, que temos vontade de abraçar e não largar. Lembra?
 
Pois então, respeitemos os nossos sentimentos delicados. As relações terminam, mas isso não é o fim dos afetos.
 
Não há que ter vergonha de gostar da ex que você mesmo deixou, não há problema em pensar com carinho (e sem
35
raiv(A) naquele desgraçado que não quis continuar. Dentro de nós há tanta coisa ruim que não deveríamos resistir
 
quando se manifesta uma doçura. Melhor abraçá-la bem forte, acolhê-la como um amor que estivesse de volta. Apenas
 
para uma visita, mas, ainda assim, bem-vindo.
(Ivan Lins. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2016/06/o-tempo-da-delicadeza.html.)
“Mesmo cheios de dúvidas e ainda repletos de carinho, em algum momento é preciso romper, andar, recomeçar.” (2º§) A respeito dos verbos sublinhados, assinale a afirmativa correta.

Questão 5

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem
1
Abraços podem durar um tempo enorme. A gente se inclina na direção do outro, cheio de sentimentos
 
conturbados, e ele nos segura com força, como se tentasse comunicar alguma coisa. É possível sentir um coração
 
batendo contra o outro, perceber no peito a outra respiração. Tantas coisas estão contidas nesse gesto, tanta ternura,
 
tanta dúvida. Amor. Quando o abraço se desfaz, fica um sorriso indeciso, uma expressão incompleta nos olhos, o
5
movimento de um corpo que se afasta e parece dizer adeus.
 
Como todo mundo, tenho sentimentos ambivalentes sobre relacionamentos que acabam. São momentos tristes,
 
terrivelmente tristes. Mas, ao fim e ao cabo, inevitáveis. A gente não pode passar a vida preso a coisas que já não
 
respiram. Mesmo cheios de dúvidas e ainda repletos de carinho, em algum momento é preciso romper, andar,
 
recomeçar. O abraço que não quer terminar é lindo, mas abre uma porta para lugar nenhum. É necessário sair dele para
10
ser de novo uma pessoa inteira – e ter a chance, adiante, de estar inteiro em outro abraço.
 
Esses momentos de ruptura são essenciais em nossa vida. As separações, assim como os encontros, nos definem –
 
inclusive por que costumam levar um tempo enorme. A gente passa um ano juntos, apaixonados, e podemos levar o
 
dobro nos separando de verdade, fazendo a ruptura das almas. Separar dois corpos é fácil, mas como se faz para tirar o
 
outro de dentro de si?
15
Com todos os problemas e dificuldades, gosto de pensar nesse período de sentimentos estendidos como o tempo
 
da delicadeza. (Obrigado, Chico Buarque, por esta e tantas outras coisas.) A paixão terminou, o amor é uma lembrança
 
irresgatável, mas ainda há presença e ternura. Enormes. A raiva ficou para trás. A frustração gastou-se. O ciúme raspa as
 
unhas nas paredes do porão, lá embaixo, mas a cada dia incomoda menos. Os sentimentos dolorosos – quase todos –
 
deram lugar a uma sensação agridoce de cumplicidade. Ainda não é possível desejar que ela ou ele seja feliz em outra
20
companhia, mas esse dia chegará, um dia.
 
Acredito – enfim – que é possível deixar de amar amando. O afastamento pode ser feito com ódio, mas fica uma
 
ferida imensa, dura de cicatrizar. Podemos cortar as pontes repentinamente, com medo de um sofrimento duradouro,
 
mas isso vai nos assombrar no futuro, na hora de amar de novo. Enfim, há diferentes maneiras de deixar de amar. Eu
 
acho possível – e louvável – sair da intimidade do outro com um sorriso nos lábios e lágrimas nos olhos. Sair, mas ficar
25
feliz em vê-lo, contente de ouvi-la, ainda ter vontade de contar a essa pessoa que nos conhece tão bem tudo que
 
aconteceu na semana passada, mas escolhendo não contar – por pudor, e porque, afinal, já não cabe.
 
Sou capaz de antecipar o olhar de descrédito do leitor e da leitora. Não é assim que funciona, ele ou ela dirá. Se os
 
sentimentos são bons, as pessoas não se separam. Mas isso não é verdade. As pessoas rompem cheias de bons
 
sentimentos, transbordando deles, a ponto de não saber o que fazer com tudo aquilo. Exceto as exceções, exceto os
30
traumas e barbaridades, a gente não deixa de querer de uma hora para outra. A paixão acaba, é certo. O amor, aquele
 
de querer ficar colado para sempre, também acaba. Mas há sentimentos lindos que ainda ligam ex-casais. Tão lindos
 
que entalam na garganta, que temos vontade de abraçar e não largar. Lembra?
 
Pois então, respeitemos os nossos sentimentos delicados. As relações terminam, mas isso não é o fim dos afetos.
 
Não há que ter vergonha de gostar da ex que você mesmo deixou, não há problema em pensar com carinho (e sem
35
raiv(A) naquele desgraçado que não quis continuar. Dentro de nós há tanta coisa ruim que não deveríamos resistir
 
quando se manifesta uma doçura. Melhor abraçá-la bem forte, acolhê-la como um amor que estivesse de volta. Apenas
 
para uma visita, mas, ainda assim, bem-vindo.
(Ivan Lins. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2016/06/o-tempo-da-delicadeza.html.)
A raiva ficou para trás. A frustração gastou-se. O ciúme raspa as unhas nas paredes do porão, lá embaixo, mas a cada dia incomoda menos. Os sentimentos dolorosos – quase todos – deram lugar a uma sensação agridoce de cumplicidade.” (4º§) O trecho anterior retrata:

Questão 6

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1
Abraços podem durar um tempo enorme. A gente se inclina na direção do outro, cheio de sentimentos
 
conturbados, e ele nos segura com força, como se tentasse comunicar alguma coisa. É possível sentir um coração
 
batendo contra o outro, perceber no peito a outra respiração. Tantas coisas estão contidas nesse gesto, tanta ternura,
 
tanta dúvida. Amor. Quando o abraço se desfaz, fica um sorriso indeciso, uma expressão incompleta nos olhos, o
5
movimento de um corpo que se afasta e parece dizer adeus.
 
Como todo mundo, tenho sentimentos ambivalentes sobre relacionamentos que acabam. São momentos tristes,
 
terrivelmente tristes. Mas, ao fim e ao cabo, inevitáveis. A gente não pode passar a vida preso a coisas que já não
 
respiram. Mesmo cheios de dúvidas e ainda repletos de carinho, em algum momento é preciso romper, andar,
 
recomeçar. O abraço que não quer terminar é lindo, mas abre uma porta para lugar nenhum. É necessário sair dele para
10
ser de novo uma pessoa inteira – e ter a chance, adiante, de estar inteiro em outro abraço.
 
Esses momentos de ruptura são essenciais em nossa vida. As separações, assim como os encontros, nos definem –
 
inclusive por que costumam levar um tempo enorme. A gente passa um ano juntos, apaixonados, e podemos levar o
 
dobro nos separando de verdade, fazendo a ruptura das almas. Separar dois corpos é fácil, mas como se faz para tirar o
 
outro de dentro de si?
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Com todos os problemas e dificuldades, gosto de pensar nesse período de sentimentos estendidos como o tempo
 
da delicadeza. (Obrigado, Chico Buarque, por esta e tantas outras coisas.) A paixão terminou, o amor é uma lembrança
 
irresgatável, mas ainda há presença e ternura. Enormes. A raiva ficou para trás. A frustração gastou-se. O ciúme raspa as
 
unhas nas paredes do porão, lá embaixo, mas a cada dia incomoda menos. Os sentimentos dolorosos – quase todos –
 
deram lugar a uma sensação agridoce de cumplicidade. Ainda não é possível desejar que ela ou ele seja feliz em outra
20
companhia, mas esse dia chegará, um dia.
 
Acredito – enfim – que é possível deixar de amar amando. O afastamento pode ser feito com ódio, mas fica uma
 
ferida imensa, dura de cicatrizar. Podemos cortar as pontes repentinamente, com medo de um sofrimento duradouro,
 
mas isso vai nos assombrar no futuro, na hora de amar de novo. Enfim, há diferentes maneiras de deixar de amar. Eu
 
acho possível – e louvável – sair da intimidade do outro com um sorriso nos lábios e lágrimas nos olhos. Sair, mas ficar
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feliz em vê-lo, contente de ouvi-la, ainda ter vontade de contar a essa pessoa que nos conhece tão bem tudo que
 
aconteceu na semana passada, mas escolhendo não contar – por pudor, e porque, afinal, já não cabe.
 
Sou capaz de antecipar o olhar de descrédito do leitor e da leitora. Não é assim que funciona, ele ou ela dirá. Se os
 
sentimentos são bons, as pessoas não se separam. Mas isso não é verdade. As pessoas rompem cheias de bons
 
sentimentos, transbordando deles, a ponto de não saber o que fazer com tudo aquilo. Exceto as exceções, exceto os
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traumas e barbaridades, a gente não deixa de querer de uma hora para outra. A paixão acaba, é certo. O amor, aquele
 
de querer ficar colado para sempre, também acaba. Mas há sentimentos lindos que ainda ligam ex-casais. Tão lindos
 
que entalam na garganta, que temos vontade de abraçar e não largar. Lembra?
 
Pois então, respeitemos os nossos sentimentos delicados. As relações terminam, mas isso não é o fim dos afetos.
 
Não há que ter vergonha de gostar da ex que você mesmo deixou, não há problema em pensar com carinho (e sem
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raiv(A) naquele desgraçado que não quis continuar. Dentro de nós há tanta coisa ruim que não deveríamos resistir
 
quando se manifesta uma doçura. Melhor abraçá-la bem forte, acolhê-la como um amor que estivesse de volta. Apenas
 
para uma visita, mas, ainda assim, bem-vindo.
(Ivan Lins. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2016/06/o-tempo-da-delicadeza.html.)
“O amor, aquele de querer ficar colado para sempre, também acaba.” (6º§) O trecho sublinhado apresenta-se entre vírgulas por que:

Questão 7

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1
Abraços podem durar um tempo enorme. A gente se inclina na direção do outro, cheio de sentimentos
 
conturbados, e ele nos segura com força, como se tentasse comunicar alguma coisa. É possível sentir um coração
 
batendo contra o outro, perceber no peito a outra respiração. Tantas coisas estão contidas nesse gesto, tanta ternura,
 
tanta dúvida. Amor. Quando o abraço se desfaz, fica um sorriso indeciso, uma expressão incompleta nos olhos, o
5
movimento de um corpo que se afasta e parece dizer adeus.
 
Como todo mundo, tenho sentimentos ambivalentes sobre relacionamentos que acabam. São momentos tristes,
 
terrivelmente tristes. Mas, ao fim e ao cabo, inevitáveis. A gente não pode passar a vida preso a coisas que já não
 
respiram. Mesmo cheios de dúvidas e ainda repletos de carinho, em algum momento é preciso romper, andar,
 
recomeçar. O abraço que não quer terminar é lindo, mas abre uma porta para lugar nenhum. É necessário sair dele para
10
ser de novo uma pessoa inteira – e ter a chance, adiante, de estar inteiro em outro abraço.
 
Esses momentos de ruptura são essenciais em nossa vida. As separações, assim como os encontros, nos definem –
 
inclusive por que costumam levar um tempo enorme. A gente passa um ano juntos, apaixonados, e podemos levar o
 
dobro nos separando de verdade, fazendo a ruptura das almas. Separar dois corpos é fácil, mas como se faz para tirar o
 
outro de dentro de si?
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Com todos os problemas e dificuldades, gosto de pensar nesse período de sentimentos estendidos como o tempo
 
da delicadeza. (Obrigado, Chico Buarque, por esta e tantas outras coisas.) A paixão terminou, o amor é uma lembrança
 
irresgatável, mas ainda há presença e ternura. Enormes. A raiva ficou para trás. A frustração gastou-se. O ciúme raspa as
 
unhas nas paredes do porão, lá embaixo, mas a cada dia incomoda menos. Os sentimentos dolorosos – quase todos –
 
deram lugar a uma sensação agridoce de cumplicidade. Ainda não é possível desejar que ela ou ele seja feliz em outra
20
companhia, mas esse dia chegará, um dia.
 
Acredito – enfim – que é possível deixar de amar amando. O afastamento pode ser feito com ódio, mas fica uma
 
ferida imensa, dura de cicatrizar. Podemos cortar as pontes repentinamente, com medo de um sofrimento duradouro,
 
mas isso vai nos assombrar no futuro, na hora de amar de novo. Enfim, há diferentes maneiras de deixar de amar. Eu
 
acho possível – e louvável – sair da intimidade do outro com um sorriso nos lábios e lágrimas nos olhos. Sair, mas ficar
25
feliz em vê-lo, contente de ouvi-la, ainda ter vontade de contar a essa pessoa que nos conhece tão bem tudo que
 
aconteceu na semana passada, mas escolhendo não contar – por pudor, e porque, afinal, já não cabe.
 
Sou capaz de antecipar o olhar de descrédito do leitor e da leitora. Não é assim que funciona, ele ou ela dirá. Se os
 
sentimentos são bons, as pessoas não se separam. Mas isso não é verdade. As pessoas rompem cheias de bons
 
sentimentos, transbordando deles, a ponto de não saber o que fazer com tudo aquilo. Exceto as exceções, exceto os
30
traumas e barbaridades, a gente não deixa de querer de uma hora para outra. A paixão acaba, é certo. O amor, aquele
 
de querer ficar colado para sempre, também acaba. Mas há sentimentos lindos que ainda ligam ex-casais. Tão lindos
 
que entalam na garganta, que temos vontade de abraçar e não largar. Lembra?
 
Pois então, respeitemos os nossos sentimentos delicados. As relações terminam, mas isso não é o fim dos afetos.
 
Não há que ter vergonha de gostar da ex que você mesmo deixou, não há problema em pensar com carinho (e sem
35
raiv(A) naquele desgraçado que não quis continuar. Dentro de nós há tanta coisa ruim que não deveríamos resistir
 
quando se manifesta uma doçura. Melhor abraçá-la bem forte, acolhê-la como um amor que estivesse de volta. Apenas
 
para uma visita, mas, ainda assim, bem-vindo.
(Ivan Lins. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2016/06/o-tempo-da-delicadeza.html.)
“As separações, assim como os encontros, nos definem – inclusive por que costumam levar um tempo enorme.” (3º§) Sobre o trecho sublinhado, é correto afirma que exprime a ideia de:

Questão 8

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem
1
O maior país da América Latina, com a maior população católica
 
do mundo, não nasceu de forma tranquila. Neste livro, com o
 
realismo dos documentos originais, vemos claramente a
 
brutalidade do extermínio dos índios na costa brasileira, berço de
5
sangue cujo marco determinante é a fundação da cidade do Rio
 
de Janeiro.
 
O Brasil real começou a ser construído por homens como o
 
degredado João Ramalho, que raspava os pelos do corpo para se
 
mesclar aos índios e construiu um exército de mestiços caçadores
10
de escravos mais poderoso que o da própria Coroa; personagens
 
improváveis como o jesuíta Manoel da Nóbrega, padre gago
 
incumbido de catequizar um povo de língua indecifrável, esteio
 
da erradicação dos “hereges” antropófagos; líderes implacáveis
 
como Aimberê, ex-escravo que tomou a frente da resistência e
15
Cunhambebe, cacique “imortal”, que dizia poder devorar carne
 
humana porque era “um jaguar”.
 
Incluindo protestantes franceses, que se aliaram aos índios para
 
escapar dos portugueses e da Inquisição, além de mamelucos, os
 
primeiros brasileiros verdadeiramente ligados à terra, que
20
falavam tupi tanto quanto o português e partiram do planalto de
 
Piratininga para caçar índios e estenderam a colônia sertão
 
adentro, surge um povo que desde a origem nada tem da
 
autoimagem do “brasileiro cordial”.
(Texto da orelha do livro A conquista do Brasil, de Thales Guaracy, Planeta, Rio de Janeiro, 2015)
O texto 1, retirado da orelha do livro indicado, tem como finalidade destacar qualidades da obra a que alude; NÃO é uma dessas qualidades o seguinte tópico:

Questão 9

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem
1
Abraços podem durar um tempo enorme. A gente se inclina na direção do outro, cheio de sentimentos
 
conturbados, e ele nos segura com força, como se tentasse comunicar alguma coisa. É possível sentir um coração
 
batendo contra o outro, perceber no peito a outra respiração. Tantas coisas estão contidas nesse gesto, tanta ternura,
 
tanta dúvida. Amor. Quando o abraço se desfaz, fica um sorriso indeciso, uma expressão incompleta nos olhos, o
5
movimento de um corpo que se afasta e parece dizer adeus.
 
Como todo mundo, tenho sentimentos ambivalentes sobre relacionamentos que acabam. São momentos tristes,
 
terrivelmente tristes. Mas, ao fim e ao cabo, inevitáveis. A gente não pode passar a vida preso a coisas que já não
 
respiram. Mesmo cheios de dúvidas e ainda repletos de carinho, em algum momento é preciso romper, andar,
 
recomeçar. O abraço que não quer terminar é lindo, mas abre uma porta para lugar nenhum. É necessário sair dele para
10
ser de novo uma pessoa inteira – e ter a chance, adiante, de estar inteiro em outro abraço.
 
Esses momentos de ruptura são essenciais em nossa vida. As separações, assim como os encontros, nos definem –
 
inclusive por que costumam levar um tempo enorme. A gente passa um ano juntos, apaixonados, e podemos levar o
 
dobro nos separando de verdade, fazendo a ruptura das almas. Separar dois corpos é fácil, mas como se faz para tirar o
 
outro de dentro de si?
15
Com todos os problemas e dificuldades, gosto de pensar nesse período de sentimentos estendidos como o tempo
 
da delicadeza. (Obrigado, Chico Buarque, por esta e tantas outras coisas.) A paixão terminou, o amor é uma lembrança
 
irresgatável, mas ainda há presença e ternura. Enormes. A raiva ficou para trás. A frustração gastou-se. O ciúme raspa as
 
unhas nas paredes do porão, lá embaixo, mas a cada dia incomoda menos. Os sentimentos dolorosos – quase todos –
 
deram lugar a uma sensação agridoce de cumplicidade. Ainda não é possível desejar que ela ou ele seja feliz em outra
20
companhia, mas esse dia chegará, um dia.
 
Acredito – enfim – que é possível deixar de amar amando. O afastamento pode ser feito com ódio, mas fica uma
 
ferida imensa, dura de cicatrizar. Podemos cortar as pontes repentinamente, com medo de um sofrimento duradouro,
 
mas isso vai nos assombrar no futuro, na hora de amar de novo. Enfim, há diferentes maneiras de deixar de amar. Eu
 
acho possível – e louvável – sair da intimidade do outro com um sorriso nos lábios e lágrimas nos olhos. Sair, mas ficar
25
feliz em vê-lo, contente de ouvi-la, ainda ter vontade de contar a essa pessoa que nos conhece tão bem tudo que
 
aconteceu na semana passada, mas escolhendo não contar – por pudor, e porque, afinal, já não cabe.
 
Sou capaz de antecipar o olhar de descrédito do leitor e da leitora. Não é assim que funciona, ele ou ela dirá. Se os
 
sentimentos são bons, as pessoas não se separam. Mas isso não é verdade. As pessoas rompem cheias de bons
 
sentimentos, transbordando deles, a ponto de não saber o que fazer com tudo aquilo. Exceto as exceções, exceto os
30
traumas e barbaridades, a gente não deixa de querer de uma hora para outra. A paixão acaba, é certo. O amor, aquele
 
de querer ficar colado para sempre, também acaba. Mas há sentimentos lindos que ainda ligam ex-casais. Tão lindos
 
que entalam na garganta, que temos vontade de abraçar e não largar. Lembra?
 
Pois então, respeitemos os nossos sentimentos delicados. As relações terminam, mas isso não é o fim dos afetos.
 
Não há que ter vergonha de gostar da ex que você mesmo deixou, não há problema em pensar com carinho (e sem
35
raiv(A) naquele desgraçado que não quis continuar. Dentro de nós há tanta coisa ruim que não deveríamos resistir
 
quando se manifesta uma doçura. Melhor abraçá-la bem forte, acolhê-la como um amor que estivesse de volta. Apenas
 
para uma visita, mas, ainda assim, bem-vindo.
(Ivan Lins. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2016/06/o-tempo-da-delicadeza.html.)
Assinale a alternativa em que o significado do termo sublinhado está corretamente indicado.

Questão 10

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem
1
Abraços podem durar um tempo enorme. A gente se inclina na direção do outro, cheio de sentimentos
 
conturbados, e ele nos segura com força, como se tentasse comunicar alguma coisa. É possível sentir um coração
 
batendo contra o outro, perceber no peito a outra respiração. Tantas coisas estão contidas nesse gesto, tanta ternura,
 
tanta dúvida. Amor. Quando o abraço se desfaz, fica um sorriso indeciso, uma expressão incompleta nos olhos, o
5
movimento de um corpo que se afasta e parece dizer adeus.
 
Como todo mundo, tenho sentimentos ambivalentes sobre relacionamentos que acabam. São momentos tristes,
 
terrivelmente tristes. Mas, ao fim e ao cabo, inevitáveis. A gente não pode passar a vida preso a coisas que já não
 
respiram. Mesmo cheios de dúvidas e ainda repletos de carinho, em algum momento é preciso romper, andar,
 
recomeçar. O abraço que não quer terminar é lindo, mas abre uma porta para lugar nenhum. É necessário sair dele para
10
ser de novo uma pessoa inteira – e ter a chance, adiante, de estar inteiro em outro abraço.
 
Esses momentos de ruptura são essenciais em nossa vida. As separações, assim como os encontros, nos definem –
 
inclusive por que costumam levar um tempo enorme. A gente passa um ano juntos, apaixonados, e podemos levar o
 
dobro nos separando de verdade, fazendo a ruptura das almas. Separar dois corpos é fácil, mas como se faz para tirar o
 
outro de dentro de si?
15
Com todos os problemas e dificuldades, gosto de pensar nesse período de sentimentos estendidos como o tempo
 
da delicadeza. (Obrigado, Chico Buarque, por esta e tantas outras coisas.) A paixão terminou, o amor é uma lembrança
 
irresgatável, mas ainda há presença e ternura. Enormes. A raiva ficou para trás. A frustração gastou-se. O ciúme raspa as
 
unhas nas paredes do porão, lá embaixo, mas a cada dia incomoda menos. Os sentimentos dolorosos – quase todos –
 
deram lugar a uma sensação agridoce de cumplicidade. Ainda não é possível desejar que ela ou ele seja feliz em outra
20
companhia, mas esse dia chegará, um dia.
 
Acredito – enfim – que é possível deixar de amar amando. O afastamento pode ser feito com ódio, mas fica uma
 
ferida imensa, dura de cicatrizar. Podemos cortar as pontes repentinamente, com medo de um sofrimento duradouro,
 
mas isso vai nos assombrar no futuro, na hora de amar de novo. Enfim, há diferentes maneiras de deixar de amar. Eu
 
acho possível – e louvável – sair da intimidade do outro com um sorriso nos lábios e lágrimas nos olhos. Sair, mas ficar
25
feliz em vê-lo, contente de ouvi-la, ainda ter vontade de contar a essa pessoa que nos conhece tão bem tudo que
 
aconteceu na semana passada, mas escolhendo não contar – por pudor, e porque, afinal, já não cabe.
 
Sou capaz de antecipar o olhar de descrédito do leitor e da leitora. Não é assim que funciona, ele ou ela dirá. Se os
 
sentimentos são bons, as pessoas não se separam. Mas isso não é verdade. As pessoas rompem cheias de bons
 
sentimentos, transbordando deles, a ponto de não saber o que fazer com tudo aquilo. Exceto as exceções, exceto os
30
traumas e barbaridades, a gente não deixa de querer de uma hora para outra. A paixão acaba, é certo. O amor, aquele
 
de querer ficar colado para sempre, também acaba. Mas há sentimentos lindos que ainda ligam ex-casais. Tão lindos
 
que entalam na garganta, que temos vontade de abraçar e não largar. Lembra?
 
Pois então, respeitemos os nossos sentimentos delicados. As relações terminam, mas isso não é o fim dos afetos.
 
Não há que ter vergonha de gostar da ex que você mesmo deixou, não há problema em pensar com carinho (e sem
35
raiv(A) naquele desgraçado que não quis continuar. Dentro de nós há tanta coisa ruim que não deveríamos resistir
 
quando se manifesta uma doçura. Melhor abraçá-la bem forte, acolhê-la como um amor que estivesse de volta. Apenas
 
para uma visita, mas, ainda assim, bem-vindo.
(Ivan Lins. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2016/06/o-tempo-da-delicadeza.html.)
“Apenas para uma visita, mas, ainda assim, bem-vindo.” (7º§) A expressão sublinhada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:

Questão 11

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem


Considere a seguinte planilha produzida com a ferramenta Microsoft Office Excel 2007 (configuração padrão).



Considerando que a “coluna A” está selecionada, se o usuário pressionar o botão pode-se afirmar que a nova ordem de exibição dos registros será, respectivamente:

Questão 12

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Considere a planilha produzida com a ferramenta Microsoft Office Excel 2007 (configuração padrão).



Pode-se afirmar que para obter os valores das células A1, A2 e A3 foram utilizadas, respectivamente, as funções descritas em: (Considere que o símbolo "|" foi utilizado para separar cada função.)

Questão 13

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“Na ferramenta Microsoft Office Word 2007 (configuração padrão), um usuário precisa destacar alguns trechos do seu texto de forma que tenha o mesmo efeito da utilização de uma caneta marca-texto em papel.” É correto afirmar que o recurso que realiza esta tarefa denomina-se:

Questão 14

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Em um computador, a função de um disco rígido é promover

Questão 15

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Um usuário digitou no prompt de comandos do MS-DOS no seu computador o seguinte comando (considere que o computador do usuário está configurado com todas as permissões de manipulação nos diretórios em questão).



Pode-se afirmar que com a execução do comando:

Questão 16

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem
“O Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, conquistou, neste domingo (17), o título de Patrimônio Mundial da Humanidade, dado pela Unesco. É um reconhecimento importantíssimo tanto do ponto de vista da arquitetura nacional, quanto da arquitetura internacional. A Pampulha é um exemplo da criatividade humana e do intercâmbio de ideias entre Brasil e Europa, diz Andrey Schlee, diretor de patrimônio material do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).”
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/07/1792609-conjunto-da-pampulha-e-declarado-patrimonio-mundial-dahumanidade.shtml.)

O arquiteto responsável pelo projeto desse conjunto arquitetônico, encomendado pelo então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, foi:

Questão 17

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“Com nova lei, número de domésticos com FGTS sobe 621% em 1 ano. A PEC das domésticas foi sancionada em junho do ano passado (2015). Além do FGTS, hora-extra e adicional noturno também são obrigatórios. Pouco mais de um ano após a regulamentação dessa Lei Complementar 150, o número de empregados domésticos com Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aumentou em pouco mais de sete vezes, informou o Ministério do Trabalho.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/pec-das-domesticas/noticia/2016/07/com-nova-lei-numero-de-domesticos-comfgts-sobe-621-em-1-ano.html. Adaptado.)

Os novos direitos dos trabalhadores domésticos já entraram em vigor e, para fazer o pagamento do FGTS, INSS e outros encargos, os patrões devem fazer um cadastro num site específico denominado:

Questão 18

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“Novos Baianos se reencontram no palco do Fantástico: a formação original do conjunto tocou seus principais sucessos no palco do Show da Vida. A banda sairá em turnê nacional no segundo semestre deste ano. Os Novos Baianos, em sua formação original, subiram no palco do Fantástico para tocar seus principais sucessos e contar detalhes sobre a turnê que irá passar por diversas cidades brasileiras. Não é à toa o crescente interesse das novas gerações pela música e pela filosofia do lendário grupo Novos Baianos, que revolucionou a música dos anos 70, uma forte influência que a juventude brasileira que com talento e ousadia, soube preencher o vazio que se instalava no país naquele momento em que a repressão, a censura, o exílio e até a tortura eram práticas adotadas pelo regime vigente.”

(Disponível em: https://osnovosbaianos.wordpress.com/. Adaptado.)


Um dos fundadores do grupo “Novos Baianos” e que ainda atua na música brasileira foi:

Questão 19

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“De longe é linda: cercada de formações espetaculares como o Pão de Açúcar e o Morro da Urca, de Mata Atlântica, ilhas e belas praias que deveriam fazer a alegria de banhistas. Essa é a Baía de Guanabara, no Estado do Rio de Janeiro.

De perto sobram muitas garrafas e sacos plásticos, esgoto e muita, muita poluição. Centenas de indústrias e refinarias de petróleo também colaboram para reduzir drasticamente a qualidade do mar. O impacto pode ser notado, por exemplo, pela população de golfinhos. Em 1980, estima-se que eram cerca de 400 na baía, hoje restam apenas 40.”
(Disponível em: http://contario.net/bela-fachada-suja-realidade/.)

Ainda assim, é na Baía de Guanabara que se darão competições aquáticas durante as Olimpíadas de 2016. Especificamente na Marina da Glória, localizada na Baía de Guanabara, uma das mais conhecidas paisagens cariocas, será(ão) realizado(s) o(s) evento(s) de:

Questão 20

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem
“Em ano de eleições municipais ressurge o polêmico embate: o voto deve ser facultativo ou obrigatório? Há quem diga que a permissão do eleitor em decidir em não votar é um risco para o nosso sistema eleitoral. Analistas ainda argumentam que é necessária a obrigatoriedade dos votos devido ao atual cenário político brasileiro, onde a compra de votos ainda reina juntamente com a precária formação política por boa parte da população brasileira.”
(Disponível em: http://gutogiangiulio.jusbrasil.com.br/artigos/142023487/voto-facultativo-x-voto-obrigatorio. Adaptado.)

A atual Constituição do Brasil preconiza que o voto é facultativo apenas para:

Questão 21

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Um grupo de 8 pessoas se hospedou em um hotel por 3 dias pagando um total de R$ 4.296,00. Se um segundo grupo, constituído por 10 pessoas, se hospedar nesse mesmo hotel por um período de 2 dias o valor a ser pago será de:

Questão 22

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem
Uma palavra é composta por 5 letras distintas, sendo 3 consoantes e 2 vogais. O número de anagramas dessa palavra que começa com vogal e termina com consoante é igual a:

Questão 23

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A interseção entre as retas y = ax – 2 e y = x + b se dá no ponto (3, 1). Assim a + b é igual a:

Questão 24

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Numa semana foram realizadas em um consultório várias consultas conforme indicado na tabela a seguir.

O total de consultas realizadas na semana em questão foi:

Questão 25

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1
O maior país da América Latina, com a maior população católica
 
do mundo, não nasceu de forma tranquila. Neste livro, com o
 
realismo dos documentos originais, vemos claramente a
 
brutalidade do extermínio dos índios na costa brasileira, berço de
5
sangue cujo marco determinante é a fundação da cidade do Rio
 
de Janeiro.
 
O Brasil real começou a ser construído por homens como o
 
degredado João Ramalho, que raspava os pelos do corpo para se
 
mesclar aos índios e construiu um exército de mestiços caçadores
10
de escravos mais poderoso que o da própria Coroa; personagens
 
improváveis como o jesuíta Manoel da Nóbrega, padre gago
 
incumbido de catequizar um povo de língua indecifrável, esteio
 
da erradicação dos “hereges” antropófagos; líderes implacáveis
 
como Aimberê, ex-escravo que tomou a frente da resistência e
15
Cunhambebe, cacique “imortal”, que dizia poder devorar carne
 
humana porque era “um jaguar”.
 
Incluindo protestantes franceses, que se aliaram aos índios para
 
escapar dos portugueses e da Inquisição, além de mamelucos, os
 
primeiros brasileiros verdadeiramente ligados à terra, que
20
falavam tupi tanto quanto o português e partiram do planalto de
 
Piratininga para caçar índios e estenderam a colônia sertão
 
adentro, surge um povo que desde a origem nada tem da
 
autoimagem do “brasileiro cordial”.
(Texto da orelha do livro A conquista do Brasil, de Thales Guaracy, Planeta, Rio de Janeiro, 2015)
O texto 1, retirado da orelha do livro indicado, tem como finalidade destacar qualidades da obra a que alude; NÃO é uma dessas qualidades o seguinte tópico:

Questão 26

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A incidência de malformações congênitas (MFC) ao nascer, de acordo com a declaração de nascidos vivos (DN), é subestimada, pois as mais graves levam a perdas fetais, enquanto outras são de difícil diagnóstico e podem não ser percebidas no momento do nascimento. São consideradas malformações congênitas, EXCETO:

Questão 27

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O termo RN de risco se refere àquele exposto a situações em que há maior risco de evolução desfavorável, que devem ser prontamente reconhecidas pela equipe de saúde, pois demandam atenção especial e prioritária à Agenda de Compromissos para a Saúde Integral da Criança. A Redução da Mortalidade Infantil sugere os seguintes critérios para identificação do Recém Nascido (RN) de risco, EXCETO:

Questão 28

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Cuidar de pacientes acamados exige uma atenção especial. A pele é o maior órgão do nosso corpo e, conforme vamos envelhecendo, ela também sofre alterações ficando mais sensível. Sua espessura diminui, os vasos sanguíneos rompem-se com facilidade, propiciando o aparecimento de manchas roxas que são denominadas de:

Questão 29

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1
O maior país da América Latina, com a maior população católica
 
do mundo, não nasceu de forma tranquila. Neste livro, com o
 
realismo dos documentos originais, vemos claramente a
 
brutalidade do extermínio dos índios na costa brasileira, berço de
5
sangue cujo marco determinante é a fundação da cidade do Rio
 
de Janeiro.
 
O Brasil real começou a ser construído por homens como o
 
degredado João Ramalho, que raspava os pelos do corpo para se
 
mesclar aos índios e construiu um exército de mestiços caçadores
10
de escravos mais poderoso que o da própria Coroa; personagens
 
improváveis como o jesuíta Manoel da Nóbrega, padre gago
 
incumbido de catequizar um povo de língua indecifrável, esteio
 
da erradicação dos “hereges” antropófagos; líderes implacáveis
 
como Aimberê, ex-escravo que tomou a frente da resistência e
15
Cunhambebe, cacique “imortal”, que dizia poder devorar carne
 
humana porque era “um jaguar”.
 
Incluindo protestantes franceses, que se aliaram aos índios para
 
escapar dos portugueses e da Inquisição, além de mamelucos, os
 
primeiros brasileiros verdadeiramente ligados à terra, que
20
falavam tupi tanto quanto o português e partiram do planalto de
 
Piratininga para caçar índios e estenderam a colônia sertão
 
adentro, surge um povo que desde a origem nada tem da
 
autoimagem do “brasileiro cordial”.
(Texto da orelha do livro A conquista do Brasil, de Thales Guaracy, Planeta, Rio de Janeiro, 2015)
O texto 1, retirado da orelha do livro indicado, tem como finalidade destacar qualidades da obra a que alude; NÃO é uma dessas qualidades o seguinte tópico:

Questão 30

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O soro é uma solução que pode ser isotônica, hipertônica e hipotônica e tem como finalidades: hidratação, alimentação, curativos, solvente de medicações (ampolas), compressa ocular, compressas diversas, dentre outros. Seus volumes podem variar de ampolas de:

Questão 31

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem


Segundo a legislação que rege o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, sobre as ações de serviços de saúde privada, é correto afirmar que:

Questão 32

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem


Infecções hospitalares que ocorrem dentro da instituição são a segunda maior causa de contágio associada aos cuidados de saúde. São medidas que profissionais de saúde devem seguir para evitar a proliferação de infecções hospitalares, EXCETO:

Questão 33

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem


A Organização Mundial da Saúde define Sistema de Informação em Saúde (SIS) como um mecanismo de coleta, processamento, análise e transmissão da informação. Em relação ao SIS, assinale a afirmativa INCORRETA.

Questão 34

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem
“Infecção causada por protozoário que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoíto. Esse parasito pode atuar como comensal ou provocar a invasão de tecidos, originando as formas intestinal e extraintestinal da doença. O quadro clínico varia de uma forma branda, caracterizada por desconforto abdominal leve ou moderado, com sangue e/ou muco nas dejeções.” Trata-se de:

Questão 35

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem


A equipe de enfermagem tem importante papel na manutenção dos artigos hospitalares de sua unidade de trabalho, seja em ambulatórios, unidades básicas ou outros setores em que esteja atuando. Para sua previsão e provisão, deve-se levar em consideração as necessidades de consumo, as condições de armazenamento, a validade dos produtos e o prazo de esterilização. Os artigos utilizados nos serviços de saúde são classificados em três categorias, conforme o grau de risco de provocar infecção nos pacientes. Nesse sentido, relacione adequadamente as colunas a seguir.

1. Artigos críticos.

2. Artigos semicríticos.

3. Artigos não críticos.

( ) Artigos como comadre, papagaio e termômetros.

( ) Instrumental cirúrgico, agulhas, catéteres intravasculares e dispositivos a eles conectados, como equipos de solução e torneirinhas.

( ) Equipamentos de anestesia e endoscópios.

A sequência está correta em

Questão 36

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem
1
O maior país da América Latina, com a maior população católica
 
do mundo, não nasceu de forma tranquila. Neste livro, com o
 
realismo dos documentos originais, vemos claramente a
 
brutalidade do extermínio dos índios na costa brasileira, berço de
5
sangue cujo marco determinante é a fundação da cidade do Rio
 
de Janeiro.
 
O Brasil real começou a ser construído por homens como o
 
degredado João Ramalho, que raspava os pelos do corpo para se
 
mesclar aos índios e construiu um exército de mestiços caçadores
10
de escravos mais poderoso que o da própria Coroa; personagens
 
improváveis como o jesuíta Manoel da Nóbrega, padre gago
 
incumbido de catequizar um povo de língua indecifrável, esteio
 
da erradicação dos “hereges” antropófagos; líderes implacáveis
 
como Aimberê, ex-escravo que tomou a frente da resistência e
15
Cunhambebe, cacique “imortal”, que dizia poder devorar carne
 
humana porque era “um jaguar”.
 
Incluindo protestantes franceses, que se aliaram aos índios para
 
escapar dos portugueses e da Inquisição, além de mamelucos, os
 
primeiros brasileiros verdadeiramente ligados à terra, que
20
falavam tupi tanto quanto o português e partiram do planalto de
 
Piratininga para caçar índios e estenderam a colônia sertão
 
adentro, surge um povo que desde a origem nada tem da
 
autoimagem do “brasileiro cordial”.
(Texto da orelha do livro A conquista do Brasil, de Thales Guaracy, Planeta, Rio de Janeiro, 2015)
O texto 1, retirado da orelha do livro indicado, tem como finalidade destacar qualidades da obra a que alude; NÃO é uma dessas qualidades o seguinte tópico:

Questão 37

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem


As reações anafiláticas são causadas na maioria das vezes por alimentos, picadas de insetos ou contato com outros animais e por drogas (medicações), sendo estas as mais prevalentes. São fatores desencadeantes de reações anafiláticas, EXCETO:

Questão 38

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem


A contaminação de pacientes, durante a realização de um procedimento ou por intermédio de artigos hospitalares, pode provocar infecções graves e de difícil tratamento. Procedimentos diagnósticos e terapêuticos invasivos são fatores que contribuem para a ocorrência de infecção. São considerados procedimentos invasivos, EXCETO:

Questão 39

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem


A toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita, causada por protozoário. Apresenta quadro clínico variado, desde infecção assintomática a manifestações sistêmicas extremamente graves. Do ponto de vista prático, é importante fazer uma distinção entre as manifestações da doença. De acordo com o exposto, relacione adequadamente as colunas a seguir.

1. Toxoplasmose ocular.

2. Linfadenite toxoplasmática.

3. Toxoplasmose febril aguda.

( ) Na maioria das vezes, a infecção inicial é assintomática. Porém, em muitos casos, pode generalizar-se e ser acompanhada de exantema. Às vezes, sintomas de acometimento pulmonar, miocárdico, hepático ou cerebral são evidentes. As lesões resultam da proliferação rápida dos organismos nas células hospedeiras e, quando há manifestações clínicas, essas têm evolução benigna.

( ) A coriorretinite é a lesão mais frequentemente associada à toxoplasmose e, em 30 a 60% dos pacientes com esta enfermidade, a etiologia pode ser atribuída ao toxoplasma. Dois tipos de lesões de retina podem ser observados: a retinite aguda, com intensa inflamação, e a retinite crônica, com perda progressiva de visão.

( ) Envolve os nódulos linfáticos cervicais posteriores. Esse quadro é capaz de persistir por uma semana ou um mês e pode assemelhar-se à mononucleose infecciosa, acompanhada por linfócitos atípicos no sangue periférico. A regional pode estar relacionada à porta de entrada, durante a síndrome febril aguda.

A sequência está correta em

Questão 40

Pref. Imigrantes/ES 2016 - CONSULPLAN - Técnico de Enfermagem


O complexo teníase/cisticercose é constituído por duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie de cestódio, em fases diferentes do seu ciclo de vida. A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino delgado do homem. A Taenia solium é encontrada na carne de:



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