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DPE/SP 2008

Oficial de Defensoria Pública

Questão 1

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livre-
 
mente, esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
 
estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
 
inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
5
é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
 
agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
 
tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
 
Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
 
Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
10
homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
 
homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
 
aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
 
de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
 
Zoológico.
15
Não se compreende uma grande cidade sem um desses
 
viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
 
tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos compa-
 
nheiros de residência na Terra.
 
Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
20
comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humani-
 
dade. Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
 
sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
 
como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
 
sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
25
sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
 
filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
 
todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
 
Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
 
água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
30
nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
 
uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
 
pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
 
poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
 
outros saltando e careteando, como os macacos, que são
35
palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
 
sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e bri-
 
gando por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
 
O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
 
um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
40
animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
 
lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
 
aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desen-
 
volver a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
 
tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
45
fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
 
pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
 
que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
 
[...]
(Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
De acordo com o texto,

Questão 2

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livre-
 
mente, esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
 
estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
 
inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
5
é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
 
agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
 
tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
 
Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
 
Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
10
homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
 
homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
 
aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
 
de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
 
Zoológico.
15
Não se compreende uma grande cidade sem um desses
 
viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
 
tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos compa-
 
nheiros de residência na Terra.
 
Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
20
comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humani-
 
dade. Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
 
sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
 
como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
 
sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
25
sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
 
filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
 
todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
 
Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
 
água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
30
nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
 
uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
 
pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
 
poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
 
outros saltando e careteando, como os macacos, que são
35
palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
 
sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e bri-
 
gando por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
 
O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
 
um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
40
animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
 
lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
 
aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desen-
 
volver a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
 
tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
45
fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
 
pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
 
que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
 
[...]
(Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
Anfiguri, segundo o Dicionário Houaiss, identifica qualquer dito desordenado e sem nexo. Assim, a comparação um pouco anfigúrica feita no 4o parágrafo do texto está no fato de seu autor afirmar que

Questão 3

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livre-
 
mente, esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
 
estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
 
inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
5
é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
 
agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
 
tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
 
Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
 
Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
10
homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
 
homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
 
aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
 
de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
 
Zoológico.
15
Não se compreende uma grande cidade sem um desses
 
viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
 
tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos compa-
 
nheiros de residência na Terra.
 
Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
20
comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humani-
 
dade. Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
 
sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
 
como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
 
sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
25
sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
 
filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
 
todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
 
Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
 
água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
30
nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
 
uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
 
pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
 
poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
 
outros saltando e careteando, como os macacos, que são
35
palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
 
sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e bri-
 
gando por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
 
O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
 
um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
40
animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
 
lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
 
aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desen-
 
volver a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
 
tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
45
fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
 
pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
 
que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
 
[...]
(Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
O autor

Questão 4

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1
Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livre-
 
mente, esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
 
estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
 
inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
5
é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
 
agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
 
tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
 
Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
 
Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
10
homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
 
homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
 
aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
 
de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
 
Zoológico.
15
Não se compreende uma grande cidade sem um desses
 
viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
 
tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos compa-
 
nheiros de residência na Terra.
 
Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
20
comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humani-
 
dade. Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
 
sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
 
como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
 
sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
25
sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
 
filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
 
todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
 
Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
 
água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
30
nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
 
uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
 
pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
 
poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
 
outros saltando e careteando, como os macacos, que são
35
palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
 
sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e bri-
 
gando por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
 
O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
 
um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
40
animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
 
lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
 
aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desen-
 
volver a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
 
tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
45
fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
 
pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
 
que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
 
[...]
(Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
Identifica-se no texto

Questão 5

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1
Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livre-
 
mente, esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
 
estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
 
inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
5
é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
 
agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
 
tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
 
Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
 
Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
10
homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
 
homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
 
aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
 
de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
 
Zoológico.
15
Não se compreende uma grande cidade sem um desses
 
viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
 
tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos compa-
 
nheiros de residência na Terra.
 
Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
20
comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humani-
 
dade. Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
 
sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
 
como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
 
sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
25
sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
 
filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
 
todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
 
Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
 
água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
30
nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
 
uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
 
pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
 
poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
 
outros saltando e careteando, como os macacos, que são
35
palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
 
sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e bri-
 
gando por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
 
O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
 
um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
40
animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
 
lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
 
aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desen-
 
volver a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
 
tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
45
fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
 
pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
 
que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
 
[...]
(Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
Idéia admirável, idéia fecunda! (último parágrafo)

O emprego do sinal de exclamação assinala, no texto,

Questão 6

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1
Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livre-
 
mente, esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
 
estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
 
inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
5
é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
 
agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
 
tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
 
Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
 
Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
10
homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
 
homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
 
aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
 
de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
 
Zoológico.
15
Não se compreende uma grande cidade sem um desses
 
viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
 
tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos compa-
 
nheiros de residência na Terra.
 
Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
20
comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humani-
 
dade. Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
 
sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
 
como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
 
sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
25
sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
 
filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
 
todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
 
Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
 
água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
30
nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
 
uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
 
pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
 
poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
 
outros saltando e careteando, como os macacos, que são
35
palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
 
sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e bri-
 
gando por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
 
O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
 
um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
40
animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
 
lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
 
aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desen-
 
volver a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
 
tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
45
fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
 
pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
 
que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
 
[...]
(Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
A companhia dos animais melhora e felicita o homem.

A frase que encerra o texto

Questão 7

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livre-
 
mente, esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
 
estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
 
inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
5
é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
 
agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
 
tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
 
Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
 
Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
10
homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
 
homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
 
aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
 
de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
 
Zoológico.
15
Não se compreende uma grande cidade sem um desses
 
viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
 
tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos compa-
 
nheiros de residência na Terra.
 
Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
20
comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humani-
 
dade. Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
 
sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
 
como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
 
sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
25
sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
 
filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
 
todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
 
Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
 
água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
30
nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
 
uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
 
pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
 
poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
 
outros saltando e careteando, como os macacos, que são
35
palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
 
sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e bri-
 
gando por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
 
O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
 
um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
40
animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
 
lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
 
aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desen-
 
volver a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
 
tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
45
fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
 
pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
 
que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
 
[...]
(Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
... se todos eles tivessem tanto juízo e tanta filosofia como os bois ... (4º parágrafo)

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase:

Questão 8

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livre-
 
mente, esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
 
estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
 
inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
5
é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
 
agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
 
tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
 
Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
 
Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
10
homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
 
homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
 
aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
 
de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
 
Zoológico.
15
Não se compreende uma grande cidade sem um desses
 
viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
 
tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos compa-
 
nheiros de residência na Terra.
 
Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
20
comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humani-
 
dade. Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
 
sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
 
como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
 
sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
25
sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
 
filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
 
todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
 
Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
 
água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
30
nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
 
uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
 
pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
 
poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
 
outros saltando e careteando, como os macacos, que são
35
palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
 
sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e bri-
 
gando por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
 
O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
 
um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
40
animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
 
lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
 
aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desen-
 
volver a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
 
tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
45
fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
 
pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
 
que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
 
[...]
(Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
... que lá se inaugurou anteontem. (1º parágrafo)

O mesmo sentido expresso pela forma verbal grifada acima está em:

Questão 9

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1
Se o tempo fosse meu e eu dele pudesse dispor livre-
 
mente, esta crônica seria escrita em São Paulo, onde o cronista
 
estaria a esta hora visitando a Exposição de Animais, que lá se
 
inaugurou anteontem. Mas quem é senhor do tempo? Ele é que
5
é senhor de todos nós e de toda a nossa vida. Quanta coisa
 
agradável e útil se deixa de fazer por falta de tempo! por falta de
 
tempo, há muita gente que morre velha ... sem nunca ter vivido.
 
Lamento não poder ir a São Paulo. Uma Exposição de
 
Animais é um dos espetáculos mais divertidos e úteis que ao
10
homem é dado apreciar nesta curta e aborrecida existência. O
 
homem só pode verdadeiramente compreender quanto deve
 
aos animais, quando assim os vê reunidos, muitos e variados,
 
de diversas famílias e gêneros, numa exposição ou num Jardim
 
Zoológico.
15
Não se compreende uma grande cidade sem um desses
 
viveiros onde, entre árvores e águas, vivem e se reproduzem,
 
tratados, alimentados e admirados por nós, os nossos compa-
 
nheiros de residência na Terra.
 
Um Jardim Zoológico – se me pode ser permitida esta
20
comparação um pouco anfigúrica – é uma escola de humani-
 
dade. Porque um viveiro de bichos, com a sua ordem, com a
 
sua paz, com a sua vida calma, sem ambições e sem brigas, é
 
como um espelho mágico, em que os homens, organizados em
 
sociedade, podem contemplar e admirar o que poderia ser a
25
sua própria vida se todos eles tivessem tanto juízo e tanta
 
filosofia como os bois, como os macacos, como as aves, como
 
todos os bichos. O que todos os habitantes de um Jardim
 
Zoológico ambicionam e pedem é pouco: a ração a hora certa,
 
água fresca, calor de sol, sombra de arvoredos, e sossego;
30
nesse sossego, assim que têm o estômago cheio, ficam felizes −
 
uns meditando e conjecturando, como os bois, que são
 
pensadores; outros cantando, como os pássaros, que são os
 
poetas; outros dormindo, como os porcos, que são epicuristas;
 
outros saltando e careteando, como os macacos, que são
35
palhaços; e todos gozando a vida a seu modo, amando quando
 
sentem necessidade de amar – e nunca se enfurecendo e bri-
 
gando por causa de emprego, ou de dinheiro, ou de glória.
 
O que se inaugurou anteontem, em São Paulo, não foi
 
um Jardim Zoológico: foi uma Exposição de Animais, − dos
40
animais que são mais úteis ao homem, e mais auxílio e dinheiro
 
lhe dão. Essa exposição é uma prova do esforço com que
 
aquele poderoso Estado está procurando restaurar e desen-
 
volver a sua riqueza pastoril, que a riqueza agrícola até agora
 
tinha quase totalmente eliminado. Idéia admirável, idéia
45
fecunda! Os primeiros homens, que habitaram a terra, foram
 
pastores. Justamente por isso, eram melhores e mais felizes do
 
que nós. A companhia dos animais melhora e felicita o homem.
 
[...]
(Olavo Bilac, Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 794-795)
A concordância, verbal e nominal, está inteiramente correta na frase:

Questão 10

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Desta vez, foram os educadores que protestaram. O "xis"
 
da questão é uma propaganda que estimularia a cola: em uma
 
sala de aula, meninas tentam espiar o exercício dos colegas.
5
Dois garotos recusam e recebem olhares de reprovação; um
 
terceiro, ao contrário, levanta o braço e deixa a colega olhar.
 
Sob os dois primeiros, uma legenda explica que serão
 
engenheiros de empresas concorrentes; o terceiro será um
 
futuro profissional da empresa.
10
É tão eloqüente em relação a estereótipos e precon-
 
ceitos que dá preguiça: o jeitinho brasileiro com pitadas de
 
contravenção; meninos tornam-se engenheiros, enquanto
 
meninas conquistam na base do charme; a imagem da situação
 
escolar como ambiente opressivo, e por aí vai.
15
Educadores reclamaram, a empresa dá uma desculpa
 
ótima: que a situação representada no comercial não seria de
 
prova e sim, de exercício em sala de aula. Como se, se não
 
estivesse na situação formal de prova, a "falta" ficasse atenuada
 
– qualquer professor diria que não faz a menor diferença.
20
Ainda segundo a empresa, "o objetivo do comercial é
 
mostrar que as outras marcas são tão boas quanto a dela, [...]
 
mas são exclusivistas. Como conclui o filme, a tecnologia está
 
ao alcance de todos." A defesa é capenga demais e não
 
consegue responder a contento a questão: por que é que a
25
publicidade flerta com a deseducação e os preconceitos?
 
O anúncio é só mais um entre muitos que se utilizam,
 
mais ou menos levianamente, de imagens e situações em que
 
se mostram comportamentos moralmente discutíveis, para dizer
 
o mínimo. De certa forma, como os publicitários costumam se
30
justificar, poderia parecer que não é nada além do que já
 
acontece em termos sociais, ou seja, refletiria uma crise pesada
 
de valores. Esse argumento "realista" talvez colasse, mas só se
 
a gente não lembrasse que propaganda não é, como querem
 
fazer acreditar os publicitários, arte.
35
Há um grau de intencionalidade (e, portanto, de controle)
 
na elaboração de uma peça publicitária que afasta qualquer
 
possibilidade de representação simplesmente. Ao representar, a
 
publicidade carrega de valores cada detalhe – afinal, o anúncio
 
serve para distinguir um produto entre outros, para convencer
40
que "a" é melhor que "b", que isso deve ser consumido, e aquilo
 
não, e assim por diante.
 
A publicidade, portanto, não tem o direito de se preten-
 
der ingênua. Ela serve para que o consumidor faça escolhas
 
bem diretas, bem específicas e, nesse sentido, quando aban-
45
dona o simplismo (compre o produto tal) e parte para os
 
chamados conceitos, acaba por se constituir como uma das
 
formas mais veementemente morais que circulam hoje em dia.
 
O que, evidentemente, é um problema e grande.
(Bia Abramo. Folha de S. Paulo, Ilustrada, E7, 26 de junho de 2005, com adaptações)
O texto chama a atenção para

Questão 11

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Desta vez, foram os educadores que protestaram. O "xis"
 
da questão é uma propaganda que estimularia a cola: em uma
 
sala de aula, meninas tentam espiar o exercício dos colegas.
5
Dois garotos recusam e recebem olhares de reprovação; um
 
terceiro, ao contrário, levanta o braço e deixa a colega olhar.
 
Sob os dois primeiros, uma legenda explica que serão
 
engenheiros de empresas concorrentes; o terceiro será um
 
futuro profissional da empresa.
10
É tão eloqüente em relação a estereótipos e precon-
 
ceitos que dá preguiça: o jeitinho brasileiro com pitadas de
 
contravenção; meninos tornam-se engenheiros, enquanto
 
meninas conquistam na base do charme; a imagem da situação
 
escolar como ambiente opressivo, e por aí vai.
15
Educadores reclamaram, a empresa dá uma desculpa
 
ótima: que a situação representada no comercial não seria de
 
prova e sim, de exercício em sala de aula. Como se, se não
 
estivesse na situação formal de prova, a "falta" ficasse atenuada
 
– qualquer professor diria que não faz a menor diferença.
20
Ainda segundo a empresa, "o objetivo do comercial é
 
mostrar que as outras marcas são tão boas quanto a dela, [...]
 
mas são exclusivistas. Como conclui o filme, a tecnologia está
 
ao alcance de todos." A defesa é capenga demais e não
 
consegue responder a contento a questão: por que é que a
25
publicidade flerta com a deseducação e os preconceitos?
 
O anúncio é só mais um entre muitos que se utilizam,
 
mais ou menos levianamente, de imagens e situações em que
 
se mostram comportamentos moralmente discutíveis, para dizer
 
o mínimo. De certa forma, como os publicitários costumam se
30
justificar, poderia parecer que não é nada além do que já
 
acontece em termos sociais, ou seja, refletiria uma crise pesada
 
de valores. Esse argumento "realista" talvez colasse, mas só se
 
a gente não lembrasse que propaganda não é, como querem
 
fazer acreditar os publicitários, arte.
35
Há um grau de intencionalidade (e, portanto, de controle)
 
na elaboração de uma peça publicitária que afasta qualquer
 
possibilidade de representação simplesmente. Ao representar, a
 
publicidade carrega de valores cada detalhe – afinal, o anúncio
 
serve para distinguir um produto entre outros, para convencer
40
que "a" é melhor que "b", que isso deve ser consumido, e aquilo
 
não, e assim por diante.
 
A publicidade, portanto, não tem o direito de se preten-
 
der ingênua. Ela serve para que o consumidor faça escolhas
 
bem diretas, bem específicas e, nesse sentido, quando aban-
45
dona o simplismo (compre o produto tal) e parte para os
 
chamados conceitos, acaba por se constituir como uma das
 
formas mais veementemente morais que circulam hoje em dia.
 
O que, evidentemente, é um problema e grande.
(Bia Abramo. Folha de S. Paulo, Ilustrada, E7, 26 de junho de 2005, com adaptações)
Infere-se corretamente do texto que

Questão 12

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Desta vez, foram os educadores que protestaram. O "xis"
 
da questão é uma propaganda que estimularia a cola: em uma
 
sala de aula, meninas tentam espiar o exercício dos colegas.
5
Dois garotos recusam e recebem olhares de reprovação; um
 
terceiro, ao contrário, levanta o braço e deixa a colega olhar.
 
Sob os dois primeiros, uma legenda explica que serão
 
engenheiros de empresas concorrentes; o terceiro será um
 
futuro profissional da empresa.
10
É tão eloqüente em relação a estereótipos e precon-
 
ceitos que dá preguiça: o jeitinho brasileiro com pitadas de
 
contravenção; meninos tornam-se engenheiros, enquanto
 
meninas conquistam na base do charme; a imagem da situação
 
escolar como ambiente opressivo, e por aí vai.
15
Educadores reclamaram, a empresa dá uma desculpa
 
ótima: que a situação representada no comercial não seria de
 
prova e sim, de exercício em sala de aula. Como se, se não
 
estivesse na situação formal de prova, a "falta" ficasse atenuada
 
– qualquer professor diria que não faz a menor diferença.
20
Ainda segundo a empresa, "o objetivo do comercial é
 
mostrar que as outras marcas são tão boas quanto a dela, [...]
 
mas são exclusivistas. Como conclui o filme, a tecnologia está
 
ao alcance de todos." A defesa é capenga demais e não
 
consegue responder a contento a questão: por que é que a
25
publicidade flerta com a deseducação e os preconceitos?
 
O anúncio é só mais um entre muitos que se utilizam,
 
mais ou menos levianamente, de imagens e situações em que
 
se mostram comportamentos moralmente discutíveis, para dizer
 
o mínimo. De certa forma, como os publicitários costumam se
30
justificar, poderia parecer que não é nada além do que já
 
acontece em termos sociais, ou seja, refletiria uma crise pesada
 
de valores. Esse argumento "realista" talvez colasse, mas só se
 
a gente não lembrasse que propaganda não é, como querem
 
fazer acreditar os publicitários, arte.
35
Há um grau de intencionalidade (e, portanto, de controle)
 
na elaboração de uma peça publicitária que afasta qualquer
 
possibilidade de representação simplesmente. Ao representar, a
 
publicidade carrega de valores cada detalhe – afinal, o anúncio
 
serve para distinguir um produto entre outros, para convencer
40
que "a" é melhor que "b", que isso deve ser consumido, e aquilo
 
não, e assim por diante.
 
A publicidade, portanto, não tem o direito de se preten-
 
der ingênua. Ela serve para que o consumidor faça escolhas
 
bem diretas, bem específicas e, nesse sentido, quando aban-
45
dona o simplismo (compre o produto tal) e parte para os
 
chamados conceitos, acaba por se constituir como uma das
 
formas mais veementemente morais que circulam hoje em dia.
 
O que, evidentemente, é um problema e grande.
(Bia Abramo. Folha de S. Paulo, Ilustrada, E7, 26 de junho de 2005, com adaptações)
A frase do texto que explicita sua idéia central é:

Questão 13

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Desta vez, foram os educadores que protestaram. O "xis"
 
da questão é uma propaganda que estimularia a cola: em uma
 
sala de aula, meninas tentam espiar o exercício dos colegas.
5
Dois garotos recusam e recebem olhares de reprovação; um
 
terceiro, ao contrário, levanta o braço e deixa a colega olhar.
 
Sob os dois primeiros, uma legenda explica que serão
 
engenheiros de empresas concorrentes; o terceiro será um
 
futuro profissional da empresa.
10
É tão eloqüente em relação a estereótipos e precon-
 
ceitos que dá preguiça: o jeitinho brasileiro com pitadas de
 
contravenção; meninos tornam-se engenheiros, enquanto
 
meninas conquistam na base do charme; a imagem da situação
 
escolar como ambiente opressivo, e por aí vai.
15
Educadores reclamaram, a empresa dá uma desculpa
 
ótima: que a situação representada no comercial não seria de
 
prova e sim, de exercício em sala de aula. Como se, se não
 
estivesse na situação formal de prova, a "falta" ficasse atenuada
 
– qualquer professor diria que não faz a menor diferença.
20
Ainda segundo a empresa, "o objetivo do comercial é
 
mostrar que as outras marcas são tão boas quanto a dela, [...]
 
mas são exclusivistas. Como conclui o filme, a tecnologia está
 
ao alcance de todos." A defesa é capenga demais e não
 
consegue responder a contento a questão: por que é que a
25
publicidade flerta com a deseducação e os preconceitos?
 
O anúncio é só mais um entre muitos que se utilizam,
 
mais ou menos levianamente, de imagens e situações em que
 
se mostram comportamentos moralmente discutíveis, para dizer
 
o mínimo. De certa forma, como os publicitários costumam se
30
justificar, poderia parecer que não é nada além do que já
 
acontece em termos sociais, ou seja, refletiria uma crise pesada
 
de valores. Esse argumento "realista" talvez colasse, mas só se
 
a gente não lembrasse que propaganda não é, como querem
 
fazer acreditar os publicitários, arte.
35
Há um grau de intencionalidade (e, portanto, de controle)
 
na elaboração de uma peça publicitária que afasta qualquer
 
possibilidade de representação simplesmente. Ao representar, a
 
publicidade carrega de valores cada detalhe – afinal, o anúncio
 
serve para distinguir um produto entre outros, para convencer
40
que "a" é melhor que "b", que isso deve ser consumido, e aquilo
 
não, e assim por diante.
 
A publicidade, portanto, não tem o direito de se preten-
 
der ingênua. Ela serve para que o consumidor faça escolhas
 
bem diretas, bem específicas e, nesse sentido, quando aban-
45
dona o simplismo (compre o produto tal) e parte para os
 
chamados conceitos, acaba por se constituir como uma das
 
formas mais veementemente morais que circulam hoje em dia.
 
O que, evidentemente, é um problema e grande.
(Bia Abramo. Folha de S. Paulo, Ilustrada, E7, 26 de junho de 2005, com adaptações)
O texto se desenvolve como

Questão 14

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Desta vez, foram os educadores que protestaram. O "xis"
 
da questão é uma propaganda que estimularia a cola: em uma
 
sala de aula, meninas tentam espiar o exercício dos colegas.
5
Dois garotos recusam e recebem olhares de reprovação; um
 
terceiro, ao contrário, levanta o braço e deixa a colega olhar.
 
Sob os dois primeiros, uma legenda explica que serão
 
engenheiros de empresas concorrentes; o terceiro será um
 
futuro profissional da empresa.
10
É tão eloqüente em relação a estereótipos e precon-
 
ceitos que dá preguiça: o jeitinho brasileiro com pitadas de
 
contravenção; meninos tornam-se engenheiros, enquanto
 
meninas conquistam na base do charme; a imagem da situação
 
escolar como ambiente opressivo, e por aí vai.
15
Educadores reclamaram, a empresa dá uma desculpa
 
ótima: que a situação representada no comercial não seria de
 
prova e sim, de exercício em sala de aula. Como se, se não
 
estivesse na situação formal de prova, a "falta" ficasse atenuada
 
– qualquer professor diria que não faz a menor diferença.
20
Ainda segundo a empresa, "o objetivo do comercial é
 
mostrar que as outras marcas são tão boas quanto a dela, [...]
 
mas são exclusivistas. Como conclui o filme, a tecnologia está
 
ao alcance de todos." A defesa é capenga demais e não
 
consegue responder a contento a questão: por que é que a
25
publicidade flerta com a deseducação e os preconceitos?
 
O anúncio é só mais um entre muitos que se utilizam,
 
mais ou menos levianamente, de imagens e situações em que
 
se mostram comportamentos moralmente discutíveis, para dizer
 
o mínimo. De certa forma, como os publicitários costumam se
30
justificar, poderia parecer que não é nada além do que já
 
acontece em termos sociais, ou seja, refletiria uma crise pesada
 
de valores. Esse argumento "realista" talvez colasse, mas só se
 
a gente não lembrasse que propaganda não é, como querem
 
fazer acreditar os publicitários, arte.
35
Há um grau de intencionalidade (e, portanto, de controle)
 
na elaboração de uma peça publicitária que afasta qualquer
 
possibilidade de representação simplesmente. Ao representar, a
 
publicidade carrega de valores cada detalhe – afinal, o anúncio
 
serve para distinguir um produto entre outros, para convencer
40
que "a" é melhor que "b", que isso deve ser consumido, e aquilo
 
não, e assim por diante.
 
A publicidade, portanto, não tem o direito de se preten-
 
der ingênua. Ela serve para que o consumidor faça escolhas
 
bem diretas, bem específicas e, nesse sentido, quando aban-
45
dona o simplismo (compre o produto tal) e parte para os
 
chamados conceitos, acaba por se constituir como uma das
 
formas mais veementemente morais que circulam hoje em dia.
 
O que, evidentemente, é um problema e grande.
(Bia Abramo. Folha de S. Paulo, Ilustrada, E7, 26 de junho de 2005, com adaptações)
Dentro do texto, há noção de conseqüência no segmento:

Questão 15

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Desta vez, foram os educadores que protestaram. O "xis"
 
da questão é uma propaganda que estimularia a cola: em uma
 
sala de aula, meninas tentam espiar o exercício dos colegas.
5
Dois garotos recusam e recebem olhares de reprovação; um
 
terceiro, ao contrário, levanta o braço e deixa a colega olhar.
 
Sob os dois primeiros, uma legenda explica que serão
 
engenheiros de empresas concorrentes; o terceiro será um
 
futuro profissional da empresa.
10
É tão eloqüente em relação a estereótipos e precon-
 
ceitos que dá preguiça: o jeitinho brasileiro com pitadas de
 
contravenção; meninos tornam-se engenheiros, enquanto
 
meninas conquistam na base do charme; a imagem da situação
 
escolar como ambiente opressivo, e por aí vai.
15
Educadores reclamaram, a empresa dá uma desculpa
 
ótima: que a situação representada no comercial não seria de
 
prova e sim, de exercício em sala de aula. Como se, se não
 
estivesse na situação formal de prova, a "falta" ficasse atenuada
 
– qualquer professor diria que não faz a menor diferença.
20
Ainda segundo a empresa, "o objetivo do comercial é
 
mostrar que as outras marcas são tão boas quanto a dela, [...]
 
mas são exclusivistas. Como conclui o filme, a tecnologia está
 
ao alcance de todos." A defesa é capenga demais e não
 
consegue responder a contento a questão: por que é que a
25
publicidade flerta com a deseducação e os preconceitos?
 
O anúncio é só mais um entre muitos que se utilizam,
 
mais ou menos levianamente, de imagens e situações em que
 
se mostram comportamentos moralmente discutíveis, para dizer
 
o mínimo. De certa forma, como os publicitários costumam se
30
justificar, poderia parecer que não é nada além do que já
 
acontece em termos sociais, ou seja, refletiria uma crise pesada
 
de valores. Esse argumento "realista" talvez colasse, mas só se
 
a gente não lembrasse que propaganda não é, como querem
 
fazer acreditar os publicitários, arte.
35
Há um grau de intencionalidade (e, portanto, de controle)
 
na elaboração de uma peça publicitária que afasta qualquer
 
possibilidade de representação simplesmente. Ao representar, a
 
publicidade carrega de valores cada detalhe – afinal, o anúncio
 
serve para distinguir um produto entre outros, para convencer
40
que "a" é melhor que "b", que isso deve ser consumido, e aquilo
 
não, e assim por diante.
 
A publicidade, portanto, não tem o direito de se preten-
 
der ingênua. Ela serve para que o consumidor faça escolhas
 
bem diretas, bem específicas e, nesse sentido, quando aban-
45
dona o simplismo (compre o produto tal) e parte para os
 
chamados conceitos, acaba por se constituir como uma das
 
formas mais veementemente morais que circulam hoje em dia.
 
O que, evidentemente, é um problema e grande.
(Bia Abramo. Folha de S. Paulo, Ilustrada, E7, 26 de junho de 2005, com adaptações)
... em que se mostram comportamentos moralmente discutíveis, para dizer o mínimo. (5º parágrafo)

Com a ressalva grifada acima, a articulista

Questão 16

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Desta vez, foram os educadores que protestaram. O "xis"
 
da questão é uma propaganda que estimularia a cola: em uma
 
sala de aula, meninas tentam espiar o exercício dos colegas.
5
Dois garotos recusam e recebem olhares de reprovação; um
 
terceiro, ao contrário, levanta o braço e deixa a colega olhar.
 
Sob os dois primeiros, uma legenda explica que serão
 
engenheiros de empresas concorrentes; o terceiro será um
 
futuro profissional da empresa.
10
É tão eloqüente em relação a estereótipos e precon-
 
ceitos que dá preguiça: o jeitinho brasileiro com pitadas de
 
contravenção; meninos tornam-se engenheiros, enquanto
 
meninas conquistam na base do charme; a imagem da situação
 
escolar como ambiente opressivo, e por aí vai.
15
Educadores reclamaram, a empresa dá uma desculpa
 
ótima: que a situação representada no comercial não seria de
 
prova e sim, de exercício em sala de aula. Como se, se não
 
estivesse na situação formal de prova, a "falta" ficasse atenuada
 
– qualquer professor diria que não faz a menor diferença.
20
Ainda segundo a empresa, "o objetivo do comercial é
 
mostrar que as outras marcas são tão boas quanto a dela, [...]
 
mas são exclusivistas. Como conclui o filme, a tecnologia está
 
ao alcance de todos." A defesa é capenga demais e não
 
consegue responder a contento a questão: por que é que a
25
publicidade flerta com a deseducação e os preconceitos?
 
O anúncio é só mais um entre muitos que se utilizam,
 
mais ou menos levianamente, de imagens e situações em que
 
se mostram comportamentos moralmente discutíveis, para dizer
 
o mínimo. De certa forma, como os publicitários costumam se
30
justificar, poderia parecer que não é nada além do que já
 
acontece em termos sociais, ou seja, refletiria uma crise pesada
 
de valores. Esse argumento "realista" talvez colasse, mas só se
 
a gente não lembrasse que propaganda não é, como querem
 
fazer acreditar os publicitários, arte.
35
Há um grau de intencionalidade (e, portanto, de controle)
 
na elaboração de uma peça publicitária que afasta qualquer
 
possibilidade de representação simplesmente. Ao representar, a
 
publicidade carrega de valores cada detalhe – afinal, o anúncio
 
serve para distinguir um produto entre outros, para convencer
40
que "a" é melhor que "b", que isso deve ser consumido, e aquilo
 
não, e assim por diante.
 
A publicidade, portanto, não tem o direito de se preten-
 
der ingênua. Ela serve para que o consumidor faça escolhas
 
bem diretas, bem específicas e, nesse sentido, quando aban-
45
dona o simplismo (compre o produto tal) e parte para os
 
chamados conceitos, acaba por se constituir como uma das
 
formas mais veementemente morais que circulam hoje em dia.
 
O que, evidentemente, é um problema e grande.
(Bia Abramo. Folha de S. Paulo, Ilustrada, E7, 26 de junho de 2005, com adaptações)
Educadores reclamaram, a empresa dá uma desculpa ótima ... (3º parágrafo) É correto afirmar, a respeito da expressão grifada acima, que

Questão 17

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Desta vez, foram os educadores que protestaram. O "xis"
 
da questão é uma propaganda que estimularia a cola: em uma
 
sala de aula, meninas tentam espiar o exercício dos colegas.
5
Dois garotos recusam e recebem olhares de reprovação; um
 
terceiro, ao contrário, levanta o braço e deixa a colega olhar.
 
Sob os dois primeiros, uma legenda explica que serão
 
engenheiros de empresas concorrentes; o terceiro será um
 
futuro profissional da empresa.
10
É tão eloqüente em relação a estereótipos e precon-
 
ceitos que dá preguiça: o jeitinho brasileiro com pitadas de
 
contravenção; meninos tornam-se engenheiros, enquanto
 
meninas conquistam na base do charme; a imagem da situação
 
escolar como ambiente opressivo, e por aí vai.
15
Educadores reclamaram, a empresa dá uma desculpa
 
ótima: que a situação representada no comercial não seria de
 
prova e sim, de exercício em sala de aula. Como se, se não
 
estivesse na situação formal de prova, a "falta" ficasse atenuada
 
– qualquer professor diria que não faz a menor diferença.
20
Ainda segundo a empresa, "o objetivo do comercial é
 
mostrar que as outras marcas são tão boas quanto a dela, [...]
 
mas são exclusivistas. Como conclui o filme, a tecnologia está
 
ao alcance de todos." A defesa é capenga demais e não
 
consegue responder a contento a questão: por que é que a
25
publicidade flerta com a deseducação e os preconceitos?
 
O anúncio é só mais um entre muitos que se utilizam,
 
mais ou menos levianamente, de imagens e situações em que
 
se mostram comportamentos moralmente discutíveis, para dizer
 
o mínimo. De certa forma, como os publicitários costumam se
30
justificar, poderia parecer que não é nada além do que já
 
acontece em termos sociais, ou seja, refletiria uma crise pesada
 
de valores. Esse argumento "realista" talvez colasse, mas só se
 
a gente não lembrasse que propaganda não é, como querem
 
fazer acreditar os publicitários, arte.
35
Há um grau de intencionalidade (e, portanto, de controle)
 
na elaboração de uma peça publicitária que afasta qualquer
 
possibilidade de representação simplesmente. Ao representar, a
 
publicidade carrega de valores cada detalhe – afinal, o anúncio
 
serve para distinguir um produto entre outros, para convencer
40
que "a" é melhor que "b", que isso deve ser consumido, e aquilo
 
não, e assim por diante.
 
A publicidade, portanto, não tem o direito de se preten-
 
der ingênua. Ela serve para que o consumidor faça escolhas
 
bem diretas, bem específicas e, nesse sentido, quando aban-
45
dona o simplismo (compre o produto tal) e parte para os
 
chamados conceitos, acaba por se constituir como uma das
 
formas mais veementemente morais que circulam hoje em dia.
 
O que, evidentemente, é um problema e grande.
(Bia Abramo. Folha de S. Paulo, Ilustrada, E7, 26 de junho de 2005, com adaptações)
Considere as afirmativas abaixo.

I. São dois os momentos no desenvolvimento do texto. Nos primeiros parágrafos situa-se a questão em foco, e nos demais – os três últimos – se discute o assunto principal.

II. Como o objetivo da propaganda comercial é, prioritariamente, o de convencimento do público consumidor, aceita-se que os anúncios reproduzam situações de conflito, por serem elas mais atraentes.

III. Há uma crise de valores na sociedade em geral, que aparece de forma subliminar em peças publicitárias divulgadas nos meios de comunicação.

Está correto o que se afirma em

Questão 18

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Desta vez, foram os educadores que protestaram. O "xis"
 
da questão é uma propaganda que estimularia a cola: em uma
 
sala de aula, meninas tentam espiar o exercício dos colegas.
5
Dois garotos recusam e recebem olhares de reprovação; um
 
terceiro, ao contrário, levanta o braço e deixa a colega olhar.
 
Sob os dois primeiros, uma legenda explica que serão
 
engenheiros de empresas concorrentes; o terceiro será um
 
futuro profissional da empresa.
10
É tão eloqüente em relação a estereótipos e precon-
 
ceitos que dá preguiça: o jeitinho brasileiro com pitadas de
 
contravenção; meninos tornam-se engenheiros, enquanto
 
meninas conquistam na base do charme; a imagem da situação
 
escolar como ambiente opressivo, e por aí vai.
15
Educadores reclamaram, a empresa dá uma desculpa
 
ótima: que a situação representada no comercial não seria de
 
prova e sim, de exercício em sala de aula. Como se, se não
 
estivesse na situação formal de prova, a "falta" ficasse atenuada
 
– qualquer professor diria que não faz a menor diferença.
20
Ainda segundo a empresa, "o objetivo do comercial é
 
mostrar que as outras marcas são tão boas quanto a dela, [...]
 
mas são exclusivistas. Como conclui o filme, a tecnologia está
 
ao alcance de todos." A defesa é capenga demais e não
 
consegue responder a contento a questão: por que é que a
25
publicidade flerta com a deseducação e os preconceitos?
 
O anúncio é só mais um entre muitos que se utilizam,
 
mais ou menos levianamente, de imagens e situações em que
 
se mostram comportamentos moralmente discutíveis, para dizer
 
o mínimo. De certa forma, como os publicitários costumam se
30
justificar, poderia parecer que não é nada além do que já
 
acontece em termos sociais, ou seja, refletiria uma crise pesada
 
de valores. Esse argumento "realista" talvez colasse, mas só se
 
a gente não lembrasse que propaganda não é, como querem
 
fazer acreditar os publicitários, arte.
35
Há um grau de intencionalidade (e, portanto, de controle)
 
na elaboração de uma peça publicitária que afasta qualquer
 
possibilidade de representação simplesmente. Ao representar, a
 
publicidade carrega de valores cada detalhe – afinal, o anúncio
 
serve para distinguir um produto entre outros, para convencer
40
que "a" é melhor que "b", que isso deve ser consumido, e aquilo
 
não, e assim por diante.
 
A publicidade, portanto, não tem o direito de se preten-
 
der ingênua. Ela serve para que o consumidor faça escolhas
 
bem diretas, bem específicas e, nesse sentido, quando aban-
45
dona o simplismo (compre o produto tal) e parte para os
 
chamados conceitos, acaba por se constituir como uma das
 
formas mais veementemente morais que circulam hoje em dia.
 
O que, evidentemente, é um problema e grande.
(Bia Abramo. Folha de S. Paulo, Ilustrada, E7, 26 de junho de 2005, com adaptações)
Considere o emprego dos sinais de pontuação presentes no 3º parágrafo. A única alternativa INCORRETA é:

Questão 19

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Desta vez, foram os educadores que protestaram. O "xis"
 
da questão é uma propaganda que estimularia a cola: em uma
 
sala de aula, meninas tentam espiar o exercício dos colegas.
5
Dois garotos recusam e recebem olhares de reprovação; um
 
terceiro, ao contrário, levanta o braço e deixa a colega olhar.
 
Sob os dois primeiros, uma legenda explica que serão
 
engenheiros de empresas concorrentes; o terceiro será um
 
futuro profissional da empresa.
10
É tão eloqüente em relação a estereótipos e precon-
 
ceitos que dá preguiça: o jeitinho brasileiro com pitadas de
 
contravenção; meninos tornam-se engenheiros, enquanto
 
meninas conquistam na base do charme; a imagem da situação
 
escolar como ambiente opressivo, e por aí vai.
15
Educadores reclamaram, a empresa dá uma desculpa
 
ótima: que a situação representada no comercial não seria de
 
prova e sim, de exercício em sala de aula. Como se, se não
 
estivesse na situação formal de prova, a "falta" ficasse atenuada
 
– qualquer professor diria que não faz a menor diferença.
20
Ainda segundo a empresa, "o objetivo do comercial é
 
mostrar que as outras marcas são tão boas quanto a dela, [...]
 
mas são exclusivistas. Como conclui o filme, a tecnologia está
 
ao alcance de todos." A defesa é capenga demais e não
 
consegue responder a contento a questão: por que é que a
25
publicidade flerta com a deseducação e os preconceitos?
 
O anúncio é só mais um entre muitos que se utilizam,
 
mais ou menos levianamente, de imagens e situações em que
 
se mostram comportamentos moralmente discutíveis, para dizer
 
o mínimo. De certa forma, como os publicitários costumam se
30
justificar, poderia parecer que não é nada além do que já
 
acontece em termos sociais, ou seja, refletiria uma crise pesada
 
de valores. Esse argumento "realista" talvez colasse, mas só se
 
a gente não lembrasse que propaganda não é, como querem
 
fazer acreditar os publicitários, arte.
35
Há um grau de intencionalidade (e, portanto, de controle)
 
na elaboração de uma peça publicitária que afasta qualquer
 
possibilidade de representação simplesmente. Ao representar, a
 
publicidade carrega de valores cada detalhe – afinal, o anúncio
 
serve para distinguir um produto entre outros, para convencer
40
que "a" é melhor que "b", que isso deve ser consumido, e aquilo
 
não, e assim por diante.
 
A publicidade, portanto, não tem o direito de se preten-
 
der ingênua. Ela serve para que o consumidor faça escolhas
 
bem diretas, bem específicas e, nesse sentido, quando aban-
45
dona o simplismo (compre o produto tal) e parte para os
 
chamados conceitos, acaba por se constituir como uma das
 
formas mais veementemente morais que circulam hoje em dia.
 
O que, evidentemente, é um problema e grande.
(Bia Abramo. Folha de S. Paulo, Ilustrada, E7, 26 de junho de 2005, com adaptações)
A presença do sinal indicativo de crase ou sua ausência estão inteiramente corretas na frase:

Questão 20

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Os versos transcritos constituem trecho de um poema de Carlos Drummond de Andrade, cujo título é Noite na repartição. Os
 
objetos se personificam e se queixam. Surge uma POMBA, que se dirige a eles, inclusive ao Oficial Administrativo, desta maneira:
 
A POMBA:
5
Papel, homem, bichos, coisas, calai-vos.
 
Trago uma palavra quase de amor, palavra de perdão.
 
Quero que vos junteis e compreendais a vida.
 
Por que sofrerás sempre, homem, pelo papel que adoras?
 
A carta, o ofício, o telegrama têm suas secretas consolações.
10
Confissões difíceis pedem folha branca.
 
Não grites, não suspires, não te mates: escreve.
 
Escreve romances, relatórios, cartas de suicídio, exposição de motivos,
 
mas escreve. Não te rendas ao inimigo. Escreve memórias, faturas.
 
E por que desprezas o homem, papel, se ele te fecunda com dedos sujos mas dolorosos?
15
Pensa na doçura das palavras. Pensa na dureza das palavras.
 
Pensa no mundo das palavras. Que febre te comunicam. Que riqueza.
 
Mancha de tinta ou gordura, em todo caso mancha de vida.
 
Passar os dedos no rosto branco ... não, na superfície branca.
 
Certos papéis são sensíveis, certos livros nos possuem.
20
Mas só o homem te compreende. Acostuma-te, beija-o.
 
Porta decaída, ergue-te, serve aos que passam.
 
Teu destino é o arco, são as bênçãos e consolações para todos.
 
Pequena aranha pessimista, sei que também tens direito ao idílio.
 
Vassoura, traça, regressai ao vosso comportamento essencial.
25
Telefone, já és poesia.
 
Preto e patético, fica entre as coisas.
 
Que cada coisa seja uma coisa bela.
 
O PAPEL, A VASSOURA, OS PROCESSOS, A PORTA, OS CACOS DE GARRAFA, surpresos:
 
Uma coisa bela?...
30
A POMBA, NO AUGE DO ENTUSIASMO, TORNANDO-SE, DE BRANCA, ROSADA:
 
Uma coisa bela! uma coisa justa!
(Carlos Drummond de Andrade. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 175)
A frase que sintetiza corretamente os versos acima é:

Questão 21

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Os versos transcritos constituem trecho de um poema de Carlos Drummond de Andrade, cujo título é Noite na repartição. Os
 
objetos se personificam e se queixam. Surge uma POMBA, que se dirige a eles, inclusive ao Oficial Administrativo, desta maneira:
 
A POMBA:
5
Papel, homem, bichos, coisas, calai-vos.
 
Trago uma palavra quase de amor, palavra de perdão.
 
Quero que vos junteis e compreendais a vida.
 
Por que sofrerás sempre, homem, pelo papel que adoras?
 
A carta, o ofício, o telegrama têm suas secretas consolações.
10
Confissões difíceis pedem folha branca.
 
Não grites, não suspires, não te mates: escreve.
 
Escreve romances, relatórios, cartas de suicídio, exposição de motivos,
 
mas escreve. Não te rendas ao inimigo. Escreve memórias, faturas.
 
E por que desprezas o homem, papel, se ele te fecunda com dedos sujos mas dolorosos?
15
Pensa na doçura das palavras. Pensa na dureza das palavras.
 
Pensa no mundo das palavras. Que febre te comunicam. Que riqueza.
 
Mancha de tinta ou gordura, em todo caso mancha de vida.
 
Passar os dedos no rosto branco ... não, na superfície branca.
 
Certos papéis são sensíveis, certos livros nos possuem.
20
Mas só o homem te compreende. Acostuma-te, beija-o.
 
Porta decaída, ergue-te, serve aos que passam.
 
Teu destino é o arco, são as bênçãos e consolações para todos.
 
Pequena aranha pessimista, sei que também tens direito ao idílio.
 
Vassoura, traça, regressai ao vosso comportamento essencial.
25
Telefone, já és poesia.
 
Preto e patético, fica entre as coisas.
 
Que cada coisa seja uma coisa bela.
 
O PAPEL, A VASSOURA, OS PROCESSOS, A PORTA, OS CACOS DE GARRAFA, surpresos:
 
Uma coisa bela?...
30
A POMBA, NO AUGE DO ENTUSIASMO, TORNANDO-SE, DE BRANCA, ROSADA:
 
Uma coisa bela! uma coisa justa!
(Carlos Drummond de Andrade. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 175)
Depreende-se corretamente do texto que

Questão 22

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Os versos transcritos constituem trecho de um poema de Carlos Drummond de Andrade, cujo título é Noite na repartição. Os
 
objetos se personificam e se queixam. Surge uma POMBA, que se dirige a eles, inclusive ao Oficial Administrativo, desta maneira:
 
A POMBA:
5
Papel, homem, bichos, coisas, calai-vos.
 
Trago uma palavra quase de amor, palavra de perdão.
 
Quero que vos junteis e compreendais a vida.
 
Por que sofrerás sempre, homem, pelo papel que adoras?
 
A carta, o ofício, o telegrama têm suas secretas consolações.
10
Confissões difíceis pedem folha branca.
 
Não grites, não suspires, não te mates: escreve.
 
Escreve romances, relatórios, cartas de suicídio, exposição de motivos,
 
mas escreve. Não te rendas ao inimigo. Escreve memórias, faturas.
 
E por que desprezas o homem, papel, se ele te fecunda com dedos sujos mas dolorosos?
15
Pensa na doçura das palavras. Pensa na dureza das palavras.
 
Pensa no mundo das palavras. Que febre te comunicam. Que riqueza.
 
Mancha de tinta ou gordura, em todo caso mancha de vida.
 
Passar os dedos no rosto branco ... não, na superfície branca.
 
Certos papéis são sensíveis, certos livros nos possuem.
20
Mas só o homem te compreende. Acostuma-te, beija-o.
 
Porta decaída, ergue-te, serve aos que passam.
 
Teu destino é o arco, são as bênçãos e consolações para todos.
 
Pequena aranha pessimista, sei que também tens direito ao idílio.
 
Vassoura, traça, regressai ao vosso comportamento essencial.
25
Telefone, já és poesia.
 
Preto e patético, fica entre as coisas.
 
Que cada coisa seja uma coisa bela.
 
O PAPEL, A VASSOURA, OS PROCESSOS, A PORTA, OS CACOS DE GARRAFA, surpresos:
 
Uma coisa bela?...
30
A POMBA, NO AUGE DO ENTUSIASMO, TORNANDO-SE, DE BRANCA, ROSADA:
 
Uma coisa bela! uma coisa justa!
(Carlos Drummond de Andrade. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 175)
De acordo com o texto,

I. A pomba prega união, por meio da harmonia e da solidariedade.

II. A porta simboliza a possibilidade de solução de problemas a todos os que procuram uma repartição pública.

III. A importância do papel está em ser depositário da vida do homem, tanto nos trâmites burocráticos quanto nos sentimentos pessoais.

Está correto o que se afirma em:

Questão 23

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Os versos transcritos constituem trecho de um poema de Carlos Drummond de Andrade, cujo título é Noite na repartição. Os
 
objetos se personificam e se queixam. Surge uma POMBA, que se dirige a eles, inclusive ao Oficial Administrativo, desta maneira:
 
A POMBA:
5
Papel, homem, bichos, coisas, calai-vos.
 
Trago uma palavra quase de amor, palavra de perdão.
 
Quero que vos junteis e compreendais a vida.
 
Por que sofrerás sempre, homem, pelo papel que adoras?
 
A carta, o ofício, o telegrama têm suas secretas consolações.
10
Confissões difíceis pedem folha branca.
 
Não grites, não suspires, não te mates: escreve.
 
Escreve romances, relatórios, cartas de suicídio, exposição de motivos,
 
mas escreve. Não te rendas ao inimigo. Escreve memórias, faturas.
 
E por que desprezas o homem, papel, se ele te fecunda com dedos sujos mas dolorosos?
15
Pensa na doçura das palavras. Pensa na dureza das palavras.
 
Pensa no mundo das palavras. Que febre te comunicam. Que riqueza.
 
Mancha de tinta ou gordura, em todo caso mancha de vida.
 
Passar os dedos no rosto branco ... não, na superfície branca.
 
Certos papéis são sensíveis, certos livros nos possuem.
20
Mas só o homem te compreende. Acostuma-te, beija-o.
 
Porta decaída, ergue-te, serve aos que passam.
 
Teu destino é o arco, são as bênçãos e consolações para todos.
 
Pequena aranha pessimista, sei que também tens direito ao idílio.
 
Vassoura, traça, regressai ao vosso comportamento essencial.
25
Telefone, já és poesia.
 
Preto e patético, fica entre as coisas.
 
Que cada coisa seja uma coisa bela.
 
O PAPEL, A VASSOURA, OS PROCESSOS, A PORTA, OS CACOS DE GARRAFA, surpresos:
 
Uma coisa bela?...
30
A POMBA, NO AUGE DO ENTUSIASMO, TORNANDO-SE, DE BRANCA, ROSADA:
 
Uma coisa bela! uma coisa justa!
(Carlos Drummond de Andrade. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 175)
Acima de tudo, o poeta considera que

Questão 24

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Os versos transcritos constituem trecho de um poema de Carlos Drummond de Andrade, cujo título é Noite na repartição. Os
 
objetos se personificam e se queixam. Surge uma POMBA, que se dirige a eles, inclusive ao Oficial Administrativo, desta maneira:
 
A POMBA:
5
Papel, homem, bichos, coisas, calai-vos.
 
Trago uma palavra quase de amor, palavra de perdão.
 
Quero que vos junteis e compreendais a vida.
 
Por que sofrerás sempre, homem, pelo papel que adoras?
 
A carta, o ofício, o telegrama têm suas secretas consolações.
10
Confissões difíceis pedem folha branca.
 
Não grites, não suspires, não te mates: escreve.
 
Escreve romances, relatórios, cartas de suicídio, exposição de motivos,
 
mas escreve. Não te rendas ao inimigo. Escreve memórias, faturas.
 
E por que desprezas o homem, papel, se ele te fecunda com dedos sujos mas dolorosos?
15
Pensa na doçura das palavras. Pensa na dureza das palavras.
 
Pensa no mundo das palavras. Que febre te comunicam. Que riqueza.
 
Mancha de tinta ou gordura, em todo caso mancha de vida.
 
Passar os dedos no rosto branco ... não, na superfície branca.
 
Certos papéis são sensíveis, certos livros nos possuem.
20
Mas só o homem te compreende. Acostuma-te, beija-o.
 
Porta decaída, ergue-te, serve aos que passam.
 
Teu destino é o arco, são as bênçãos e consolações para todos.
 
Pequena aranha pessimista, sei que também tens direito ao idílio.
 
Vassoura, traça, regressai ao vosso comportamento essencial.
25
Telefone, já és poesia.
 
Preto e patético, fica entre as coisas.
 
Que cada coisa seja uma coisa bela.
 
O PAPEL, A VASSOURA, OS PROCESSOS, A PORTA, OS CACOS DE GARRAFA, surpresos:
 
Uma coisa bela?...
30
A POMBA, NO AUGE DO ENTUSIASMO, TORNANDO-SE, DE BRANCA, ROSADA:
 
Uma coisa bela! uma coisa justa!
(Carlos Drummond de Andrade. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 175)
O poema acentua

Questão 25

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
 
Os versos transcritos constituem trecho de um poema de Carlos Drummond de Andrade, cujo título é Noite na repartição. Os
 
objetos se personificam e se queixam. Surge uma POMBA, que se dirige a eles, inclusive ao Oficial Administrativo, desta maneira:
 
A POMBA:
5
Papel, homem, bichos, coisas, calai-vos.
 
Trago uma palavra quase de amor, palavra de perdão.
 
Quero que vos junteis e compreendais a vida.
 
Por que sofrerás sempre, homem, pelo papel que adoras?
 
A carta, o ofício, o telegrama têm suas secretas consolações.
10
Confissões difíceis pedem folha branca.
 
Não grites, não suspires, não te mates: escreve.
 
Escreve romances, relatórios, cartas de suicídio, exposição de motivos,
 
mas escreve. Não te rendas ao inimigo. Escreve memórias, faturas.
 
E por que desprezas o homem, papel, se ele te fecunda com dedos sujos mas dolorosos?
15
Pensa na doçura das palavras. Pensa na dureza das palavras.
 
Pensa no mundo das palavras. Que febre te comunicam. Que riqueza.
 
Mancha de tinta ou gordura, em todo caso mancha de vida.
 
Passar os dedos no rosto branco ... não, na superfície branca.
 
Certos papéis são sensíveis, certos livros nos possuem.
20
Mas só o homem te compreende. Acostuma-te, beija-o.
 
Porta decaída, ergue-te, serve aos que passam.
 
Teu destino é o arco, são as bênçãos e consolações para todos.
 
Pequena aranha pessimista, sei que também tens direito ao idílio.
 
Vassoura, traça, regressai ao vosso comportamento essencial.
25
Telefone, já és poesia.
 
Preto e patético, fica entre as coisas.
 
Que cada coisa seja uma coisa bela.
 
O PAPEL, A VASSOURA, OS PROCESSOS, A PORTA, OS CACOS DE GARRAFA, surpresos:
 
Uma coisa bela?...
30
A POMBA, NO AUGE DO ENTUSIASMO, TORNANDO-SE, DE BRANCA, ROSADA:
 
Uma coisa bela! uma coisa justa!
(Carlos Drummond de Andrade. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 175)
Há no poema emprego constante de verbos no imperativo afirmativo. O único verso em que NÃO ocorre esse emprego é:

Questão 26

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Sendo x e y números naturais, o resultado da divisão de x por y, obtido com auxílio de uma calculadora, foi a dízima periódica 3,333...

Dividindo-se y por x nessa calculadora, o resultado obtido será igual a

Questão 27

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
A cada dia o trânsito de São Paulo mata em média 4,3 pessoas (...). São 2 pedestres, 1,3 motociclistas, 0,8 condutor/passageiro, e 0,2 ciclistas mortos por dia.
(Adaptado do O Estado de São Paulo, 8/09/08)

De acordo com os dados, dentre as pessoas mortas diariamente com o trânsito de São Paulo, a porcentagem de motociclistas é de, aproximadamente,

Questão 28

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Observe a seqüência de contas:

Mantendo-se o padrão indicado, o resultado da conta correspondente à linha 437 será

Questão 29

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Após um aumento de 15% no preço da gasolina, um posto passou a vender o litro do combustível por R$ 2,599. O preço do litro de gasolina antes do aumento, em reais, era igual a

Questão 30

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Três pessoas organizaram um negócio entrando com capitais 5x/2, 4x/3 e 7x/4 (x é natural positivo e os valores estão em reais). Ao final do primeiro mês de negócio, o só- cio que recebeu a menor parcela do lucro total ganhou R$ 1600,00. Sabendo que os três sócios repartem o lucro proporcionalmente ao capital que cada um investiu no ne- gócio, o lucro total do negócio ao final do primeiro mês, em reais, foi de

Questão 31

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Um computador é vendido à vista por R$ 1.500,00, ou em 12 parcelas iguais de R$ 140,00. A taxa de juro simples mensal embutida no valor de cada prestação da compra a prazo é de

Questão 32

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Uma aplicação em caderneta de poupança rendeu em dois meses consecutivos de um determinado ano 0,6% e 0,7% respectivamente. Sabendo-se que no mês seguinte aos dois primeiros, o rendimento foi de x%, o que implicou em um rendimento acumulado no trimestre de 1,6%, é cor- reto dizer que é igual a

Questão 33

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Uma pesquisa eleitoral constatou que 15% dos eleitores desejam votar no candidato A, 12% no candidato B, 6% no candidato C, 3% em outros candidatos, e os demais eleitores estão indecisos. Em um gráfico de setores que represente os dados dessa pesquisa, o setor correspondente aos eleitores indecisos possui ângulo central de, aproximadamente,

Questão 34

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Sendo x e y números reais, admita que o símbolo ♠ indique a seguinte operação entre x e y:


De acordo com a definição dada, é igual a

Questão 35

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Em uma partida entre Flamengo e Corinthians, o número de torcedores do Flamengo está para o número de torcedores do Corinthians assim como 3 está para 4. Sabendo-se que, no jogo, a soma de torcedores dos dois times é igual a 25235, o número de torcedores do Corinthians presente no estádio é igual a

Questão 36

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Os supervisores de diversos departamentos de um certo
 
órgão público solicitaram providências urgentes ao gerente de
 
informática, conforme segue:
 
Obs. − O ambiente de computação e informática envolve o
5
sistema operacional Windows XP, o MS-Office
 
2000 (MS-Word e MS-Excel) e os navegadores
 
Internet Explorer 7 e Firefox 3.0.3.
Considere que a coluna que contém o salário base é a B e que a fórmula do desconto utilizada na planilha está na coluna C. Então, o primeiro cálculo de desconto correspondente ao salário da célula B1 será colocado na

Questão 37

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Os supervisores de diversos departamentos de um certo
 
órgão público solicitaram providências urgentes ao gerente de
 
informática, conforme segue:
 
Obs. − O ambiente de computação e informática envolve o
5
sistema operacional Windows XP, o MS-Office
 
2000 (MS-Word e MS-Excel) e os navegadores
 
Internet Explorer 7 e Firefox 3.0.3.
O cenário deste item remete ao uso de

Questão 38

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Os supervisores de diversos departamentos de um certo
 
órgão público solicitaram providências urgentes ao gerente de
 
informática, conforme segue:
 
Obs. − O ambiente de computação e informática envolve o
5
sistema operacional Windows XP, o MS-Office
 
2000 (MS-Word e MS-Excel) e os navegadores
 
Internet Explorer 7 e Firefox 3.0.3.
O item faz referência à remessa de e-mail com endereço oculto geralmente utilizado como

Questão 39

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Os supervisores de diversos departamentos de um certo
 
órgão público solicitaram providências urgentes ao gerente de
 
informática, conforme segue:
 
Obs. − O ambiente de computação e informática envolve o
5
sistema operacional Windows XP, o MS-Office
 
2000 (MS-Word e MS-Excel) e os navegadores
 
Internet Explorer 7 e Firefox 3.0.3.
Em relação às mensagens, a solicitação recomenda que seja evitado, principalmente,

Questão 40

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Os supervisores de diversos departamentos de um certo
 
órgão público solicitaram providências urgentes ao gerente de
 
informática, conforme segue:
 
Obs. − O ambiente de computação e informática envolve o
5
sistema operacional Windows XP, o MS-Office
 
2000 (MS-Word e MS-Excel) e os navegadores
 
Internet Explorer 7 e Firefox 3.0.3.
A determinação é para somente instalar impressoras

Questão 41

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Os supervisores de diversos departamentos de um certo
 
órgão público solicitaram providências urgentes ao gerente de
 
informática, conforme segue:
 
Obs. − O ambiente de computação e informática envolve o
5
sistema operacional Windows XP, o MS-Office
 
2000 (MS-Word e MS-Excel) e os navegadores
 
Internet Explorer 7 e Firefox 3.0.3.
A orientação é para gravar os dados em dispositivos acoplados em portas do tipo

Questão 42

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Os supervisores de diversos departamentos de um certo
 
órgão público solicitaram providências urgentes ao gerente de
 
informática, conforme segue:
 
Obs. − O ambiente de computação e informática envolve o
5
sistema operacional Windows XP, o MS-Office
 
2000 (MS-Word e MS-Excel) e os navegadores
 
Internet Explorer 7 e Firefox 3.0.3.
A padronização é geralmente feita em

Questão 43

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Os supervisores de diversos departamentos de um certo
 
órgão público solicitaram providências urgentes ao gerente de
 
informática, conforme segue:
 
Obs. − O ambiente de computação e informática envolve o
5
sistema operacional Windows XP, o MS-Office
 
2000 (MS-Word e MS-Excel) e os navegadores
 
Internet Explorer 7 e Firefox 3.0.3.
A orientação é para que todos os documentos se baseiem em um formato de arquivo padrão e gravado pelo editor de texto contendo a extensão

Questão 44

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Os supervisores de diversos departamentos de um certo
 
órgão público solicitaram providências urgentes ao gerente de
 
informática, conforme segue:
 
Obs. − O ambiente de computação e informática envolve o
5
sistema operacional Windows XP, o MS-Office
 
2000 (MS-Word e MS-Excel) e os navegadores
 
Internet Explorer 7 e Firefox 3.0.3.
No editor de texto, a distância é estabelecida

Questão 45

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
1
Os supervisores de diversos departamentos de um certo
 
órgão público solicitaram providências urgentes ao gerente de
 
informática, conforme segue:
 
Obs. − O ambiente de computação e informática envolve o
5
sistema operacional Windows XP, o MS-Office
 
2000 (MS-Word e MS-Excel) e os navegadores
 
Internet Explorer 7 e Firefox 3.0.3.
Para atender ao requerido é necessário que todos os editores de texto estejam configurados para

Questão 46

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Considerando apenas a regra constitucional sobre os efeitos da lei penal no tempo, imagine a situação em que determinado cidadão comentou com colegas de trabalho que vez ou outra tinha vontade de matar sua ex-esposa. Duas semanas após a conversa, foi editada lei definindo como crime o ato de pensar em delinqüir. O cidadão acima mencionado

Questão 47

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Determinado servidor apresentou requerimento administrativo para obtenção de documento público que informe sua contagem de tempo de serviço, o que lhe foi negado. O servidor poderá, com respaldo constitucional, propor medida judicial para fazer valer, especificamente, seu direito a

Questão 48

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
O remédio constitucional destinado a garantir o direito de locomoção diante de ilegalidade ou abuso de poder é

Questão 49

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
As funções constitucionalmente atribuídas à Defensoria Pública consubstanciam-se em expressão direta do

Questão 50

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Nos termos do que estabelece a Constituição Federal, a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto

Questão 51

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
O Estado Brasileiro organiza-se, política e administrativamente, sob a forma de

Questão 52

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Dentre as competências comuns atribuídas à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, pode-se destacar:

Questão 53

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Nos termos do que dispõe a Constituição Federal, é caso de intervenção dos Estados nos municípios

Questão 54

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
A Administração Pública está subordinada ao atendimento, dentre outros, dos princípios abaixo indicados, expressamente elencados na Constituição Federal:

Questão 55

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Durante tentativa de resgate de refém, o atirador de elite da Polícia Militar do Estado terminou por causar a morte da mesma, não obstante tenha possibilitado a prisão do seqüestrador. A família da refém falecida

Questão 56

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
A alteração da constituição dá-se por meio de

Questão 57

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Em relação à medida provisória, é correto afirmar que pode ser editada pelo Presidente

Questão 58

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
O controle da constitucionalidade das leis federais face à Constituição Federal por meio de Ação Direta de Inconstitucionalidade é de competência

Questão 59

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
De acordo com a Constituição Federal, a assistência social deve ser prestada

Questão 60

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
O dever do Poder Público com a educação está representado na garantia de vinculação de

Questão 61

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
O direito de assistência material traduzido no dever de prestação de alimentos é devido

Questão 62

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Determinado funcionário público apropriou-se de dinheiro que lhe fora confiado em razão do cargo. A atitude enquadra-se na conduta típica de

Questão 63

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Para fins de tipificação como ilícito penal na forma do Código Penal, considera-se funcionário público ou está a ele equiparado

Questão 64

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
De acordo com a Lei Complementar nº 988, de 09 de janeiro de 2006, tem-se como um dos princípios institucionais da Defensoria Pública a

Questão 65

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Constituem receitas da Defensoria Pública, na forma expressamente prevista pela Lei Complementar nº 988/2006, os recursos

Questão 66

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
De acordo com o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado (Lei nº 10.261/68), reintegração é o reingresso no serviço público decorrente

Questão 67

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Nos termos do previsto no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado (Lei nº 10.261/68), ao funcionário que, excepcionalmente, se deslocar temporariamente da respectiva sede, no desempenho de suas atribuições, desde que relacionadas com o cargo que exerce, poderá ser concedida

Questão 68

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
A acumulação de cargos públicos remunerados, de acordo com o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado (Lei nº 10.261/68) e com a Constituição Federal, é permitida, havendo compatibilidade de horário, na seguinte situação:

Questão 69

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Determinado funcionário público decidiu por utilizar, no fim de semana, em sua casa, a impressora que lhe foi disponibilizada para o exercício de suas atribuições na repartição pública. Em uma das vezes em que transportava o equipamento, este resultou danificado. Nesta situação, o funcionário

Questão 70

DPE/SP 2008 - FCC - Oficial de Defensoria Pública
Ao funcionário público integrante do quadro da Defensoria Pública que praticar, em serviço, conduta tipificada como infração penal incompatível com o exercício do cargo, deverá ser aplicada, conforme estabelece a Lei Complementar 988/2006, pena disciplinar de



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