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Analista Judiciário - Execução de Mandados Analista Judiciário - Judiciária Técnico Judiciário - Administrativa
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TRT 19ª 2011 TRT 19ª 2014

TRT 19ª 2008

Analista Judiciário - Administrativa

Questão 1

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
Sobre Ética
 
 
A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em
 
três acepções. Numa, faz-se referência a teorias que têm como
5
objeto de estudo o comportamento moral, ou seja, como enten-
 
de Adolfo Sanchez Vasquez, “a teoria que pretende explicar a
 
natureza, fundamentos e condições da moral, relacionando-a
 
com necessidades sociais humanas.” Teríamos, assim, nessa
 
acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser
10
estudado racional e cientificamente por uma disciplina que se
 
propõe a descrever as normas morais ou mesmo, com o auxílio
 
de outras ciências, ser capaz de explicar valorações comporta-
 
mentais.
 
Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma
15
categoria filosófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se
 
constituiria em núcleo especulativo e reflexivo sobre a complexa
 
fenomenologia da moral na convivência humana. A Ética, como
 
parte da Filosofia, teria por objeto refletir sobre os fundamentos
 
da moral na busca de explicação dos fatos morais.
20
Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como
 
objeto descritível de uma Ciência, tampouco como fenômeno
 
especulativo. Trata-se agora da conduta esperada pela
 
aplicação de regras morais no comportamento social, o que se
 
pode resumir como qualificação do comportamento do homem
25
como ser em situação. É esse caráter normativo de Ética que a
 
colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os
 
valores morais dariam o balizamento do agir e a Ética seria
 
assim a moral em realização, pelo reconhecimento do outro
 
como ser de direito, especialmente de dignidade. Como se vê, a
30
compreensão do fenômeno Ética não mais surgiria metodologi-
 
camente dos resultados de uma descrição ou reflexão, mas sim,
 
objetivamente, de um agir, de um comportamento conseqüen-
 
cial, capaz de tornar possível e correta a convivência.
(Adaptado do site Doutrina Jus Navigandi)
As diferentes acepções de Ética devem-se, conforme se depreende da leitura do texto:

Questão 2

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
Sobre Ética
 
 
A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em
 
três acepções. Numa, faz-se referência a teorias que têm como
5
objeto de estudo o comportamento moral, ou seja, como enten-
 
de Adolfo Sanchez Vasquez, “a teoria que pretende explicar a
 
natureza, fundamentos e condições da moral, relacionando-a
 
com necessidades sociais humanas.” Teríamos, assim, nessa
 
acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser
10
estudado racional e cientificamente por uma disciplina que se
 
propõe a descrever as normas morais ou mesmo, com o auxílio
 
de outras ciências, ser capaz de explicar valorações comporta-
 
mentais.
 
Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma
15
categoria filosófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se
 
constituiria em núcleo especulativo e reflexivo sobre a complexa
 
fenomenologia da moral na convivência humana. A Ética, como
 
parte da Filosofia, teria por objeto refletir sobre os fundamentos
 
da moral na busca de explicação dos fatos morais.
20
Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como
 
objeto descritível de uma Ciência, tampouco como fenômeno
 
especulativo. Trata-se agora da conduta esperada pela
 
aplicação de regras morais no comportamento social, o que se
 
pode resumir como qualificação do comportamento do homem
25
como ser em situação. É esse caráter normativo de Ética que a
 
colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os
 
valores morais dariam o balizamento do agir e a Ética seria
 
assim a moral em realização, pelo reconhecimento do outro
 
como ser de direito, especialmente de dignidade. Como se vê, a
30
compreensão do fenômeno Ética não mais surgiria metodologi-
 
camente dos resultados de uma descrição ou reflexão, mas sim,
 
objetivamente, de um agir, de um comportamento conseqüen-
 
cial, capaz de tornar possível e correta a convivência.
(Adaptado do site Doutrina Jus Navigandi)
A concepção de ética atribuída a Adolfo Sanchez Vasquez é retomada na seguinte expressão do texto:

Questão 3

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
Sobre Ética
 
 
A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em
 
três acepções. Numa, faz-se referência a teorias que têm como
5
objeto de estudo o comportamento moral, ou seja, como enten-
 
de Adolfo Sanchez Vasquez, “a teoria que pretende explicar a
 
natureza, fundamentos e condições da moral, relacionando-a
 
com necessidades sociais humanas.” Teríamos, assim, nessa
 
acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser
10
estudado racional e cientificamente por uma disciplina que se
 
propõe a descrever as normas morais ou mesmo, com o auxílio
 
de outras ciências, ser capaz de explicar valorações comporta-
 
mentais.
 
Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma
15
categoria filosófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se
 
constituiria em núcleo especulativo e reflexivo sobre a complexa
 
fenomenologia da moral na convivência humana. A Ética, como
 
parte da Filosofia, teria por objeto refletir sobre os fundamentos
 
da moral na busca de explicação dos fatos morais.
20
Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como
 
objeto descritível de uma Ciência, tampouco como fenômeno
 
especulativo. Trata-se agora da conduta esperada pela
 
aplicação de regras morais no comportamento social, o que se
 
pode resumir como qualificação do comportamento do homem
25
como ser em situação. É esse caráter normativo de Ética que a
 
colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os
 
valores morais dariam o balizamento do agir e a Ética seria
 
assim a moral em realização, pelo reconhecimento do outro
 
como ser de direito, especialmente de dignidade. Como se vê, a
30
compreensão do fenômeno Ética não mais surgiria metodologi-
 
camente dos resultados de uma descrição ou reflexão, mas sim,
 
objetivamente, de um agir, de um comportamento conseqüen-
 
cial, capaz de tornar possível e correta a convivência.
(Adaptado do site Doutrina Jus Navigandi)
No texto, a terceira acepção da palavra ética deve ser entendida como aquela em que se considera, sobretudo:

Questão 4

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
Sobre Ética
 
 
A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em
 
três acepções. Numa, faz-se referência a teorias que têm como
5
objeto de estudo o comportamento moral, ou seja, como enten-
 
de Adolfo Sanchez Vasquez, “a teoria que pretende explicar a
 
natureza, fundamentos e condições da moral, relacionando-a
 
com necessidades sociais humanas.” Teríamos, assim, nessa
 
acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser
10
estudado racional e cientificamente por uma disciplina que se
 
propõe a descrever as normas morais ou mesmo, com o auxílio
 
de outras ciências, ser capaz de explicar valorações comporta-
 
mentais.
 
Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma
15
categoria filosófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se
 
constituiria em núcleo especulativo e reflexivo sobre a complexa
 
fenomenologia da moral na convivência humana. A Ética, como
 
parte da Filosofia, teria por objeto refletir sobre os fundamentos
 
da moral na busca de explicação dos fatos morais.
20
Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como
 
objeto descritível de uma Ciência, tampouco como fenômeno
 
especulativo. Trata-se agora da conduta esperada pela
 
aplicação de regras morais no comportamento social, o que se
 
pode resumir como qualificação do comportamento do homem
25
como ser em situação. É esse caráter normativo de Ética que a
 
colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os
 
valores morais dariam o balizamento do agir e a Ética seria
 
assim a moral em realização, pelo reconhecimento do outro
 
como ser de direito, especialmente de dignidade. Como se vê, a
30
compreensão do fenômeno Ética não mais surgiria metodologi-
 
camente dos resultados de uma descrição ou reflexão, mas sim,
 
objetivamente, de um agir, de um comportamento conseqüen-
 
cial, capaz de tornar possível e correta a convivência.
(Adaptado do site Doutrina Jus Navigandi)
Dá-se uma íntima conexão entre a Ética e o Direito quando ambos revelam, em relação aos valores morais da conduta, uma preocupação:

Questão 5

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa

» Esta questão foi anulada pela banca.
1
Sobre Ética
 
 
A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em
 
três acepções. Numa, faz-se referência a teorias que têm como
5
objeto de estudo o comportamento moral, ou seja, como enten-
 
de Adolfo Sanchez Vasquez, “a teoria que pretende explicar a
 
natureza, fundamentos e condições da moral, relacionando-a
 
com necessidades sociais humanas.” Teríamos, assim, nessa
 
acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser
10
estudado racional e cientificamente por uma disciplina que se
 
propõe a descrever as normas morais ou mesmo, com o auxílio
 
de outras ciências, ser capaz de explicar valorações comporta-
 
mentais.
 
Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma
15
categoria filosófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se
 
constituiria em núcleo especulativo e reflexivo sobre a complexa
 
fenomenologia da moral na convivência humana. A Ética, como
 
parte da Filosofia, teria por objeto refletir sobre os fundamentos
 
da moral na busca de explicação dos fatos morais.
20
Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como
 
objeto descritível de uma Ciência, tampouco como fenômeno
 
especulativo. Trata-se agora da conduta esperada pela
 
aplicação de regras morais no comportamento social, o que se
 
pode resumir como qualificação do comportamento do homem
25
como ser em situação. É esse caráter normativo de Ética que a
 
colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os
 
valores morais dariam o balizamento do agir e a Ética seria
 
assim a moral em realização, pelo reconhecimento do outro
 
como ser de direito, especialmente de dignidade. Como se vê, a
30
compreensão do fenômeno Ética não mais surgiria metodologi-
 
camente dos resultados de uma descrição ou reflexão, mas sim,
 
objetivamente, de um agir, de um comportamento conseqüen-
 
cial, capaz de tornar possível e correta a convivência.
(Adaptado do site Doutrina Jus Navigandi)
Considerando-se o contexto do último parágrafo, o elemento sublinhado pode ser corretamente substituído pelo que está entre parênteses, sem prejuízo para o sentido, no seguinte caso:

Questão 6

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
Sobre Ética
 
 
A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em
 
três acepções. Numa, faz-se referência a teorias que têm como
5
objeto de estudo o comportamento moral, ou seja, como enten-
 
de Adolfo Sanchez Vasquez, “a teoria que pretende explicar a
 
natureza, fundamentos e condições da moral, relacionando-a
 
com necessidades sociais humanas.” Teríamos, assim, nessa
 
acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser
10
estudado racional e cientificamente por uma disciplina que se
 
propõe a descrever as normas morais ou mesmo, com o auxílio
 
de outras ciências, ser capaz de explicar valorações comporta-
 
mentais.
 
Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma
15
categoria filosófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se
 
constituiria em núcleo especulativo e reflexivo sobre a complexa
 
fenomenologia da moral na convivência humana. A Ética, como
 
parte da Filosofia, teria por objeto refletir sobre os fundamentos
 
da moral na busca de explicação dos fatos morais.
20
Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como
 
objeto descritível de uma Ciência, tampouco como fenômeno
 
especulativo. Trata-se agora da conduta esperada pela
 
aplicação de regras morais no comportamento social, o que se
 
pode resumir como qualificação do comportamento do homem
25
como ser em situação. É esse caráter normativo de Ética que a
 
colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os
 
valores morais dariam o balizamento do agir e a Ética seria
 
assim a moral em realização, pelo reconhecimento do outro
 
como ser de direito, especialmente de dignidade. Como se vê, a
30
compreensão do fenômeno Ética não mais surgiria metodologi-
 
camente dos resultados de uma descrição ou reflexão, mas sim,
 
objetivamente, de um agir, de um comportamento conseqüen-
 
cial, capaz de tornar possível e correta a convivência.
(Adaptado do site Doutrina Jus Navigandi)
As normas de concordância estão plenamente observadas na frase:

Questão 7

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1
Sobre Ética
 
 
A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em
 
três acepções. Numa, faz-se referência a teorias que têm como
5
objeto de estudo o comportamento moral, ou seja, como enten-
 
de Adolfo Sanchez Vasquez, “a teoria que pretende explicar a
 
natureza, fundamentos e condições da moral, relacionando-a
 
com necessidades sociais humanas.” Teríamos, assim, nessa
 
acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser
10
estudado racional e cientificamente por uma disciplina que se
 
propõe a descrever as normas morais ou mesmo, com o auxílio
 
de outras ciências, ser capaz de explicar valorações comporta-
 
mentais.
 
Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma
15
categoria filosófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se
 
constituiria em núcleo especulativo e reflexivo sobre a complexa
 
fenomenologia da moral na convivência humana. A Ética, como
 
parte da Filosofia, teria por objeto refletir sobre os fundamentos
 
da moral na busca de explicação dos fatos morais.
20
Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como
 
objeto descritível de uma Ciência, tampouco como fenômeno
 
especulativo. Trata-se agora da conduta esperada pela
 
aplicação de regras morais no comportamento social, o que se
 
pode resumir como qualificação do comportamento do homem
25
como ser em situação. É esse caráter normativo de Ética que a
 
colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os
 
valores morais dariam o balizamento do agir e a Ética seria
 
assim a moral em realização, pelo reconhecimento do outro
 
como ser de direito, especialmente de dignidade. Como se vê, a
30
compreensão do fenômeno Ética não mais surgiria metodologi-
 
camente dos resultados de uma descrição ou reflexão, mas sim,
 
objetivamente, de um agir, de um comportamento conseqüen-
 
cial, capaz de tornar possível e correta a convivência.
(Adaptado do site Doutrina Jus Navigandi)
Está clara, correta e coerente a redação do seguinte comentário sobre o texto:

Questão 8

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1
Sobre Ética
 
 
A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em
 
três acepções. Numa, faz-se referência a teorias que têm como
5
objeto de estudo o comportamento moral, ou seja, como enten-
 
de Adolfo Sanchez Vasquez, “a teoria que pretende explicar a
 
natureza, fundamentos e condições da moral, relacionando-a
 
com necessidades sociais humanas.” Teríamos, assim, nessa
 
acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser
10
estudado racional e cientificamente por uma disciplina que se
 
propõe a descrever as normas morais ou mesmo, com o auxílio
 
de outras ciências, ser capaz de explicar valorações comporta-
 
mentais.
 
Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma
15
categoria filosófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se
 
constituiria em núcleo especulativo e reflexivo sobre a complexa
 
fenomenologia da moral na convivência humana. A Ética, como
 
parte da Filosofia, teria por objeto refletir sobre os fundamentos
 
da moral na busca de explicação dos fatos morais.
20
Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como
 
objeto descritível de uma Ciência, tampouco como fenômeno
 
especulativo. Trata-se agora da conduta esperada pela
 
aplicação de regras morais no comportamento social, o que se
 
pode resumir como qualificação do comportamento do homem
25
como ser em situação. É esse caráter normativo de Ética que a
 
colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os
 
valores morais dariam o balizamento do agir e a Ética seria
 
assim a moral em realização, pelo reconhecimento do outro
 
como ser de direito, especialmente de dignidade. Como se vê, a
30
compreensão do fenômeno Ética não mais surgiria metodologi-
 
camente dos resultados de uma descrição ou reflexão, mas sim,
 
objetivamente, de um agir, de um comportamento conseqüen-
 
cial, capaz de tornar possível e correta a convivência.
(Adaptado do site Doutrina Jus Navigandi)
Transpondo-se para a voz passiva a frase Nesta visão, os valores morais dariam o balizamento do agir, a forma verbal resultante deverá ser:

Questão 9

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
O homem moral e o moralizador
 
 
Depois de um bom século de psicologia e psiquiatria
 
dinâmicas, estamos certos disto: o moralizador e o homem mo-
5
ral são figuras diferentes, se não opostas. O homem moral se
 
impõe padrões de conduta e tenta respeitá-los; o moralizador
 
quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele não con-
 
segue respeitar.
 
A distinção entre ambos tem alguns corolários rele-
10
vantes. Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se
 
soubesse respeitar o padrão moral que ele impõe, ele não
 
precisaria punir suas imperfeições nos outros. Segundo, é
 
possível e compreensível que um homem moral tenha um
 
espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a adotar
15
um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um
 
padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre
 
o ato de um moralizador. Em geral, as sociedades em que as
 
normas morais ganham força de lei (os Estados confessionais,
 
por exemplo) não são regradas por uma moral comum, nem
20
pelas aspirações de poucos e escolhidos homens exemplares,
 
mas por moralizadores que tentam remir suas próprias falhas
 
morais pela brutalidade do controle que eles exercem sobre os
 
outros. A pior barbárie do mundo é isto: um mundo em que
 
todos pagam pelos pecados de hipócritas que não se agüen-
25
tam.
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 20/03/2008)
Atente para as afirmações abaixo.

I. Diferentemente do homem moral, o homem moralizador não se preocupa com os padrões morais de conduta.

II. Pelo fato de impor a si mesmo um rígido padrão de conduta, o homem moral acaba por impô-lo à conduta alheia.

III. O moralizador, hipocritamente, age como se de fato respeitasse os padrões de conduta que ele cobra dos outros.

Em relação ao texto, é correto o que se afirma APENAS em:

Questão 10

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
O homem moral e o moralizador
 
 
Depois de um bom século de psicologia e psiquiatria
 
dinâmicas, estamos certos disto: o moralizador e o homem mo-
5
ral são figuras diferentes, se não opostas. O homem moral se
 
impõe padrões de conduta e tenta respeitá-los; o moralizador
 
quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele não con-
 
segue respeitar.
 
A distinção entre ambos tem alguns corolários rele-
10
vantes. Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se
 
soubesse respeitar o padrão moral que ele impõe, ele não
 
precisaria punir suas imperfeições nos outros. Segundo, é
 
possível e compreensível que um homem moral tenha um
 
espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a adotar
15
um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um
 
padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre
 
o ato de um moralizador. Em geral, as sociedades em que as
 
normas morais ganham força de lei (os Estados confessionais,
 
por exemplo) não são regradas por uma moral comum, nem
20
pelas aspirações de poucos e escolhidos homens exemplares,
 
mas por moralizadores que tentam remir suas próprias falhas
 
morais pela brutalidade do controle que eles exercem sobre os
 
outros. A pior barbárie do mundo é isto: um mundo em que
 
todos pagam pelos pecados de hipócritas que não se agüen-
25
tam.
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 20/03/2008)
No contexto do primeiro parágrafo, a afirmação de que já decorreu um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas indica um fator determinante para que:

Questão 11

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
O homem moral e o moralizador
 
 
Depois de um bom século de psicologia e psiquiatria
 
dinâmicas, estamos certos disto: o moralizador e o homem mo-
5
ral são figuras diferentes, se não opostas. O homem moral se
 
impõe padrões de conduta e tenta respeitá-los; o moralizador
 
quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele não con-
 
segue respeitar.
 
A distinção entre ambos tem alguns corolários rele-
10
vantes. Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se
 
soubesse respeitar o padrão moral que ele impõe, ele não
 
precisaria punir suas imperfeições nos outros. Segundo, é
 
possível e compreensível que um homem moral tenha um
 
espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a adotar
15
um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um
 
padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre
 
o ato de um moralizador. Em geral, as sociedades em que as
 
normas morais ganham força de lei (os Estados confessionais,
 
por exemplo) não são regradas por uma moral comum, nem
20
pelas aspirações de poucos e escolhidos homens exemplares,
 
mas por moralizadores que tentam remir suas próprias falhas
 
morais pela brutalidade do controle que eles exercem sobre os
 
outros. A pior barbárie do mundo é isto: um mundo em que
 
todos pagam pelos pecados de hipócritas que não se agüen-
25
tam.
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 20/03/2008)
O autor do texto refere-se aos Estados confessionais para exemplificar uma sociedade na qual:

Questão 12

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1
O homem moral e o moralizador
 
 
Depois de um bom século de psicologia e psiquiatria
 
dinâmicas, estamos certos disto: o moralizador e o homem mo-
5
ral são figuras diferentes, se não opostas. O homem moral se
 
impõe padrões de conduta e tenta respeitá-los; o moralizador
 
quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele não con-
 
segue respeitar.
 
A distinção entre ambos tem alguns corolários rele-
10
vantes. Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se
 
soubesse respeitar o padrão moral que ele impõe, ele não
 
precisaria punir suas imperfeições nos outros. Segundo, é
 
possível e compreensível que um homem moral tenha um
 
espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a adotar
15
um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um
 
padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre
 
o ato de um moralizador. Em geral, as sociedades em que as
 
normas morais ganham força de lei (os Estados confessionais,
 
por exemplo) não são regradas por uma moral comum, nem
20
pelas aspirações de poucos e escolhidos homens exemplares,
 
mas por moralizadores que tentam remir suas próprias falhas
 
morais pela brutalidade do controle que eles exercem sobre os
 
outros. A pior barbárie do mundo é isto: um mundo em que
 
todos pagam pelos pecados de hipócritas que não se agüen-
25
tam.
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 20/03/2008)
Na frase A distinção entre ambos tem alguns corolários relevantes, o sentido da expressão sublinhada está corretamente traduzido em:

Questão 13

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
O homem moral e o moralizador
 
 
Depois de um bom século de psicologia e psiquiatria
 
dinâmicas, estamos certos disto: o moralizador e o homem mo-
5
ral são figuras diferentes, se não opostas. O homem moral se
 
impõe padrões de conduta e tenta respeitá-los; o moralizador
 
quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele não con-
 
segue respeitar.
 
A distinção entre ambos tem alguns corolários rele-
10
vantes. Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se
 
soubesse respeitar o padrão moral que ele impõe, ele não
 
precisaria punir suas imperfeições nos outros. Segundo, é
 
possível e compreensível que um homem moral tenha um
 
espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a adotar
15
um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um
 
padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre
 
o ato de um moralizador. Em geral, as sociedades em que as
 
normas morais ganham força de lei (os Estados confessionais,
 
por exemplo) não são regradas por uma moral comum, nem
20
pelas aspirações de poucos e escolhidos homens exemplares,
 
mas por moralizadores que tentam remir suas próprias falhas
 
morais pela brutalidade do controle que eles exercem sobre os
 
outros. A pior barbárie do mundo é isto: um mundo em que
 
todos pagam pelos pecados de hipócritas que não se agüen-
25
tam.
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 20/03/2008)
Está correta a articulação entre os tempos e os modos verbais na frase:

Questão 14

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
O homem moral e o moralizador
 
 
Depois de um bom século de psicologia e psiquiatria
 
dinâmicas, estamos certos disto: o moralizador e o homem mo-
5
ral são figuras diferentes, se não opostas. O homem moral se
 
impõe padrões de conduta e tenta respeitá-los; o moralizador
 
quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele não con-
 
segue respeitar.
 
A distinção entre ambos tem alguns corolários rele-
10
vantes. Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se
 
soubesse respeitar o padrão moral que ele impõe, ele não
 
precisaria punir suas imperfeições nos outros. Segundo, é
 
possível e compreensível que um homem moral tenha um
 
espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a adotar
15
um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um
 
padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre
 
o ato de um moralizador. Em geral, as sociedades em que as
 
normas morais ganham força de lei (os Estados confessionais,
 
por exemplo) não são regradas por uma moral comum, nem
20
pelas aspirações de poucos e escolhidos homens exemplares,
 
mas por moralizadores que tentam remir suas próprias falhas
 
morais pela brutalidade do controle que eles exercem sobre os
 
outros. A pior barbárie do mundo é isto: um mundo em que
 
todos pagam pelos pecados de hipócritas que não se agüen-
25
tam.
(Contardo Calligaris, Folha de S. Paulo, 20/03/2008)
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:

Questão 15

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
Fim de feira
 
 
Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as
 
barracas, começam a chegar os que querem pagar pouco pelo
5
que restou nas bancadas, ou mesmo nada, pelo que ameaça
 
estragar. Chegam com suas sacolas cheias de esperança.
 
Alguns não perdem tempo e passam a recolher o que está pelo
 
chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve ama-
 
relas, a metade de um abacaxi, que serviu de chamariz para os
10
fregueses compradores. Há uns que se aventuram até mesmo
 
nas cercanias da barraca de pescados, onde pode haver
 
alguma suspeita sardinha oculta entre jornais, ou uma ponta de
 
cação obviamente desprezada.
 
Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas:
15
oferecem-lhes o que, de qualquer modo, eles iriam jogar fora.
 
Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos
 
refugos, e chegam a recolhê-los para não os verem coletados.
 
Agem para salvaguardar não o lucro possível, mas o princípio
 
mesmo do comércio. Parecem temer que a fome seja debelada
20
sem que alguém pague por isso. E não admitem ser acusados
 
de egoístas: somos comerciantes, não assistentes sociais,
 
alegam.
 
Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da
 
limpeza e os funcionários da prefeitura varrem e lavam tudo,
25
entre risos e gritos. O trânsito é liberado, os carros atravancam
 
a rua e, não fosse o persistente cheiro de peixe, a ninguém
 
ocorreria que ali houve uma feira, freqüentada por tão diversas
 
espécies de seres humanos.
(Joel Rubinato, inédito)
Nas frases parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos refugos e não admitem ser acusados de egoístas, o narrador do texto:

Questão 16

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
Fim de feira
 
 
Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as
 
barracas, começam a chegar os que querem pagar pouco pelo
5
que restou nas bancadas, ou mesmo nada, pelo que ameaça
 
estragar. Chegam com suas sacolas cheias de esperança.
 
Alguns não perdem tempo e passam a recolher o que está pelo
 
chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve ama-
 
relas, a metade de um abacaxi, que serviu de chamariz para os
10
fregueses compradores. Há uns que se aventuram até mesmo
 
nas cercanias da barraca de pescados, onde pode haver
 
alguma suspeita sardinha oculta entre jornais, ou uma ponta de
 
cação obviamente desprezada.
 
Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas:
15
oferecem-lhes o que, de qualquer modo, eles iriam jogar fora.
 
Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos
 
refugos, e chegam a recolhê-los para não os verem coletados.
 
Agem para salvaguardar não o lucro possível, mas o princípio
 
mesmo do comércio. Parecem temer que a fome seja debelada
20
sem que alguém pague por isso. E não admitem ser acusados
 
de egoístas: somos comerciantes, não assistentes sociais,
 
alegam.
 
Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da
 
limpeza e os funcionários da prefeitura varrem e lavam tudo,
25
entre risos e gritos. O trânsito é liberado, os carros atravancam
 
a rua e, não fosse o persistente cheiro de peixe, a ninguém
 
ocorreria que ali houve uma feira, freqüentada por tão diversas
 
espécies de seres humanos.
(Joel Rubinato, inédito)
Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de um segmento do texto em:

Questão 17

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
Fim de feira
 
 
Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as
 
barracas, começam a chegar os que querem pagar pouco pelo
5
que restou nas bancadas, ou mesmo nada, pelo que ameaça
 
estragar. Chegam com suas sacolas cheias de esperança.
 
Alguns não perdem tempo e passam a recolher o que está pelo
 
chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve ama-
 
relas, a metade de um abacaxi, que serviu de chamariz para os
10
fregueses compradores. Há uns que se aventuram até mesmo
 
nas cercanias da barraca de pescados, onde pode haver
 
alguma suspeita sardinha oculta entre jornais, ou uma ponta de
 
cação obviamente desprezada.
 
Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas:
15
oferecem-lhes o que, de qualquer modo, eles iriam jogar fora.
 
Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos
 
refugos, e chegam a recolhê-los para não os verem coletados.
 
Agem para salvaguardar não o lucro possível, mas o princípio
 
mesmo do comércio. Parecem temer que a fome seja debelada
20
sem que alguém pague por isso. E não admitem ser acusados
 
de egoístas: somos comerciantes, não assistentes sociais,
 
alegam.
 
Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da
 
limpeza e os funcionários da prefeitura varrem e lavam tudo,
25
entre risos e gritos. O trânsito é liberado, os carros atravancam
 
a rua e, não fosse o persistente cheiro de peixe, a ninguém
 
ocorreria que ali houve uma feira, freqüentada por tão diversas
 
espécies de seres humanos.
(Joel Rubinato, inédito)
Atente para as afirmações abaixo.

I. Os riscos do consumo de uma sardinha suspeita ou da ponta de um cação que foi desprezada justificam o emprego de se aventuram, no primeiro parágrafo.

II. O emprego de alegam, no segundo parágrafo, deixa entrever que o autor não compactua com a justificativa dos feirantes.

III. No último parágrafo, o autor faz ver que o fim da feira traz a superação de tudo o que determina a existência de diversas espécies de seres humanos.

Em relação ao texto, é correto o que se afirma APENAS em:

Questão 18

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
Fim de feira
 
 
Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as
 
barracas, começam a chegar os que querem pagar pouco pelo
5
que restou nas bancadas, ou mesmo nada, pelo que ameaça
 
estragar. Chegam com suas sacolas cheias de esperança.
 
Alguns não perdem tempo e passam a recolher o que está pelo
 
chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve ama-
 
relas, a metade de um abacaxi, que serviu de chamariz para os
10
fregueses compradores. Há uns que se aventuram até mesmo
 
nas cercanias da barraca de pescados, onde pode haver
 
alguma suspeita sardinha oculta entre jornais, ou uma ponta de
 
cação obviamente desprezada.
 
Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas:
15
oferecem-lhes o que, de qualquer modo, eles iriam jogar fora.
 
Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos
 
refugos, e chegam a recolhê-los para não os verem coletados.
 
Agem para salvaguardar não o lucro possível, mas o princípio
 
mesmo do comércio. Parecem temer que a fome seja debelada
20
sem que alguém pague por isso. E não admitem ser acusados
 
de egoístas: somos comerciantes, não assistentes sociais,
 
alegam.
 
Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da
 
limpeza e os funcionários da prefeitura varrem e lavam tudo,
25
entre risos e gritos. O trânsito é liberado, os carros atravancam
 
a rua e, não fosse o persistente cheiro de peixe, a ninguém
 
ocorreria que ali houve uma feira, freqüentada por tão diversas
 
espécies de seres humanos.
(Joel Rubinato, inédito)
Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre um recurso de construção do texto: no contexto do:

Questão 19

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
Fim de feira
 
 
Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as
 
barracas, começam a chegar os que querem pagar pouco pelo
5
que restou nas bancadas, ou mesmo nada, pelo que ameaça
 
estragar. Chegam com suas sacolas cheias de esperança.
 
Alguns não perdem tempo e passam a recolher o que está pelo
 
chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve ama-
 
relas, a metade de um abacaxi, que serviu de chamariz para os
10
fregueses compradores. Há uns que se aventuram até mesmo
 
nas cercanias da barraca de pescados, onde pode haver
 
alguma suspeita sardinha oculta entre jornais, ou uma ponta de
 
cação obviamente desprezada.
 
Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas:
15
oferecem-lhes o que, de qualquer modo, eles iriam jogar fora.
 
Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos
 
refugos, e chegam a recolhê-los para não os verem coletados.
 
Agem para salvaguardar não o lucro possível, mas o princípio
 
mesmo do comércio. Parecem temer que a fome seja debelada
20
sem que alguém pague por isso. E não admitem ser acusados
 
de egoístas: somos comerciantes, não assistentes sociais,
 
alegam.
 
Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da
 
limpeza e os funcionários da prefeitura varrem e lavam tudo,
25
entre risos e gritos. O trânsito é liberado, os carros atravancam
 
a rua e, não fosse o persistente cheiro de peixe, a ninguém
 
ocorreria que ali houve uma feira, freqüentada por tão diversas
 
espécies de seres humanos.
(Joel Rubinato, inédito)
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:

Questão 20

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
1
Fim de feira
 
 
Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as
 
barracas, começam a chegar os que querem pagar pouco pelo
5
que restou nas bancadas, ou mesmo nada, pelo que ameaça
 
estragar. Chegam com suas sacolas cheias de esperança.
 
Alguns não perdem tempo e passam a recolher o que está pelo
 
chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve ama-
 
relas, a metade de um abacaxi, que serviu de chamariz para os
10
fregueses compradores. Há uns que se aventuram até mesmo
 
nas cercanias da barraca de pescados, onde pode haver
 
alguma suspeita sardinha oculta entre jornais, ou uma ponta de
 
cação obviamente desprezada.
 
Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas:
15
oferecem-lhes o que, de qualquer modo, eles iriam jogar fora.
 
Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos
 
refugos, e chegam a recolhê-los para não os verem coletados.
 
Agem para salvaguardar não o lucro possível, mas o princípio
 
mesmo do comércio. Parecem temer que a fome seja debelada
20
sem que alguém pague por isso. E não admitem ser acusados
 
de egoístas: somos comerciantes, não assistentes sociais,
 
alegam.
 
Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da
 
limpeza e os funcionários da prefeitura varrem e lavam tudo,
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entre risos e gritos. O trânsito é liberado, os carros atravancam
 
a rua e, não fosse o persistente cheiro de peixe, a ninguém
 
ocorreria que ali houve uma feira, freqüentada por tão diversas
 
espécies de seres humanos.
(Joel Rubinato, inédito)
A supressão da vírgula altera o sentido da seguinte frase:

Questão 21

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
Quando celebram termo de parceria com a Administração Pública, as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público − OSCIPs, como entidades do terceiro setor,

Questão 22

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
Hervaldo, funcionário público efetivo, adquiriu um imóvel cujo valor é desproporcional à sua renda, não tendo ele outro rendimento além daquele decorrente do seu cargo, nem recebido herança ou qualquer tipo de prêmio, o que caracteriza, em tese, ato de improbidade administrativa.

Nesse caso,

Questão 23

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa

» Esta questão foi anulada pela banca.
Órgão público da Administração Direta da União pretende realizar licitação cujo valor estimado é superior a quinze milhões. Nessa hipótese, o procedimento licitatório

Questão 24

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
Prefeitura Municipal realizou licitação para a compra de cadeiras escolares e, vencido o prazo para apresentação das propostas, nenhum interessado atendeu ao chamamento. Nesse caso,

Questão 25

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
Órgão Público da Administração Direta da União abriu licitação na modalidade pregão presencial para compra de medicamentos. Na sessão de julgamento, após os procedimentos de praxe, chega-se ao vencedor, cujo preço, entretanto, embora aceitável, está acima do estimado no procedimento. Nessa hipótese, o pregoeiro

Questão 26

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
Tendo em vista, especificamente, a hipótese de ajustamento de lotação e da força de trabalho às necessidades dos serviços, inclusive nos casos de extinção de órgão ou entidade, Édipo, na qualidade de autoridade administrativa, deverá ter em conta o cabimento da

Questão 27

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
Demóstenes, ocupando o cargo de analista judiciário, ingressou com pedido de reconsideração, indeferido por Helena, autoridade que proferiu a primeira decisão sobre determinado direito funcional. Diante disso, é correto afirmar que o direito de petição

Questão 28

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
Luiza, na qualidade de servidora pública federal, NÃO estará impedida de atuar em processo administrativo pelo fato de

Questão 29

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
A respeito da prescrição e da decadência, é correto afirmar:

Questão 30

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora

Questão 31

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
João, José, Paulo, Pedro e Luiz foram processados criminalmente, acusados da prática de crimes e, afinal, foram absolvidos. As sentenças absolutórias transitaram em julgado, tendo ficado decidido no juízo criminal, nos respectivos processos, que inexistiu o fato imputado a João; que José não foi o autor do delito; que não havia prova da culpa atribuída a Paulo; que não havia prova da autoria do delito atribuída a Pedro; que a prova é contraditória quanto ao fato imputado a Luiz. A responsabilidade civil é independente da criminal, mas, não se poderá questionar mais no juízo cível a responsabilidade civil apenas de

Questão 32

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
O Tribunal de Contas da União é composto de 09 Ministros que serão escolhidos da seguinte forma:

Questão 33

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
No que se refere aos princípios gerais da atividade econômica é INCORRETO afirmar:

Questão 34

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
No que concerne ao Poder Legislativo, de acordo com a Constituição Federal de 1988, é correto afirmar:

Questão 35

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa

» Esta questão foi anulada pela banca.
A Emenda Constitucional no 45 incluiu, dentre os legitimados à propositura da Ação Declaratória de Constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal,

Questão 36

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa

» Esta questão foi anulada pela banca.
Em matéria de direitos sociais considere:

I. Proibição de qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de doze anos.

II. Remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em trinta por cento à do normal.

III. Jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva.

IV. Assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade em creches e pré-escolas.

V. Proteção em face da automação, na forma da lei.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social,

APENAS os indicados nas assertivas:

Questão 37

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
A empresa urbana X fornece habitação como salário utilidade para Denise, sua empregada. A habitação fornecida pela empresa equivale a 15% de seu saláriocontratual. A empresa urbana Y fornece alimentação como salário utilidade para Joaquim, seu empregado. Essa alimentação equivale a 25% de seu salário contratual.

Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT),

Questão 38

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
Marta labora para a empresa HUJ, prestando há 3 anos horas extras habituais. Sua empregadora pretende suprimir as horas extras prestadas habitualmente por Marta.

Neste caso, a empresa

Questão 39

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
No curso do período aquisitivo de férias, Maria recebeu auxílio doença por sete meses descontínuos. Neste caso, de acordo com a CLT, Maria

Questão 40

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
No que diz respeito à suspensão e interrupção do contrato de trabalho, considere:

I. Eleição para o cargo de Diretor de Sociedade Anônima.

II. Afastamento para qualificação profissional do obreiro prevista em Convenção Coletiva de Trabalho e com a aquiescência formal do empregado.

III. Deixar de comparecer ao trabalho por três dias consecutivos em virtude de casamento.

IV. Comparecimento judicial ao Tribunal do Júri como jurado.

Caracterizam interrupção do contrato de trabalho as hipóteses indicadas APENAS em

Questão 41

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
NÃO é assegurado à categoria dos trabalhadores domésticos

Questão 42

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
A respeito das nulidades no processo do trabalho, considere:

I. Não haverá nulidade se o juiz puder decidir o mérito da questão em favor da parte a quem aproveite a declaração de nulidade.

II. A nulidade será pronunciada, mesmo quando argüida por quem lhe tiver dado causa, uma vez que se trata de questão de ordem processual, com interesse público previsto na Carta Magna.

III. As nulidades relativas não serão declaradas senão mediante provocação das partes, as quais deverão argüi-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou nos autos.

IV. A nulidade do ato não prejudicará senão os posteriores que dele dependam ou sejam conseqüência.

De acordo com a CLT, é correto o que se afirma APENAS em

Questão 43

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
Maria ajuizou reclamação trabalhista face à empresa CACO pelo procedimento sumaríssimo. Porém, a prova do fato alegado por Maria exigiu prova técnica e o magistrado fixou, em audiência, o prazo, o objeto da perícia e nomeou perito. Neste caso, de acordo com a CLT, as partes

Questão 44

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
A respeito dos recursos no processo do trabalho, considere:

I. Não caberá recurso de revista contra acórdão regional prolatado em agravo de instrumento.

II. Em regra, não caberá recurso ordinário da decisão que homologa acordo entre as partes.

III. Caberá Embargos, no prazo de cinco dias, de decisão não unânime de julgamento que estender ou rever sentenças normativas do Tribunal Superior do Trabalho, nos casos previstos em lei.

IV. Em regra, não caberá agravo de petição contra decisão que recusar a nomeação de bens à penhora, por não obedecer à ordem legal.

De acordo com a CLT, é correto o que se afirma APENAS em

Questão 45

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
Mário, representante legal da empresa VIDE, foi intimado por oficial de justiça da penhora em execução de reclamação trabalhista proposta por sua ex-funcionária Janete. Neste caso, de acordo com a CLT, o prazo para Mário interpor Embargos à Execução contará

Questão 46

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
Na audiência designada em Vara do Trabalho compareceram o reclamante e o representante legal da empresa reclamada, ambos com seus respectivos advogados.

Porém, após 10 minutos do horário marcado para a audiência, o magistrado ainda não havia chegado ao Fórum.

O advogado da reclamada possuía outra audiência, então, aguardou 15 minutos e solicitou que o escrivão certificasse o ocorrido, se ausentando com o seu cliente. Neste caso, de acordo com a CLT,

Questão 47

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
As contribuições sociais devidas em decorrência de decisão proferida pelos Juízes e Tribunais do Trabalho, resultantes de condenação ou homologação de acordo, serão executadas

Questão 48

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
Entre outras hipóteses, considera-se inepta a petição inicial quando

Questão 49

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
A respeito da jurisdição e da ação, considere:

I. Nenhum juiz prestará tutela jurisdicional, senão quando a parte ou o interessado a requerer, nos casos e formas legais.

II. O direito de ação é objetivo, decorre de uma pretensão e depende da existência do direito que se pretende fazer reconhecido e executado.

III. Na jurisdição voluntária, não há lide, tratando-se de forma de administração pública de interesses privados.

É correto o que se afirma APENAS em

Questão 50

TRT 19ª 2008 - FCC - Analista Judiciário - Administrativa
A respeito das modificações da competência, é correto afirmar:



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