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TRT 2ª 2014 TRT 2ª 2018

TRT 2ª 2008

Técnico Judiciário - Administrativa

Questão 1

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Os Jogos Olímpicos são um desafio ao bom senso.
 
 
Tome-se o arremesso do martelo. Terem inventado que tal
 
coisa é uma atividade digna de ser praticada, digna de ser
5
chamada de “esporte” e, para culminar, digna de figurar entre as
 
modalidades olímpicas mostra como são instigantes os
 
caminhos que a mente humana é capaz de percorrer. Tome-se
 
o salto com vara. Por que saltar com vara? É outra invenção
 
que só pode ser atribuída à tendência da mente humana em
10
fugir do que é natural e razoável. E a corrida com barreiras? E o
 
salto triplo? A rigor seria até dispensável o trabalho de
 
selecionar uma ou outra modalidade. O esporte como um todo,
 
e em especial a mania de superação que contamina seus
 
praticantes, já repousaria sobre a premissa absurda de contra-
15
riar o prazer do sossego e do repouso.
 
Todo o universo atlético ganha um sentido, no entanto,
 
quando nos damos conta de que ali se reencena a luta humana
 
pela sobrevivência. A corrida tem sua origem na fuga das feras
 
ou dos grupos rivais; a corrida com obstáculos, na dificuldade
20
de superar os charcos, os barrancos e os espinheiros; o salto
 
em distância, na ultrapassagem dos riachos; o salto em altura,
 
na tentativa de alcançar os frutos no alto das árvores. Até o
 
salto com vara ganha uma lógica: é o momento em que o
 
homem primitivo se torna capaz de inventar ferramentas para
25
superar os obstáculos impostos pela natureza. E o arremesso
 
do martelo, assim como o do disco e o do dardo, visita a quadra
 
em que o homem criou as armas para substituir os próprios
 
punhos na caça e no enfrentamento dos inimigos.
 
Os Jogos Olímpicos miram na Grécia e acertam na pré-
30
história. São uma releitura da Idade da Pedra. Ou melhor: uma
 
parte dos Jogos. Os esportes com bola pertencem a outro
 
capítulo da história da humanidade. Se nossos ancestrais
 
demoraram tanto para inventar a roda, demoraram ainda mais
 
para chegar à bola. A bola tem como principal característica
35
uma esplendorosa inutilidade. É um brinquedo. As modalidades
 
do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência,
 
na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o
 
planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstá-
 
culos, conquistar a fêmea. Já a bola se notabiliza pela ausência
40
de função nas lides pela sobrevivência. Por isso mesmo
 
representa a conquista de um novo patamar, de inestimável
 
valor, na escala da evolução: o patamar da diversão.
 
Consolidada e confiante em si mesma, a espécie permite-se o
 
luxo de brincar.
45
O arremesso do martelo, mesmo não sendo mais com
 
martelo, continua assustador. Haja músculo, para atirar aquela
 
bola de ferro. Haja peso, para dar os rodopios que precedem
 
seu lançamento. É uma atividade que pode causar admiração
 
pela força, nunca pela astúcia. Já os passes no futebol ou as
50
levantadas do vôlei mostram que, nos esportes com bola, a
 
força é temperada, e às vezes até substituída, pela habilidade.
 
O martelo pode até causar assombro, mas nunca provocará um
 
sorriso. Já o drible, no futebol e no basquete, ou a “largada” no
 
vôlei, manobras cujo objetivo é enganar o adversário, represen-
55
tam a intromissão do humor na competição. Do martelo à bola,
 
desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase
 
está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta
 
alojada no cocuruto do animal humano.
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 27 de agosto de 2008, p.170, com adaptações)
Segundo o autor:

Questão 2

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Os Jogos Olímpicos são um desafio ao bom senso.
 
 
Tome-se o arremesso do martelo. Terem inventado que tal
 
coisa é uma atividade digna de ser praticada, digna de ser
5
chamada de “esporte” e, para culminar, digna de figurar entre as
 
modalidades olímpicas mostra como são instigantes os
 
caminhos que a mente humana é capaz de percorrer. Tome-se
 
o salto com vara. Por que saltar com vara? É outra invenção
 
que só pode ser atribuída à tendência da mente humana em
10
fugir do que é natural e razoável. E a corrida com barreiras? E o
 
salto triplo? A rigor seria até dispensável o trabalho de
 
selecionar uma ou outra modalidade. O esporte como um todo,
 
e em especial a mania de superação que contamina seus
 
praticantes, já repousaria sobre a premissa absurda de contra-
15
riar o prazer do sossego e do repouso.
 
Todo o universo atlético ganha um sentido, no entanto,
 
quando nos damos conta de que ali se reencena a luta humana
 
pela sobrevivência. A corrida tem sua origem na fuga das feras
 
ou dos grupos rivais; a corrida com obstáculos, na dificuldade
20
de superar os charcos, os barrancos e os espinheiros; o salto
 
em distância, na ultrapassagem dos riachos; o salto em altura,
 
na tentativa de alcançar os frutos no alto das árvores. Até o
 
salto com vara ganha uma lógica: é o momento em que o
 
homem primitivo se torna capaz de inventar ferramentas para
25
superar os obstáculos impostos pela natureza. E o arremesso
 
do martelo, assim como o do disco e o do dardo, visita a quadra
 
em que o homem criou as armas para substituir os próprios
 
punhos na caça e no enfrentamento dos inimigos.
 
Os Jogos Olímpicos miram na Grécia e acertam na pré-
30
história. São uma releitura da Idade da Pedra. Ou melhor: uma
 
parte dos Jogos. Os esportes com bola pertencem a outro
 
capítulo da história da humanidade. Se nossos ancestrais
 
demoraram tanto para inventar a roda, demoraram ainda mais
 
para chegar à bola. A bola tem como principal característica
35
uma esplendorosa inutilidade. É um brinquedo. As modalidades
 
do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência,
 
na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o
 
planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstá-
 
culos, conquistar a fêmea. Já a bola se notabiliza pela ausência
40
de função nas lides pela sobrevivência. Por isso mesmo
 
representa a conquista de um novo patamar, de inestimável
 
valor, na escala da evolução: o patamar da diversão.
 
Consolidada e confiante em si mesma, a espécie permite-se o
 
luxo de brincar.
45
O arremesso do martelo, mesmo não sendo mais com
 
martelo, continua assustador. Haja músculo, para atirar aquela
 
bola de ferro. Haja peso, para dar os rodopios que precedem
 
seu lançamento. É uma atividade que pode causar admiração
 
pela força, nunca pela astúcia. Já os passes no futebol ou as
50
levantadas do vôlei mostram que, nos esportes com bola, a
 
força é temperada, e às vezes até substituída, pela habilidade.
 
O martelo pode até causar assombro, mas nunca provocará um
 
sorriso. Já o drible, no futebol e no basquete, ou a “largada” no
 
vôlei, manobras cujo objetivo é enganar o adversário, represen-
55
tam a intromissão do humor na competição. Do martelo à bola,
 
desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase
 
está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta
 
alojada no cocuruto do animal humano.
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 27 de agosto de 2008, p.170, com adaptações)
Considere as afirmativas abaixo:

I. A prática de certas modalidades esportivas, que se mantêm tradicionalmente, apenas vem confirmar que nem sempre há explicações lógicas para as atitudes humanas.

II. As diversas modalidades esportivas tradicionalmente agrupadas nos Jogos Olímpicos apontam para as necessidades básicas da história da humanidade.

III. A associação do uso da inteligência ao preparo físico dos atletas denota um degrau superior na linha evolutiva do homem.

Está correto o que se afirma em:

Questão 3

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Os Jogos Olímpicos são um desafio ao bom senso.
 
 
Tome-se o arremesso do martelo. Terem inventado que tal
 
coisa é uma atividade digna de ser praticada, digna de ser
5
chamada de “esporte” e, para culminar, digna de figurar entre as
 
modalidades olímpicas mostra como são instigantes os
 
caminhos que a mente humana é capaz de percorrer. Tome-se
 
o salto com vara. Por que saltar com vara? É outra invenção
 
que só pode ser atribuída à tendência da mente humana em
10
fugir do que é natural e razoável. E a corrida com barreiras? E o
 
salto triplo? A rigor seria até dispensável o trabalho de
 
selecionar uma ou outra modalidade. O esporte como um todo,
 
e em especial a mania de superação que contamina seus
 
praticantes, já repousaria sobre a premissa absurda de contra-
15
riar o prazer do sossego e do repouso.
 
Todo o universo atlético ganha um sentido, no entanto,
 
quando nos damos conta de que ali se reencena a luta humana
 
pela sobrevivência. A corrida tem sua origem na fuga das feras
 
ou dos grupos rivais; a corrida com obstáculos, na dificuldade
20
de superar os charcos, os barrancos e os espinheiros; o salto
 
em distância, na ultrapassagem dos riachos; o salto em altura,
 
na tentativa de alcançar os frutos no alto das árvores. Até o
 
salto com vara ganha uma lógica: é o momento em que o
 
homem primitivo se torna capaz de inventar ferramentas para
25
superar os obstáculos impostos pela natureza. E o arremesso
 
do martelo, assim como o do disco e o do dardo, visita a quadra
 
em que o homem criou as armas para substituir os próprios
 
punhos na caça e no enfrentamento dos inimigos.
 
Os Jogos Olímpicos miram na Grécia e acertam na pré-
30
história. São uma releitura da Idade da Pedra. Ou melhor: uma
 
parte dos Jogos. Os esportes com bola pertencem a outro
 
capítulo da história da humanidade. Se nossos ancestrais
 
demoraram tanto para inventar a roda, demoraram ainda mais
 
para chegar à bola. A bola tem como principal característica
35
uma esplendorosa inutilidade. É um brinquedo. As modalidades
 
do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência,
 
na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o
 
planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstá-
 
culos, conquistar a fêmea. Já a bola se notabiliza pela ausência
40
de função nas lides pela sobrevivência. Por isso mesmo
 
representa a conquista de um novo patamar, de inestimável
 
valor, na escala da evolução: o patamar da diversão.
 
Consolidada e confiante em si mesma, a espécie permite-se o
 
luxo de brincar.
45
O arremesso do martelo, mesmo não sendo mais com
 
martelo, continua assustador. Haja músculo, para atirar aquela
 
bola de ferro. Haja peso, para dar os rodopios que precedem
 
seu lançamento. É uma atividade que pode causar admiração
 
pela força, nunca pela astúcia. Já os passes no futebol ou as
50
levantadas do vôlei mostram que, nos esportes com bola, a
 
força é temperada, e às vezes até substituída, pela habilidade.
 
O martelo pode até causar assombro, mas nunca provocará um
 
sorriso. Já o drible, no futebol e no basquete, ou a “largada” no
 
vôlei, manobras cujo objetivo é enganar o adversário, represen-
55
tam a intromissão do humor na competição. Do martelo à bola,
 
desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase
 
está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta
 
alojada no cocuruto do animal humano.
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 27 de agosto de 2008, p.170, com adaptações)
Os Jogos Olímpicos são um desafio ao bom senso. É correto afirmar, a partir da observação acima:

Questão 4

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Os Jogos Olímpicos são um desafio ao bom senso.
 
 
Tome-se o arremesso do martelo. Terem inventado que tal
 
coisa é uma atividade digna de ser praticada, digna de ser
5
chamada de “esporte” e, para culminar, digna de figurar entre as
 
modalidades olímpicas mostra como são instigantes os
 
caminhos que a mente humana é capaz de percorrer. Tome-se
 
o salto com vara. Por que saltar com vara? É outra invenção
 
que só pode ser atribuída à tendência da mente humana em
10
fugir do que é natural e razoável. E a corrida com barreiras? E o
 
salto triplo? A rigor seria até dispensável o trabalho de
 
selecionar uma ou outra modalidade. O esporte como um todo,
 
e em especial a mania de superação que contamina seus
 
praticantes, já repousaria sobre a premissa absurda de contra-
15
riar o prazer do sossego e do repouso.
 
Todo o universo atlético ganha um sentido, no entanto,
 
quando nos damos conta de que ali se reencena a luta humana
 
pela sobrevivência. A corrida tem sua origem na fuga das feras
 
ou dos grupos rivais; a corrida com obstáculos, na dificuldade
20
de superar os charcos, os barrancos e os espinheiros; o salto
 
em distância, na ultrapassagem dos riachos; o salto em altura,
 
na tentativa de alcançar os frutos no alto das árvores. Até o
 
salto com vara ganha uma lógica: é o momento em que o
 
homem primitivo se torna capaz de inventar ferramentas para
25
superar os obstáculos impostos pela natureza. E o arremesso
 
do martelo, assim como o do disco e o do dardo, visita a quadra
 
em que o homem criou as armas para substituir os próprios
 
punhos na caça e no enfrentamento dos inimigos.
 
Os Jogos Olímpicos miram na Grécia e acertam na pré-
30
história. São uma releitura da Idade da Pedra. Ou melhor: uma
 
parte dos Jogos. Os esportes com bola pertencem a outro
 
capítulo da história da humanidade. Se nossos ancestrais
 
demoraram tanto para inventar a roda, demoraram ainda mais
 
para chegar à bola. A bola tem como principal característica
35
uma esplendorosa inutilidade. É um brinquedo. As modalidades
 
do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência,
 
na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o
 
planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstá-
 
culos, conquistar a fêmea. Já a bola se notabiliza pela ausência
40
de função nas lides pela sobrevivência. Por isso mesmo
 
representa a conquista de um novo patamar, de inestimável
 
valor, na escala da evolução: o patamar da diversão.
 
Consolidada e confiante em si mesma, a espécie permite-se o
 
luxo de brincar.
45
O arremesso do martelo, mesmo não sendo mais com
 
martelo, continua assustador. Haja músculo, para atirar aquela
 
bola de ferro. Haja peso, para dar os rodopios que precedem
 
seu lançamento. É uma atividade que pode causar admiração
 
pela força, nunca pela astúcia. Já os passes no futebol ou as
50
levantadas do vôlei mostram que, nos esportes com bola, a
 
força é temperada, e às vezes até substituída, pela habilidade.
 
O martelo pode até causar assombro, mas nunca provocará um
 
sorriso. Já o drible, no futebol e no basquete, ou a “largada” no
 
vôlei, manobras cujo objetivo é enganar o adversário, represen-
55
tam a intromissão do humor na competição. Do martelo à bola,
 
desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase
 
está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta
 
alojada no cocuruto do animal humano.
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 27 de agosto de 2008, p.170, com adaptações)
O texto se desenvolve como:

Questão 5

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Os Jogos Olímpicos são um desafio ao bom senso.
 
 
Tome-se o arremesso do martelo. Terem inventado que tal
 
coisa é uma atividade digna de ser praticada, digna de ser
5
chamada de “esporte” e, para culminar, digna de figurar entre as
 
modalidades olímpicas mostra como são instigantes os
 
caminhos que a mente humana é capaz de percorrer. Tome-se
 
o salto com vara. Por que saltar com vara? É outra invenção
 
que só pode ser atribuída à tendência da mente humana em
10
fugir do que é natural e razoável. E a corrida com barreiras? E o
 
salto triplo? A rigor seria até dispensável o trabalho de
 
selecionar uma ou outra modalidade. O esporte como um todo,
 
e em especial a mania de superação que contamina seus
 
praticantes, já repousaria sobre a premissa absurda de contra-
15
riar o prazer do sossego e do repouso.
 
Todo o universo atlético ganha um sentido, no entanto,
 
quando nos damos conta de que ali se reencena a luta humana
 
pela sobrevivência. A corrida tem sua origem na fuga das feras
 
ou dos grupos rivais; a corrida com obstáculos, na dificuldade
20
de superar os charcos, os barrancos e os espinheiros; o salto
 
em distância, na ultrapassagem dos riachos; o salto em altura,
 
na tentativa de alcançar os frutos no alto das árvores. Até o
 
salto com vara ganha uma lógica: é o momento em que o
 
homem primitivo se torna capaz de inventar ferramentas para
25
superar os obstáculos impostos pela natureza. E o arremesso
 
do martelo, assim como o do disco e o do dardo, visita a quadra
 
em que o homem criou as armas para substituir os próprios
 
punhos na caça e no enfrentamento dos inimigos.
 
Os Jogos Olímpicos miram na Grécia e acertam na pré-
30
história. São uma releitura da Idade da Pedra. Ou melhor: uma
 
parte dos Jogos. Os esportes com bola pertencem a outro
 
capítulo da história da humanidade. Se nossos ancestrais
 
demoraram tanto para inventar a roda, demoraram ainda mais
 
para chegar à bola. A bola tem como principal característica
35
uma esplendorosa inutilidade. É um brinquedo. As modalidades
 
do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência,
 
na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o
 
planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstá-
 
culos, conquistar a fêmea. Já a bola se notabiliza pela ausência
40
de função nas lides pela sobrevivência. Por isso mesmo
 
representa a conquista de um novo patamar, de inestimável
 
valor, na escala da evolução: o patamar da diversão.
 
Consolidada e confiante em si mesma, a espécie permite-se o
 
luxo de brincar.
45
O arremesso do martelo, mesmo não sendo mais com
 
martelo, continua assustador. Haja músculo, para atirar aquela
 
bola de ferro. Haja peso, para dar os rodopios que precedem
 
seu lançamento. É uma atividade que pode causar admiração
 
pela força, nunca pela astúcia. Já os passes no futebol ou as
50
levantadas do vôlei mostram que, nos esportes com bola, a
 
força é temperada, e às vezes até substituída, pela habilidade.
 
O martelo pode até causar assombro, mas nunca provocará um
 
sorriso. Já o drible, no futebol e no basquete, ou a “largada” no
 
vôlei, manobras cujo objetivo é enganar o adversário, represen-
55
tam a intromissão do humor na competição. Do martelo à bola,
 
desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase
 
está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta
 
alojada no cocuruto do animal humano.
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 27 de agosto de 2008, p.170, com adaptações)
Como inferência, o ditado popular que pode ser aplicado ao conteúdo do 3o e do 4o parágrafos é:

Questão 6

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Os Jogos Olímpicos são um desafio ao bom senso.
 
 
Tome-se o arremesso do martelo. Terem inventado que tal
 
coisa é uma atividade digna de ser praticada, digna de ser
5
chamada de “esporte” e, para culminar, digna de figurar entre as
 
modalidades olímpicas mostra como são instigantes os
 
caminhos que a mente humana é capaz de percorrer. Tome-se
 
o salto com vara. Por que saltar com vara? É outra invenção
 
que só pode ser atribuída à tendência da mente humana em
10
fugir do que é natural e razoável. E a corrida com barreiras? E o
 
salto triplo? A rigor seria até dispensável o trabalho de
 
selecionar uma ou outra modalidade. O esporte como um todo,
 
e em especial a mania de superação que contamina seus
 
praticantes, já repousaria sobre a premissa absurda de contra-
15
riar o prazer do sossego e do repouso.
 
Todo o universo atlético ganha um sentido, no entanto,
 
quando nos damos conta de que ali se reencena a luta humana
 
pela sobrevivência. A corrida tem sua origem na fuga das feras
 
ou dos grupos rivais; a corrida com obstáculos, na dificuldade
20
de superar os charcos, os barrancos e os espinheiros; o salto
 
em distância, na ultrapassagem dos riachos; o salto em altura,
 
na tentativa de alcançar os frutos no alto das árvores. Até o
 
salto com vara ganha uma lógica: é o momento em que o
 
homem primitivo se torna capaz de inventar ferramentas para
25
superar os obstáculos impostos pela natureza. E o arremesso
 
do martelo, assim como o do disco e o do dardo, visita a quadra
 
em que o homem criou as armas para substituir os próprios
 
punhos na caça e no enfrentamento dos inimigos.
 
Os Jogos Olímpicos miram na Grécia e acertam na pré-
30
história. São uma releitura da Idade da Pedra. Ou melhor: uma
 
parte dos Jogos. Os esportes com bola pertencem a outro
 
capítulo da história da humanidade. Se nossos ancestrais
 
demoraram tanto para inventar a roda, demoraram ainda mais
 
para chegar à bola. A bola tem como principal característica
35
uma esplendorosa inutilidade. É um brinquedo. As modalidades
 
do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência,
 
na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o
 
planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstá-
 
culos, conquistar a fêmea. Já a bola se notabiliza pela ausência
40
de função nas lides pela sobrevivência. Por isso mesmo
 
representa a conquista de um novo patamar, de inestimável
 
valor, na escala da evolução: o patamar da diversão.
 
Consolidada e confiante em si mesma, a espécie permite-se o
 
luxo de brincar.
45
O arremesso do martelo, mesmo não sendo mais com
 
martelo, continua assustador. Haja músculo, para atirar aquela
 
bola de ferro. Haja peso, para dar os rodopios que precedem
 
seu lançamento. É uma atividade que pode causar admiração
 
pela força, nunca pela astúcia. Já os passes no futebol ou as
50
levantadas do vôlei mostram que, nos esportes com bola, a
 
força é temperada, e às vezes até substituída, pela habilidade.
 
O martelo pode até causar assombro, mas nunca provocará um
 
sorriso. Já o drible, no futebol e no basquete, ou a “largada” no
 
vôlei, manobras cujo objetivo é enganar o adversário, represen-
55
tam a intromissão do humor na competição. Do martelo à bola,
 
desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase
 
está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta
 
alojada no cocuruto do animal humano.
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 27 de agosto de 2008, p.170, com adaptações)
Considerando-se o contexto, o segmento cujo sentido está corretamente transcrito em outras palavras é:

Questão 7

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Os Jogos Olímpicos são um desafio ao bom senso.
 
 
Tome-se o arremesso do martelo. Terem inventado que tal
 
coisa é uma atividade digna de ser praticada, digna de ser
5
chamada de “esporte” e, para culminar, digna de figurar entre as
 
modalidades olímpicas mostra como são instigantes os
 
caminhos que a mente humana é capaz de percorrer. Tome-se
 
o salto com vara. Por que saltar com vara? É outra invenção
 
que só pode ser atribuída à tendência da mente humana em
10
fugir do que é natural e razoável. E a corrida com barreiras? E o
 
salto triplo? A rigor seria até dispensável o trabalho de
 
selecionar uma ou outra modalidade. O esporte como um todo,
 
e em especial a mania de superação que contamina seus
 
praticantes, já repousaria sobre a premissa absurda de contra-
15
riar o prazer do sossego e do repouso.
 
Todo o universo atlético ganha um sentido, no entanto,
 
quando nos damos conta de que ali se reencena a luta humana
 
pela sobrevivência. A corrida tem sua origem na fuga das feras
 
ou dos grupos rivais; a corrida com obstáculos, na dificuldade
20
de superar os charcos, os barrancos e os espinheiros; o salto
 
em distância, na ultrapassagem dos riachos; o salto em altura,
 
na tentativa de alcançar os frutos no alto das árvores. Até o
 
salto com vara ganha uma lógica: é o momento em que o
 
homem primitivo se torna capaz de inventar ferramentas para
25
superar os obstáculos impostos pela natureza. E o arremesso
 
do martelo, assim como o do disco e o do dardo, visita a quadra
 
em que o homem criou as armas para substituir os próprios
 
punhos na caça e no enfrentamento dos inimigos.
 
Os Jogos Olímpicos miram na Grécia e acertam na pré-
30
história. São uma releitura da Idade da Pedra. Ou melhor: uma
 
parte dos Jogos. Os esportes com bola pertencem a outro
 
capítulo da história da humanidade. Se nossos ancestrais
 
demoraram tanto para inventar a roda, demoraram ainda mais
 
para chegar à bola. A bola tem como principal característica
35
uma esplendorosa inutilidade. É um brinquedo. As modalidades
 
do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência,
 
na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o
 
planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstá-
 
culos, conquistar a fêmea. Já a bola se notabiliza pela ausência
40
de função nas lides pela sobrevivência. Por isso mesmo
 
representa a conquista de um novo patamar, de inestimável
 
valor, na escala da evolução: o patamar da diversão.
 
Consolidada e confiante em si mesma, a espécie permite-se o
 
luxo de brincar.
45
O arremesso do martelo, mesmo não sendo mais com
 
martelo, continua assustador. Haja músculo, para atirar aquela
 
bola de ferro. Haja peso, para dar os rodopios que precedem
 
seu lançamento. É uma atividade que pode causar admiração
 
pela força, nunca pela astúcia. Já os passes no futebol ou as
50
levantadas do vôlei mostram que, nos esportes com bola, a
 
força é temperada, e às vezes até substituída, pela habilidade.
 
O martelo pode até causar assombro, mas nunca provocará um
 
sorriso. Já o drible, no futebol e no basquete, ou a “largada” no
 
vôlei, manobras cujo objetivo é enganar o adversário, represen-
55
tam a intromissão do humor na competição. Do martelo à bola,
 
desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase
 
está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta
 
alojada no cocuruto do animal humano.
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 27 de agosto de 2008, p.170, com adaptações)
O segmento grifado está corretamente substituído pelo pronome correspondente, considerando-se também sua colocação, em:

Questão 8

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Os Jogos Olímpicos são um desafio ao bom senso.
 
 
Tome-se o arremesso do martelo. Terem inventado que tal
 
coisa é uma atividade digna de ser praticada, digna de ser
5
chamada de “esporte” e, para culminar, digna de figurar entre as
 
modalidades olímpicas mostra como são instigantes os
 
caminhos que a mente humana é capaz de percorrer. Tome-se
 
o salto com vara. Por que saltar com vara? É outra invenção
 
que só pode ser atribuída à tendência da mente humana em
10
fugir do que é natural e razoável. E a corrida com barreiras? E o
 
salto triplo? A rigor seria até dispensável o trabalho de
 
selecionar uma ou outra modalidade. O esporte como um todo,
 
e em especial a mania de superação que contamina seus
 
praticantes, já repousaria sobre a premissa absurda de contra-
15
riar o prazer do sossego e do repouso.
 
Todo o universo atlético ganha um sentido, no entanto,
 
quando nos damos conta de que ali se reencena a luta humana
 
pela sobrevivência. A corrida tem sua origem na fuga das feras
 
ou dos grupos rivais; a corrida com obstáculos, na dificuldade
20
de superar os charcos, os barrancos e os espinheiros; o salto
 
em distância, na ultrapassagem dos riachos; o salto em altura,
 
na tentativa de alcançar os frutos no alto das árvores. Até o
 
salto com vara ganha uma lógica: é o momento em que o
 
homem primitivo se torna capaz de inventar ferramentas para
25
superar os obstáculos impostos pela natureza. E o arremesso
 
do martelo, assim como o do disco e o do dardo, visita a quadra
 
em que o homem criou as armas para substituir os próprios
 
punhos na caça e no enfrentamento dos inimigos.
 
Os Jogos Olímpicos miram na Grécia e acertam na pré-
30
história. São uma releitura da Idade da Pedra. Ou melhor: uma
 
parte dos Jogos. Os esportes com bola pertencem a outro
 
capítulo da história da humanidade. Se nossos ancestrais
 
demoraram tanto para inventar a roda, demoraram ainda mais
 
para chegar à bola. A bola tem como principal característica
35
uma esplendorosa inutilidade. É um brinquedo. As modalidades
 
do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência,
 
na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o
 
planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstá-
 
culos, conquistar a fêmea. Já a bola se notabiliza pela ausência
40
de função nas lides pela sobrevivência. Por isso mesmo
 
representa a conquista de um novo patamar, de inestimável
 
valor, na escala da evolução: o patamar da diversão.
 
Consolidada e confiante em si mesma, a espécie permite-se o
 
luxo de brincar.
45
O arremesso do martelo, mesmo não sendo mais com
 
martelo, continua assustador. Haja músculo, para atirar aquela
 
bola de ferro. Haja peso, para dar os rodopios que precedem
 
seu lançamento. É uma atividade que pode causar admiração
 
pela força, nunca pela astúcia. Já os passes no futebol ou as
50
levantadas do vôlei mostram que, nos esportes com bola, a
 
força é temperada, e às vezes até substituída, pela habilidade.
 
O martelo pode até causar assombro, mas nunca provocará um
 
sorriso. Já o drible, no futebol e no basquete, ou a “largada” no
 
vôlei, manobras cujo objetivo é enganar o adversário, represen-
55
tam a intromissão do humor na competição. Do martelo à bola,
 
desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase
 
está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta
 
alojada no cocuruto do animal humano.
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 27 de agosto de 2008, p.170, com adaptações)
As modalidades do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência, na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstáculos, conquistar a fêmea. (3o parágrafo)

A afirmativa INCORRETA a respeito do segmento acima é:

Questão 9

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Os Jogos Olímpicos são um desafio ao bom senso.
 
 
Tome-se o arremesso do martelo. Terem inventado que tal
 
coisa é uma atividade digna de ser praticada, digna de ser
5
chamada de “esporte” e, para culminar, digna de figurar entre as
 
modalidades olímpicas mostra como são instigantes os
 
caminhos que a mente humana é capaz de percorrer. Tome-se
 
o salto com vara. Por que saltar com vara? É outra invenção
 
que só pode ser atribuída à tendência da mente humana em
10
fugir do que é natural e razoável. E a corrida com barreiras? E o
 
salto triplo? A rigor seria até dispensável o trabalho de
 
selecionar uma ou outra modalidade. O esporte como um todo,
 
e em especial a mania de superação que contamina seus
 
praticantes, já repousaria sobre a premissa absurda de contra-
15
riar o prazer do sossego e do repouso.
 
Todo o universo atlético ganha um sentido, no entanto,
 
quando nos damos conta de que ali se reencena a luta humana
 
pela sobrevivência. A corrida tem sua origem na fuga das feras
 
ou dos grupos rivais; a corrida com obstáculos, na dificuldade
20
de superar os charcos, os barrancos e os espinheiros; o salto
 
em distância, na ultrapassagem dos riachos; o salto em altura,
 
na tentativa de alcançar os frutos no alto das árvores. Até o
 
salto com vara ganha uma lógica: é o momento em que o
 
homem primitivo se torna capaz de inventar ferramentas para
25
superar os obstáculos impostos pela natureza. E o arremesso
 
do martelo, assim como o do disco e o do dardo, visita a quadra
 
em que o homem criou as armas para substituir os próprios
 
punhos na caça e no enfrentamento dos inimigos.
 
Os Jogos Olímpicos miram na Grécia e acertam na pré-
30
história. São uma releitura da Idade da Pedra. Ou melhor: uma
 
parte dos Jogos. Os esportes com bola pertencem a outro
 
capítulo da história da humanidade. Se nossos ancestrais
 
demoraram tanto para inventar a roda, demoraram ainda mais
 
para chegar à bola. A bola tem como principal característica
35
uma esplendorosa inutilidade. É um brinquedo. As modalidades
 
do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência,
 
na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o
 
planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstá-
 
culos, conquistar a fêmea. Já a bola se notabiliza pela ausência
40
de função nas lides pela sobrevivência. Por isso mesmo
 
representa a conquista de um novo patamar, de inestimável
 
valor, na escala da evolução: o patamar da diversão.
 
Consolidada e confiante em si mesma, a espécie permite-se o
 
luxo de brincar.
45
O arremesso do martelo, mesmo não sendo mais com
 
martelo, continua assustador. Haja músculo, para atirar aquela
 
bola de ferro. Haja peso, para dar os rodopios que precedem
 
seu lançamento. É uma atividade que pode causar admiração
 
pela força, nunca pela astúcia. Já os passes no futebol ou as
50
levantadas do vôlei mostram que, nos esportes com bola, a
 
força é temperada, e às vezes até substituída, pela habilidade.
 
O martelo pode até causar assombro, mas nunca provocará um
 
sorriso. Já o drible, no futebol e no basquete, ou a “largada” no
 
vôlei, manobras cujo objetivo é enganar o adversário, represen-
55
tam a intromissão do humor na competição. Do martelo à bola,
 
desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase
 
está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta
 
alojada no cocuruto do animal humano.
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 27 de agosto de 2008, p.170, com adaptações)
Tome-se o arremesso do martelo. (1o parágrafo)

Repete-se o emprego da forma verbal grifada acima no verbo também grifado em:

Questão 10

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Os Jogos Olímpicos são um desafio ao bom senso.
 
 
Tome-se o arremesso do martelo. Terem inventado que tal
 
coisa é uma atividade digna de ser praticada, digna de ser
5
chamada de “esporte” e, para culminar, digna de figurar entre as
 
modalidades olímpicas mostra como são instigantes os
 
caminhos que a mente humana é capaz de percorrer. Tome-se
 
o salto com vara. Por que saltar com vara? É outra invenção
 
que só pode ser atribuída à tendência da mente humana em
10
fugir do que é natural e razoável. E a corrida com barreiras? E o
 
salto triplo? A rigor seria até dispensável o trabalho de
 
selecionar uma ou outra modalidade. O esporte como um todo,
 
e em especial a mania de superação que contamina seus
 
praticantes, já repousaria sobre a premissa absurda de contra-
15
riar o prazer do sossego e do repouso.
 
Todo o universo atlético ganha um sentido, no entanto,
 
quando nos damos conta de que ali se reencena a luta humana
 
pela sobrevivência. A corrida tem sua origem na fuga das feras
 
ou dos grupos rivais; a corrida com obstáculos, na dificuldade
20
de superar os charcos, os barrancos e os espinheiros; o salto
 
em distância, na ultrapassagem dos riachos; o salto em altura,
 
na tentativa de alcançar os frutos no alto das árvores. Até o
 
salto com vara ganha uma lógica: é o momento em que o
 
homem primitivo se torna capaz de inventar ferramentas para
25
superar os obstáculos impostos pela natureza. E o arremesso
 
do martelo, assim como o do disco e o do dardo, visita a quadra
 
em que o homem criou as armas para substituir os próprios
 
punhos na caça e no enfrentamento dos inimigos.
 
Os Jogos Olímpicos miram na Grécia e acertam na pré-
30
história. São uma releitura da Idade da Pedra. Ou melhor: uma
 
parte dos Jogos. Os esportes com bola pertencem a outro
 
capítulo da história da humanidade. Se nossos ancestrais
 
demoraram tanto para inventar a roda, demoraram ainda mais
 
para chegar à bola. A bola tem como principal característica
35
uma esplendorosa inutilidade. É um brinquedo. As modalidades
 
do atletismo lembram as sofridas necessidades da subsistência,
 
na era em que a espécie procurava se consolidar sobre o
 
planeta – fugir, comer, enfrentar o inimigo, contornar os obstá-
 
culos, conquistar a fêmea. Já a bola se notabiliza pela ausência
40
de função nas lides pela sobrevivência. Por isso mesmo
 
representa a conquista de um novo patamar, de inestimável
 
valor, na escala da evolução: o patamar da diversão.
 
Consolidada e confiante em si mesma, a espécie permite-se o
 
luxo de brincar.
45
O arremesso do martelo, mesmo não sendo mais com
 
martelo, continua assustador. Haja músculo, para atirar aquela
 
bola de ferro. Haja peso, para dar os rodopios que precedem
 
seu lançamento. É uma atividade que pode causar admiração
 
pela força, nunca pela astúcia. Já os passes no futebol ou as
50
levantadas do vôlei mostram que, nos esportes com bola, a
 
força é temperada, e às vezes até substituída, pela habilidade.
 
O martelo pode até causar assombro, mas nunca provocará um
 
sorriso. Já o drible, no futebol e no basquete, ou a “largada” no
 
vôlei, manobras cujo objetivo é enganar o adversário, represen-
55
tam a intromissão do humor na competição. Do martelo à bola,
 
desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase
 
está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta
 
alojada no cocuruto do animal humano.
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 27 de agosto de 2008, p.170, com adaptações)
desenha-se um percurso em cujo ponto de chegada a ênfase está menos nos músculos do que no uso da massa cinzenta alojada no cocuruto do animal humano. (final do texto)

O sentido da afirmativa acima está reproduzido com correção, clareza e lógica, sem alteração do sentido original, em:

Questão 11

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Não há dúvida de que leitores, ouvintes e espectadores
 
seguem suas preferências ao fazer uso dos meios de comu-
 
nicação: querem se divertir ou se distrair, querem se informar ou
 
tomar parte em debates públicos. Mas, no momento em que se
5
interessam por um programa político ou cultural, quando
 
recebem a “bênção matinal realista” da leitura de jornais, todos
 
se expõem – com alguma medida de autopaternalismo – a um
 
processo de aprendizado de resultados imprevisíveis.
 
O resultado de um estudo sobre fluxos de comunicação
10
pode ter interesse nesse contexto. Ao menos no âmbito da
 
comunicação política – ou seja, para o leitor como cidadão – a
 
imprensa de qualidade desempenha um papel de “liderança”: o
 
noticiário político do rádio e da televisão depende em larga
 
escala dos temas e das contribuições provenientes do
15
jornalismo “argumentativo”.
 
Vivemos em sociedades pluralistas. O processo de
 
decisão democrático só pode ultrapassar as cisões profundas
 
entre visões de mundo opostas se houver algum vínculo
 
legitimador aos olhos de todos os cidadãos. O processo de
20
decisão deve conjugar inclusão (isto é, a participação universal
 
em pé de igualdade) e condução discursiva do conflito de
 
opiniões.
 
Esse papel se evidencia intuitivamente tão logo se tenha
 
em mente a diferença entre o conflito público de opiniões
25
concorrentes e a divulgação de pesquisas de opinião. Opiniões
 
que se formam por meio de discussão e polêmica são, a
 
despeito de toda dissonância, filtradas por informações e
 
argumentos, enquanto as pesquisas de opinião apenas invocam
 
opiniões latentes em estado bruto ou inerte.
(Trecho adaptado do artigo de Jürgen Habermas. Folha de S. Paulo, Mais!, p. 4, 27 de maio de 2007)
No texto o autor:

Questão 12

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Não há dúvida de que leitores, ouvintes e espectadores
 
seguem suas preferências ao fazer uso dos meios de comu-
 
nicação: querem se divertir ou se distrair, querem se informar ou
 
tomar parte em debates públicos. Mas, no momento em que se
5
interessam por um programa político ou cultural, quando
 
recebem a “bênção matinal realista” da leitura de jornais, todos
 
se expõem – com alguma medida de autopaternalismo – a um
 
processo de aprendizado de resultados imprevisíveis.
 
O resultado de um estudo sobre fluxos de comunicação
10
pode ter interesse nesse contexto. Ao menos no âmbito da
 
comunicação política – ou seja, para o leitor como cidadão – a
 
imprensa de qualidade desempenha um papel de “liderança”: o
 
noticiário político do rádio e da televisão depende em larga
 
escala dos temas e das contribuições provenientes do
15
jornalismo “argumentativo”.
 
Vivemos em sociedades pluralistas. O processo de
 
decisão democrático só pode ultrapassar as cisões profundas
 
entre visões de mundo opostas se houver algum vínculo
 
legitimador aos olhos de todos os cidadãos. O processo de
20
decisão deve conjugar inclusão (isto é, a participação universal
 
em pé de igualdade) e condução discursiva do conflito de
 
opiniões.
 
Esse papel se evidencia intuitivamente tão logo se tenha
 
em mente a diferença entre o conflito público de opiniões
25
concorrentes e a divulgação de pesquisas de opinião. Opiniões
 
que se formam por meio de discussão e polêmica são, a
 
despeito de toda dissonância, filtradas por informações e
 
argumentos, enquanto as pesquisas de opinião apenas invocam
 
opiniões latentes em estado bruto ou inerte.
(Trecho adaptado do artigo de Jürgen Habermas. Folha de S. Paulo, Mais!, p. 4, 27 de maio de 2007)
Infere-se corretamente do texto que o vínculo legitimador proposto pelo autor está:

Questão 13

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Não há dúvida de que leitores, ouvintes e espectadores
 
seguem suas preferências ao fazer uso dos meios de comu-
 
nicação: querem se divertir ou se distrair, querem se informar ou
 
tomar parte em debates públicos. Mas, no momento em que se
5
interessam por um programa político ou cultural, quando
 
recebem a “bênção matinal realista” da leitura de jornais, todos
 
se expõem – com alguma medida de autopaternalismo – a um
 
processo de aprendizado de resultados imprevisíveis.
 
O resultado de um estudo sobre fluxos de comunicação
10
pode ter interesse nesse contexto. Ao menos no âmbito da
 
comunicação política – ou seja, para o leitor como cidadão – a
 
imprensa de qualidade desempenha um papel de “liderança”: o
 
noticiário político do rádio e da televisão depende em larga
 
escala dos temas e das contribuições provenientes do
15
jornalismo “argumentativo”.
 
Vivemos em sociedades pluralistas. O processo de
 
decisão democrático só pode ultrapassar as cisões profundas
 
entre visões de mundo opostas se houver algum vínculo
 
legitimador aos olhos de todos os cidadãos. O processo de
20
decisão deve conjugar inclusão (isto é, a participação universal
 
em pé de igualdade) e condução discursiva do conflito de
 
opiniões.
 
Esse papel se evidencia intuitivamente tão logo se tenha
 
em mente a diferença entre o conflito público de opiniões
25
concorrentes e a divulgação de pesquisas de opinião. Opiniões
 
que se formam por meio de discussão e polêmica são, a
 
despeito de toda dissonância, filtradas por informações e
 
argumentos, enquanto as pesquisas de opinião apenas invocam
 
opiniões latentes em estado bruto ou inerte.
(Trecho adaptado do artigo de Jürgen Habermas. Folha de S. Paulo, Mais!, p. 4, 27 de maio de 2007)
A expressão condução discursiva do conflito de opiniões (3o parágrafo) tem seu sentido explicitado no contexto por:

Questão 14

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Não há dúvida de que leitores, ouvintes e espectadores
 
seguem suas preferências ao fazer uso dos meios de comu-
 
nicação: querem se divertir ou se distrair, querem se informar ou
 
tomar parte em debates públicos. Mas, no momento em que se
5
interessam por um programa político ou cultural, quando
 
recebem a “bênção matinal realista” da leitura de jornais, todos
 
se expõem – com alguma medida de autopaternalismo – a um
 
processo de aprendizado de resultados imprevisíveis.
 
O resultado de um estudo sobre fluxos de comunicação
10
pode ter interesse nesse contexto. Ao menos no âmbito da
 
comunicação política – ou seja, para o leitor como cidadão – a
 
imprensa de qualidade desempenha um papel de “liderança”: o
 
noticiário político do rádio e da televisão depende em larga
 
escala dos temas e das contribuições provenientes do
15
jornalismo “argumentativo”.
 
Vivemos em sociedades pluralistas. O processo de
 
decisão democrático só pode ultrapassar as cisões profundas
 
entre visões de mundo opostas se houver algum vínculo
 
legitimador aos olhos de todos os cidadãos. O processo de
20
decisão deve conjugar inclusão (isto é, a participação universal
 
em pé de igualdade) e condução discursiva do conflito de
 
opiniões.
 
Esse papel se evidencia intuitivamente tão logo se tenha
 
em mente a diferença entre o conflito público de opiniões
25
concorrentes e a divulgação de pesquisas de opinião. Opiniões
 
que se formam por meio de discussão e polêmica são, a
 
despeito de toda dissonância, filtradas por informações e
 
argumentos, enquanto as pesquisas de opinião apenas invocam
 
opiniões latentes em estado bruto ou inerte.
(Trecho adaptado do artigo de Jürgen Habermas. Folha de S. Paulo, Mais!, p. 4, 27 de maio de 2007)
De acordo com o texto, é correto afirmar:

Questão 15

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa

» Esta questão foi anulada pela banca.
1
Não há dúvida de que leitores, ouvintes e espectadores
 
seguem suas preferências ao fazer uso dos meios de comu-
 
nicação: querem se divertir ou se distrair, querem se informar ou
 
tomar parte em debates públicos. Mas, no momento em que se
5
interessam por um programa político ou cultural, quando
 
recebem a “bênção matinal realista” da leitura de jornais, todos
 
se expõem – com alguma medida de autopaternalismo – a um
 
processo de aprendizado de resultados imprevisíveis.
 
O resultado de um estudo sobre fluxos de comunicação
10
pode ter interesse nesse contexto. Ao menos no âmbito da
 
comunicação política – ou seja, para o leitor como cidadão – a
 
imprensa de qualidade desempenha um papel de “liderança”: o
 
noticiário político do rádio e da televisão depende em larga
 
escala dos temas e das contribuições provenientes do
15
jornalismo “argumentativo”.
 
Vivemos em sociedades pluralistas. O processo de
 
decisão democrático só pode ultrapassar as cisões profundas
 
entre visões de mundo opostas se houver algum vínculo
 
legitimador aos olhos de todos os cidadãos. O processo de
20
decisão deve conjugar inclusão (isto é, a participação universal
 
em pé de igualdade) e condução discursiva do conflito de
 
opiniões.
 
Esse papel se evidencia intuitivamente tão logo se tenha
 
em mente a diferença entre o conflito público de opiniões
25
concorrentes e a divulgação de pesquisas de opinião. Opiniões
 
que se formam por meio de discussão e polêmica são, a
 
despeito de toda dissonância, filtradas por informações e
 
argumentos, enquanto as pesquisas de opinião apenas invocam
 
opiniões latentes em estado bruto ou inerte.
(Trecho adaptado do artigo de Jürgen Habermas. Folha de S. Paulo, Mais!, p. 4, 27 de maio de 2007)
Considerando-se os sinais de pontuação que se encontram no 1o parágrafo do texto, a afirmativa INCORRETA é:

Questão 16

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Não há dúvida de que leitores, ouvintes e espectadores
 
seguem suas preferências ao fazer uso dos meios de comu-
 
nicação: querem se divertir ou se distrair, querem se informar ou
 
tomar parte em debates públicos. Mas, no momento em que se
5
interessam por um programa político ou cultural, quando
 
recebem a “bênção matinal realista” da leitura de jornais, todos
 
se expõem – com alguma medida de autopaternalismo – a um
 
processo de aprendizado de resultados imprevisíveis.
 
O resultado de um estudo sobre fluxos de comunicação
10
pode ter interesse nesse contexto. Ao menos no âmbito da
 
comunicação política – ou seja, para o leitor como cidadão – a
 
imprensa de qualidade desempenha um papel de “liderança”: o
 
noticiário político do rádio e da televisão depende em larga
 
escala dos temas e das contribuições provenientes do
15
jornalismo “argumentativo”.
 
Vivemos em sociedades pluralistas. O processo de
 
decisão democrático só pode ultrapassar as cisões profundas
 
entre visões de mundo opostas se houver algum vínculo
 
legitimador aos olhos de todos os cidadãos. O processo de
20
decisão deve conjugar inclusão (isto é, a participação universal
 
em pé de igualdade) e condução discursiva do conflito de
 
opiniões.
 
Esse papel se evidencia intuitivamente tão logo se tenha
 
em mente a diferença entre o conflito público de opiniões
25
concorrentes e a divulgação de pesquisas de opinião. Opiniões
 
que se formam por meio de discussão e polêmica são, a
 
despeito de toda dissonância, filtradas por informações e
 
argumentos, enquanto as pesquisas de opinião apenas invocam
 
opiniões latentes em estado bruto ou inerte.
(Trecho adaptado do artigo de Jürgen Habermas. Folha de S. Paulo, Mais!, p. 4, 27 de maio de 2007)
quando recebem a “benção matinal realista” da leitura de jornais... (1o parágrafo)

A mesma estrutura sintática da oração acima, quanto à regência verbal, está em:

Questão 17

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Não há dúvida de que leitores, ouvintes e espectadores
 
seguem suas preferências ao fazer uso dos meios de comu-
 
nicação: querem se divertir ou se distrair, querem se informar ou
 
tomar parte em debates públicos. Mas, no momento em que se
5
interessam por um programa político ou cultural, quando
 
recebem a “bênção matinal realista” da leitura de jornais, todos
 
se expõem – com alguma medida de autopaternalismo – a um
 
processo de aprendizado de resultados imprevisíveis.
 
O resultado de um estudo sobre fluxos de comunicação
10
pode ter interesse nesse contexto. Ao menos no âmbito da
 
comunicação política – ou seja, para o leitor como cidadão – a
 
imprensa de qualidade desempenha um papel de “liderança”: o
 
noticiário político do rádio e da televisão depende em larga
 
escala dos temas e das contribuições provenientes do
15
jornalismo “argumentativo”.
 
Vivemos em sociedades pluralistas. O processo de
 
decisão democrático só pode ultrapassar as cisões profundas
 
entre visões de mundo opostas se houver algum vínculo
 
legitimador aos olhos de todos os cidadãos. O processo de
20
decisão deve conjugar inclusão (isto é, a participação universal
 
em pé de igualdade) e condução discursiva do conflito de
 
opiniões.
 
Esse papel se evidencia intuitivamente tão logo se tenha
 
em mente a diferença entre o conflito público de opiniões
25
concorrentes e a divulgação de pesquisas de opinião. Opiniões
 
que se formam por meio de discussão e polêmica são, a
 
despeito de toda dissonância, filtradas por informações e
 
argumentos, enquanto as pesquisas de opinião apenas invocam
 
opiniões latentes em estado bruto ou inerte.
(Trecho adaptado do artigo de Jürgen Habermas. Folha de S. Paulo, Mais!, p. 4, 27 de maio de 2007)
Não há dúvida de que leitores, ouvintes e espectadores seguem suas preferências ao fazer uso dos meios de comunicação: querem se divertir ou se distrair, querem se informar ou tomar parte em debates públicos. (início do texto).

Considerando o trecho acima, é INCORRETO afirmar:

Questão 18

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
1
Não há dúvida de que leitores, ouvintes e espectadores
 
seguem suas preferências ao fazer uso dos meios de comu-
 
nicação: querem se divertir ou se distrair, querem se informar ou
 
tomar parte em debates públicos. Mas, no momento em que se
5
interessam por um programa político ou cultural, quando
 
recebem a “bênção matinal realista” da leitura de jornais, todos
 
se expõem – com alguma medida de autopaternalismo – a um
 
processo de aprendizado de resultados imprevisíveis.
 
O resultado de um estudo sobre fluxos de comunicação
10
pode ter interesse nesse contexto. Ao menos no âmbito da
 
comunicação política – ou seja, para o leitor como cidadão – a
 
imprensa de qualidade desempenha um papel de “liderança”: o
 
noticiário político do rádio e da televisão depende em larga
 
escala dos temas e das contribuições provenientes do
15
jornalismo “argumentativo”.
 
Vivemos em sociedades pluralistas. O processo de
 
decisão democrático só pode ultrapassar as cisões profundas
 
entre visões de mundo opostas se houver algum vínculo
 
legitimador aos olhos de todos os cidadãos. O processo de
20
decisão deve conjugar inclusão (isto é, a participação universal
 
em pé de igualdade) e condução discursiva do conflito de
 
opiniões.
 
Esse papel se evidencia intuitivamente tão logo se tenha
 
em mente a diferença entre o conflito público de opiniões
25
concorrentes e a divulgação de pesquisas de opinião. Opiniões
 
que se formam por meio de discussão e polêmica são, a
 
despeito de toda dissonância, filtradas por informações e
 
argumentos, enquanto as pesquisas de opinião apenas invocam
 
opiniões latentes em estado bruto ou inerte.
(Trecho adaptado do artigo de Jürgen Habermas. Folha de S. Paulo, Mais!, p. 4, 27 de maio de 2007)
O verbo registrado entre parênteses cuja flexão deverá ser feita no plural está na frase:

Questão 19

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1
Não há dúvida de que leitores, ouvintes e espectadores
 
seguem suas preferências ao fazer uso dos meios de comu-
 
nicação: querem se divertir ou se distrair, querem se informar ou
 
tomar parte em debates públicos. Mas, no momento em que se
5
interessam por um programa político ou cultural, quando
 
recebem a “bênção matinal realista” da leitura de jornais, todos
 
se expõem – com alguma medida de autopaternalismo – a um
 
processo de aprendizado de resultados imprevisíveis.
 
O resultado de um estudo sobre fluxos de comunicação
10
pode ter interesse nesse contexto. Ao menos no âmbito da
 
comunicação política – ou seja, para o leitor como cidadão – a
 
imprensa de qualidade desempenha um papel de “liderança”: o
 
noticiário político do rádio e da televisão depende em larga
 
escala dos temas e das contribuições provenientes do
15
jornalismo “argumentativo”.
 
Vivemos em sociedades pluralistas. O processo de
 
decisão democrático só pode ultrapassar as cisões profundas
 
entre visões de mundo opostas se houver algum vínculo
 
legitimador aos olhos de todos os cidadãos. O processo de
20
decisão deve conjugar inclusão (isto é, a participação universal
 
em pé de igualdade) e condução discursiva do conflito de
 
opiniões.
 
Esse papel se evidencia intuitivamente tão logo se tenha
 
em mente a diferença entre o conflito público de opiniões
25
concorrentes e a divulgação de pesquisas de opinião. Opiniões
 
que se formam por meio de discussão e polêmica são, a
 
despeito de toda dissonância, filtradas por informações e
 
argumentos, enquanto as pesquisas de opinião apenas invocam
 
opiniões latentes em estado bruto ou inerte.
(Trecho adaptado do artigo de Jürgen Habermas. Folha de S. Paulo, Mais!, p. 4, 27 de maio de 2007)
O emprego ou não do sinal indicativo de crase está inteiramente correto na frase:

Questão 20

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Um grupo de jornalistas tem um encontro para a escolha de alguns assuntos a serem publicados no jornal em que trabalham.

Foi redigido um documento oficial, necessário a esse tipo de encontro, que deverá obedecer a certo padrão, EXCETO:

Questão 21

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Os dois primeiros pares de palavras abaixo foram escritos segundo determinado critério. Esse mesmo critério deve ser usado para descobrir qual a palavra que comporia corretamente o terceiro par.

ESTAGNAR – ANTA

PARAPEITO – TIRA

RENOVADO –?

Assim sendo, a palavra que deverá substituir o ponto de interrogação é

Questão 22

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Considere a seguinte seqüência de cálculos:



A soma dos algarismos do número que se obtém calculando 111 111 1112 é

Questão 23

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Dadas as proposições simples p e q, tais que p é verdadeira e q é falsa, considere as seguintes proposições compostas:

(1) p ∧ q ; (2) ~p → q ; (3) ~(p ∨ ~q) ; (4) ~(p ↔ q)

Quantas dessas proposições compostas são verdadeiras?

Questão 24

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Um feirante comprou maçãs de dois fornecedores: um deles as vendeu na base de 5 maçãs por R$ 2,00 e o outro na base de 4 por R$ 3,00. Se ele comprou a mesma quantidade de maçãs de cada um desses fornecedores, então, para não ter lucro e nem prejuízo, pode revender todas as maçãs que comprou na base de

Questão 25

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Certo dia, Zeus e Frida foram incumbidos de arquivar alguns processos e, para tal, resolveram dividir o total entre si na razão inversa de suas respectivas idades: 24 e 32 anos. Se Zeus gastou 2 horas para cumprir totalmente a sua parte na tarefa, então, considerando que Frida foi 25% mais eficiente do que ele no cumprimento da sua, o tempo que ela levou para arquivar todos os processos que lhe couberam foi

Questão 26

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
NÃO é um formato adotado em sistemas de arquivos usados em computadores o:

Questão 27

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Um conjunto de regras semânticas e sintáticas, que descreve como transmitir dados, especialmente por uma rede. Em alto nível, por exemplo, lida com a formatação dos dados, incluindo a sintaxe das mensagens, o diálogo do terminal com o computador, conjuntos de caracteres e a seqüência das mensagens. Tal definição do conjunto de regras pertence

Questão 28

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Uma seleção múltipla de textos é o resultado que pode ser obtido quando o modo de seleção do editor BrOffice.org Writer estiver ativado no modo

Questão 29

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
O campo SOMA da barra de status da planilha BrOffice.org Calc, por padrão,

Questão 30

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
O Mozilla Thunderbird 2 indica quando uma mensagem pode ser uma possível tentativa de golpe, que tenta enganar o usuário para induzi-lo a fornecer dados pessoais, por meio do recurso de segurança denominado proteção

Questão 31

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
No que se refere aos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, é INCORRETO afirmar:

Questão 32

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
É correto afirmar que a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, que

Questão 33

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Compete privativamente à Câmara dos Deputados

Questão 34

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência da República o Presidente

Questão 35

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Quanto ao Congresso Nacional, considere:

I. O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal, será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados.

II. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário.

III. Cada Estado e o Distrito Federal elegerão quatro

Senadores, com mandato de oito anos.

IV. Cada Senador será eleito com três suplentes. É correto o que consta APENAS em

Questão 36

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe processar e julgar, originariamente,

Questão 37

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele NÃO participa o

Questão 38

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Sobre o conceito de ato administrativo, é correto afirmar:

Questão 39

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Sendo um dos requisitos do ato administrativo, a competência é

Questão 40

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
No que concerne aos atributos do ato administrativo, é INCORRETO afirmar que a

Questão 41

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
A revogação do ato administrativo praticado pelo Poder Executivo insere-se na competência

Questão 42

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Sobre o vencimento e a remuneração do servidor público da União, é correto afirmar:

Questão 43

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As férias do servidor público da União NÃO podem ser interrompidas

Questão 44

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Servidor público da União teve um interesse prejudicado pelo superior hierárquico e, para fazer prova, necessita de uma certidão do órgão onde trabalha. Ao fazer o requerimento pela via administrativa, ele exerce o direito

Questão 45

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
O servidor público da União NÃO é proibido de

Questão 46

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
A respeito das responsabilidades do servidor público civil da União, em conformidade com a Lei no 8.112/90, é correto afirmar:

Questão 47

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Maria e Marta cursaram a faculdade pública de direito X e Amanda e Flávia foram colegas de classe na faculdade particular de direito Y. Já advogadas, Maria, Marta e Amanda foram contratadas simultaneamente para trabalharem no escritório de advocacia W. Após dois anos e três meses da contratação, Marta pediu demissão de seu emprego, tendo o escritório empregador contratado Flávia para sucedê-la. O salário de Maria é o dobro do salário de Amanda e Flávia, bem como todas exercem as mesmas funções, com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica para o escritório de advocacia W, que não possui quadro de carreira. Neste caso,

Questão 48

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
No que concerne à jornada suplementar de trabalho, considere:

I. A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias exime o empregador de pagar as horas trabalhadas.

II. A remuneração do serviço suplementar é composta do valor da hora normal, integrado por parcelas de natureza salarial e acrescido do adicional previsto em lei, contrato, acordo, convenção coletiva ou sentença normativa.

III. O empregado, sujeito a controle de horário, remunerado à base de comissões, tem direito ao adicional de, no mínimo, 30% pelo trabalho em horas extras, calculado sobre o valor-hora das comissões recebidas no mês.

IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada, sendo que, para as horas destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário.

Está correto o que consta APENAS em

Questão 49

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Com relação aos intervalos, é correto afirmar:

Questão 50

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
João, Joana, Juca e Jean são empregados da empresa Primavera. João recebeu ajuda de custo. Joana recebeu abono de férias de 15 dias. Juca recebe diária de viagem que excedem 50% de seu salário e Jean recebe gratificação ajustada com seu empregador. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, integram o salário as verbas recebidas apenas por

Questão 51

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Considere:

I. Ana Clara labora no período noturno na empresa privada S, sendo que sua empregadora, não considerando a hora noturna reduzida, paga o adicional noturno com acréscimo de 50% sobre a hora diurna.

II. Douglas é empregado rural e labora na agricultura das 21:00 de um dia às 5:00 horas do outro, recebendo o adicional noturno em razão desse labor.

III. Daniela laborava no período noturno de trabalho na empresa privada Z, tendo sido transferida para o período diurno de trabalho, o que implicou perda do direito ao adicional noturno.

IV. Joana, empregada urbana, labora em horário misto, abrangendo período diurno e noturno, recebendo o adicional noturno por todo o período laborado.

Está correto o que consta APENAS em

Questão 52

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
No que tange à prescrição, analise:

I. A ação trabalhista, ainda que arquivada, interrompe a prescrição somente em relação aos pedidos idênticos.

II. Tratando-se de pedido de diferença de gratificação semestral que teve seu valor congelado, a prescrição aplicável é a parcial.

III. Nas prestações de pagamento sucessivo, a prescrição será parcial e contada do vencimento de cada uma delas.

IV. É vintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não-recolhimento da contribuição para o FGTS, observado o prazo de dois anos após o término do contrato de trabalho.

Está correto o que consta APENAS em

Questão 53

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Considere:

I. Marta trabalha na empresa privada JUSTA e possui uma filha com 13 anos de idade completos.

II. Silvia é empregada doméstica e possui um filho com 7 anos de idade completos.

III. Mateus é trabalhador avulso e possui dois filhos, um com 8 anos e outro com 12 anos de idade.

IV. Mônica é trabalhadora avulsa e possui um filho inválido com 25 anos de idade.

Em regra, terão direito ao salário-família APENAS os trabalhadores indicados em

Questão 54

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
As competências em razão da pessoa, da função e da matéria são de natureza

Questão 55

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Paulo é advogado, tem 29 anos de idade e 5 anos de efetiva atividade profissional; Pedro é bacharel em Direito, mas não exerce a profissão, tem 40 anos de idade e é professor há 7 anos; João é membro do Ministério Público do Trabalho, tem 31 anos de idade e 11 anos de efetivo exercício; José é advogado, tem 30 anos de idade e 10 anos de atividade profissional; Luiz é advogado, tem 66 anos de idade e 40 anos de efetiva atividade profissional. Preenchidos os demais requisitos legais, podem ser nomeados juízes do Tribunal Regional do Trabalho

Questão 56

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa

» Esta questão foi anulada pela banca.
A respeito dos recursos em matéria trabalhista, é INCORRETO afirmar:

Questão 57

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Considere:

I. Termo de compromisso de ajustamento de conduta com conteúdo obrigacional firmado perante o Ministério Público do Trabalho.

II. Acordo celebrado entre empregador e empregado não homologado e sem testemunhas instrumentárias.

III. Cheque sem suficiente provisão de fundos emitido pelo empregador para pagamento de salário.

IV. Termo de conciliação com conteúdo obrigacional celebrado perante a Comissão de Conciliação Prévia competente.

São títulos exeqüíveis na Justiça do Trabalho os indicados

APENAS em

Questão 58

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Quanto às partes e aos procuradores, é correto afirmar:

Questão 59

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa
Numa reclamação trabalhista, o crédito do reclamado é superior ao do reclamante. Nesse caso,

Questão 60

TRT 2ª 2008 - FCC - Técnico Judiciário - Administrativa

» Esta questão foi anulada pela banca.
Os embargos à execução NÃO poderão versar, dentre outras hipóteses, sobre



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