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Analista Técnico de Controle Externo - Ministério Público
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TCE/AM 2008 TCE/AM 2012 TCE/AM 2015

TCE/AM 2013

Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental

Questão 1

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
1
Não faz muito tempo, passaram o filme Tempos
 
modernos aqui, outra vez, e a gurizada foi ver e gostou. Achou
 
engraçado engraçado, não apenas engraçado curioso. Você e
 
eu não temos mais condições de julgar um filme de Charles
5
Chaplin. A obra de Chaplin faz parte do nosso patrimônio
 
cultural e mental. A gente a reverencia mesmo sem ver. Gosta
 
por obrigação. Mas as crianças não tinham nenhum compromis-
 
so com Chaplin, mal sabiam de quem se tratava, e gostaram
 
porque gostaram. Uma vez, tínhamos visto juntos uma coleção
10
de curtas-metragens antigos − inclusive do Chaplin −, e a
 
reação geral fora de profunda chateação. Minha também, só
 
que eu não podia confessar. E saí da experiência com sombrias
 
premonições. Acabara-se a inocência do mundo.
 
As pessoas se preocupam com o efeito da violência na
15
sensibilidade das crianças, mas minha preocupação é um pou-
 
co diferente. Tenho medo de que esta seja uma geração à pro-
 
va de deslumbramento. Uma geração dessensibilizada não pela
 
desumanidade que a técnica moderna transmite, mas pela pró-
 
pria técnica moderna. Certamente, não eram menos violentas
20
do que os seriados de TV de hoje as comédias pastelão de
 
50 anos atrás, quando pastelão era apenas uma das coisas que
 
as pessoas levavam na cara. Mas a novidade do cinema − a pri-
 
meira arte elétrica, o primeiro divertimento industrial − prevenia
 
contra a banalização da violência. Todos os saltos dados pela
25
técnica do entretenimento e da informação desde então nos en-
 
contraram dispostos ao deslumbramento. Me lembro que quan-
 
do a televisão mostrou as primeiras tomadas da Lua, direta-
 
mente da nave que a circundava, ficamos, os adultos, de boca
 
aberta, emocionados, na frente da TV até que uma das minhas
30
filhas entrou na sala e perguntou quando aquilo ia acabar, que
 
ela queria ver um desenho animado.
 
Sinto muito que meus filhos não terão mais nada com
 
que se emocionar no desenvolvimento da técnica de divertir,
 
mas talvez seja melhor assim. A técnica não quer dizer nada
35
para quem nasceu na era da televisão. A técnica já chegou a
 
Marte e não tinha nada lá, grande coisa. Mas a simples astúcia
 
do corpo de um comediante como Chaplin, a sabedoria de um
 
gesto feito há 50 anos ainda é compreendida e ainda faz rir. Tal-
 
vez o fim do deslumbramento com a técnica seja o começo da
40
verdadeira inocência, depurada e receptiva, e muito mais bem
 
informada do que a nossa.
(Luis Fernando Verissimo, Banquete com os deuses)
O autor do texto acredita que os avanços tecnológicos, quando incorporados pela indústria do entretenimento que é o cinema,

Questão 2

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
1
Não faz muito tempo, passaram o filme Tempos
 
modernos aqui, outra vez, e a gurizada foi ver e gostou. Achou
 
engraçado engraçado, não apenas engraçado curioso. Você e
 
eu não temos mais condições de julgar um filme de Charles
5
Chaplin. A obra de Chaplin faz parte do nosso patrimônio
 
cultural e mental. A gente a reverencia mesmo sem ver. Gosta
 
por obrigação. Mas as crianças não tinham nenhum compromis-
 
so com Chaplin, mal sabiam de quem se tratava, e gostaram
 
porque gostaram. Uma vez, tínhamos visto juntos uma coleção
10
de curtas-metragens antigos − inclusive do Chaplin −, e a
 
reação geral fora de profunda chateação. Minha também, só
 
que eu não podia confessar. E saí da experiência com sombrias
 
premonições. Acabara-se a inocência do mundo.
 
As pessoas se preocupam com o efeito da violência na
15
sensibilidade das crianças, mas minha preocupação é um pou-
 
co diferente. Tenho medo de que esta seja uma geração à pro-
 
va de deslumbramento. Uma geração dessensibilizada não pela
 
desumanidade que a técnica moderna transmite, mas pela pró-
 
pria técnica moderna. Certamente, não eram menos violentas
20
do que os seriados de TV de hoje as comédias pastelão de
 
50 anos atrás, quando pastelão era apenas uma das coisas que
 
as pessoas levavam na cara. Mas a novidade do cinema − a pri-
 
meira arte elétrica, o primeiro divertimento industrial − prevenia
 
contra a banalização da violência. Todos os saltos dados pela
25
técnica do entretenimento e da informação desde então nos en-
 
contraram dispostos ao deslumbramento. Me lembro que quan-
 
do a televisão mostrou as primeiras tomadas da Lua, direta-
 
mente da nave que a circundava, ficamos, os adultos, de boca
 
aberta, emocionados, na frente da TV até que uma das minhas
30
filhas entrou na sala e perguntou quando aquilo ia acabar, que
 
ela queria ver um desenho animado.
 
Sinto muito que meus filhos não terão mais nada com
 
que se emocionar no desenvolvimento da técnica de divertir,
 
mas talvez seja melhor assim. A técnica não quer dizer nada
35
para quem nasceu na era da televisão. A técnica já chegou a
 
Marte e não tinha nada lá, grande coisa. Mas a simples astúcia
 
do corpo de um comediante como Chaplin, a sabedoria de um
 
gesto feito há 50 anos ainda é compreendida e ainda faz rir. Tal-
 
vez o fim do deslumbramento com a técnica seja o começo da
40
verdadeira inocência, depurada e receptiva, e muito mais bem
 
informada do que a nossa.
(Luis Fernando Verissimo, Banquete com os deuses)
Atente para as seguintes afirmações:

I. No primeiro parágrafo, as duas reações referidas a filmes de Charles Chaplin demonstram a tese central do autor, segundo a qual as crianças de todas as épocas são igualmente sensíveis ao mesmo gênero de humor.

II. No segundo parágrafo, o autor confessa seu temor de que, com o tempo, as crianças se dessensibilizem de vez, dado que a violência a que estão expostas hoje, diante de uma TV, é muito maior do que a dos filmes antigos.

III. No terceiro parágrafo, o autor reconhece que a nova geração já não sente nenhum fascínio pelas novidades da tecnologia, ao passo que continua sensível às comédias que encantaram os antigos espectadores de cinema.

Em relação ao texto está correto o que se afirma em

Questão 3

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
1
Não faz muito tempo, passaram o filme Tempos
 
modernos aqui, outra vez, e a gurizada foi ver e gostou. Achou
 
engraçado engraçado, não apenas engraçado curioso. Você e
 
eu não temos mais condições de julgar um filme de Charles
5
Chaplin. A obra de Chaplin faz parte do nosso patrimônio
 
cultural e mental. A gente a reverencia mesmo sem ver. Gosta
 
por obrigação. Mas as crianças não tinham nenhum compromis-
 
so com Chaplin, mal sabiam de quem se tratava, e gostaram
 
porque gostaram. Uma vez, tínhamos visto juntos uma coleção
10
de curtas-metragens antigos − inclusive do Chaplin −, e a
 
reação geral fora de profunda chateação. Minha também, só
 
que eu não podia confessar. E saí da experiência com sombrias
 
premonições. Acabara-se a inocência do mundo.
 
As pessoas se preocupam com o efeito da violência na
15
sensibilidade das crianças, mas minha preocupação é um pou-
 
co diferente. Tenho medo de que esta seja uma geração à pro-
 
va de deslumbramento. Uma geração dessensibilizada não pela
 
desumanidade que a técnica moderna transmite, mas pela pró-
 
pria técnica moderna. Certamente, não eram menos violentas
20
do que os seriados de TV de hoje as comédias pastelão de
 
50 anos atrás, quando pastelão era apenas uma das coisas que
 
as pessoas levavam na cara. Mas a novidade do cinema − a pri-
 
meira arte elétrica, o primeiro divertimento industrial − prevenia
 
contra a banalização da violência. Todos os saltos dados pela
25
técnica do entretenimento e da informação desde então nos en-
 
contraram dispostos ao deslumbramento. Me lembro que quan-
 
do a televisão mostrou as primeiras tomadas da Lua, direta-
 
mente da nave que a circundava, ficamos, os adultos, de boca
 
aberta, emocionados, na frente da TV até que uma das minhas
30
filhas entrou na sala e perguntou quando aquilo ia acabar, que
 
ela queria ver um desenho animado.
 
Sinto muito que meus filhos não terão mais nada com
 
que se emocionar no desenvolvimento da técnica de divertir,
 
mas talvez seja melhor assim. A técnica não quer dizer nada
35
para quem nasceu na era da televisão. A técnica já chegou a
 
Marte e não tinha nada lá, grande coisa. Mas a simples astúcia
 
do corpo de um comediante como Chaplin, a sabedoria de um
 
gesto feito há 50 anos ainda é compreendida e ainda faz rir. Tal-
 
vez o fim do deslumbramento com a técnica seja o começo da
40
verdadeira inocência, depurada e receptiva, e muito mais bem
 
informada do que a nossa.
(Luis Fernando Verissimo, Banquete com os deuses)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

Questão 4

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
1
Não faz muito tempo, passaram o filme Tempos
 
modernos aqui, outra vez, e a gurizada foi ver e gostou. Achou
 
engraçado engraçado, não apenas engraçado curioso. Você e
 
eu não temos mais condições de julgar um filme de Charles
5
Chaplin. A obra de Chaplin faz parte do nosso patrimônio
 
cultural e mental. A gente a reverencia mesmo sem ver. Gosta
 
por obrigação. Mas as crianças não tinham nenhum compromis-
 
so com Chaplin, mal sabiam de quem se tratava, e gostaram
 
porque gostaram. Uma vez, tínhamos visto juntos uma coleção
10
de curtas-metragens antigos − inclusive do Chaplin −, e a
 
reação geral fora de profunda chateação. Minha também, só
 
que eu não podia confessar. E saí da experiência com sombrias
 
premonições. Acabara-se a inocência do mundo.
 
As pessoas se preocupam com o efeito da violência na
15
sensibilidade das crianças, mas minha preocupação é um pou-
 
co diferente. Tenho medo de que esta seja uma geração à pro-
 
va de deslumbramento. Uma geração dessensibilizada não pela
 
desumanidade que a técnica moderna transmite, mas pela pró-
 
pria técnica moderna. Certamente, não eram menos violentas
20
do que os seriados de TV de hoje as comédias pastelão de
 
50 anos atrás, quando pastelão era apenas uma das coisas que
 
as pessoas levavam na cara. Mas a novidade do cinema − a pri-
 
meira arte elétrica, o primeiro divertimento industrial − prevenia
 
contra a banalização da violência. Todos os saltos dados pela
25
técnica do entretenimento e da informação desde então nos en-
 
contraram dispostos ao deslumbramento. Me lembro que quan-
 
do a televisão mostrou as primeiras tomadas da Lua, direta-
 
mente da nave que a circundava, ficamos, os adultos, de boca
 
aberta, emocionados, na frente da TV até que uma das minhas
30
filhas entrou na sala e perguntou quando aquilo ia acabar, que
 
ela queria ver um desenho animado.
 
Sinto muito que meus filhos não terão mais nada com
 
que se emocionar no desenvolvimento da técnica de divertir,
 
mas talvez seja melhor assim. A técnica não quer dizer nada
35
para quem nasceu na era da televisão. A técnica já chegou a
 
Marte e não tinha nada lá, grande coisa. Mas a simples astúcia
 
do corpo de um comediante como Chaplin, a sabedoria de um
 
gesto feito há 50 anos ainda é compreendida e ainda faz rir. Tal-
 
vez o fim do deslumbramento com a técnica seja o começo da
40
verdadeira inocência, depurada e receptiva, e muito mais bem
 
informada do que a nossa.
(Luis Fernando Verissimo, Banquete com os deuses)
No contexto, a frase Achou engraçado engraçado, não apenas engraçado curioso (1º parágrafo) pode ser adequadamente traduzida nesta outra redação:

Questão 5

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
1
Não faz muito tempo, passaram o filme Tempos
 
modernos aqui, outra vez, e a gurizada foi ver e gostou. Achou
 
engraçado engraçado, não apenas engraçado curioso. Você e
 
eu não temos mais condições de julgar um filme de Charles
5
Chaplin. A obra de Chaplin faz parte do nosso patrimônio
 
cultural e mental. A gente a reverencia mesmo sem ver. Gosta
 
por obrigação. Mas as crianças não tinham nenhum compromis-
 
so com Chaplin, mal sabiam de quem se tratava, e gostaram
 
porque gostaram. Uma vez, tínhamos visto juntos uma coleção
10
de curtas-metragens antigos − inclusive do Chaplin −, e a
 
reação geral fora de profunda chateação. Minha também, só
 
que eu não podia confessar. E saí da experiência com sombrias
 
premonições. Acabara-se a inocência do mundo.
 
As pessoas se preocupam com o efeito da violência na
15
sensibilidade das crianças, mas minha preocupação é um pou-
 
co diferente. Tenho medo de que esta seja uma geração à pro-
 
va de deslumbramento. Uma geração dessensibilizada não pela
 
desumanidade que a técnica moderna transmite, mas pela pró-
 
pria técnica moderna. Certamente, não eram menos violentas
20
do que os seriados de TV de hoje as comédias pastelão de
 
50 anos atrás, quando pastelão era apenas uma das coisas que
 
as pessoas levavam na cara. Mas a novidade do cinema − a pri-
 
meira arte elétrica, o primeiro divertimento industrial − prevenia
 
contra a banalização da violência. Todos os saltos dados pela
25
técnica do entretenimento e da informação desde então nos en-
 
contraram dispostos ao deslumbramento. Me lembro que quan-
 
do a televisão mostrou as primeiras tomadas da Lua, direta-
 
mente da nave que a circundava, ficamos, os adultos, de boca
 
aberta, emocionados, na frente da TV até que uma das minhas
30
filhas entrou na sala e perguntou quando aquilo ia acabar, que
 
ela queria ver um desenho animado.
 
Sinto muito que meus filhos não terão mais nada com
 
que se emocionar no desenvolvimento da técnica de divertir,
 
mas talvez seja melhor assim. A técnica não quer dizer nada
35
para quem nasceu na era da televisão. A técnica já chegou a
 
Marte e não tinha nada lá, grande coisa. Mas a simples astúcia
 
do corpo de um comediante como Chaplin, a sabedoria de um
 
gesto feito há 50 anos ainda é compreendida e ainda faz rir. Tal-
 
vez o fim do deslumbramento com a técnica seja o começo da
40
verdadeira inocência, depurada e receptiva, e muito mais bem
 
informada do que a nossa.
(Luis Fernando Verissimo, Banquete com os deuses)
É preciso CORRIGIR, por defeito de estruturação, a redação da seguinte frase:

Questão 6

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
1
Não faz muito tempo, passaram o filme Tempos
 
modernos aqui, outra vez, e a gurizada foi ver e gostou. Achou
 
engraçado engraçado, não apenas engraçado curioso. Você e
 
eu não temos mais condições de julgar um filme de Charles
5
Chaplin. A obra de Chaplin faz parte do nosso patrimônio
 
cultural e mental. A gente a reverencia mesmo sem ver. Gosta
 
por obrigação. Mas as crianças não tinham nenhum compromis-
 
so com Chaplin, mal sabiam de quem se tratava, e gostaram
 
porque gostaram. Uma vez, tínhamos visto juntos uma coleção
10
de curtas-metragens antigos − inclusive do Chaplin −, e a
 
reação geral fora de profunda chateação. Minha também, só
 
que eu não podia confessar. E saí da experiência com sombrias
 
premonições. Acabara-se a inocência do mundo.
 
As pessoas se preocupam com o efeito da violência na
15
sensibilidade das crianças, mas minha preocupação é um pou-
 
co diferente. Tenho medo de que esta seja uma geração à pro-
 
va de deslumbramento. Uma geração dessensibilizada não pela
 
desumanidade que a técnica moderna transmite, mas pela pró-
 
pria técnica moderna. Certamente, não eram menos violentas
20
do que os seriados de TV de hoje as comédias pastelão de
 
50 anos atrás, quando pastelão era apenas uma das coisas que
 
as pessoas levavam na cara. Mas a novidade do cinema − a pri-
 
meira arte elétrica, o primeiro divertimento industrial − prevenia
 
contra a banalização da violência. Todos os saltos dados pela
25
técnica do entretenimento e da informação desde então nos en-
 
contraram dispostos ao deslumbramento. Me lembro que quan-
 
do a televisão mostrou as primeiras tomadas da Lua, direta-
 
mente da nave que a circundava, ficamos, os adultos, de boca
 
aberta, emocionados, na frente da TV até que uma das minhas
30
filhas entrou na sala e perguntou quando aquilo ia acabar, que
 
ela queria ver um desenho animado.
 
Sinto muito que meus filhos não terão mais nada com
 
que se emocionar no desenvolvimento da técnica de divertir,
 
mas talvez seja melhor assim. A técnica não quer dizer nada
35
para quem nasceu na era da televisão. A técnica já chegou a
 
Marte e não tinha nada lá, grande coisa. Mas a simples astúcia
 
do corpo de um comediante como Chaplin, a sabedoria de um
 
gesto feito há 50 anos ainda é compreendida e ainda faz rir. Tal-
 
vez o fim do deslumbramento com a técnica seja o começo da
40
verdadeira inocência, depurada e receptiva, e muito mais bem
 
informada do que a nossa.
(Luis Fernando Verissimo, Banquete com os deuses)
As normas de concordância verbal encontram-se plenamente atendidas na frase:

Questão 7

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
1
Não faz muito tempo, passaram o filme Tempos
 
modernos aqui, outra vez, e a gurizada foi ver e gostou. Achou
 
engraçado engraçado, não apenas engraçado curioso. Você e
 
eu não temos mais condições de julgar um filme de Charles
5
Chaplin. A obra de Chaplin faz parte do nosso patrimônio
 
cultural e mental. A gente a reverencia mesmo sem ver. Gosta
 
por obrigação. Mas as crianças não tinham nenhum compromis-
 
so com Chaplin, mal sabiam de quem se tratava, e gostaram
 
porque gostaram. Uma vez, tínhamos visto juntos uma coleção
10
de curtas-metragens antigos − inclusive do Chaplin −, e a
 
reação geral fora de profunda chateação. Minha também, só
 
que eu não podia confessar. E saí da experiência com sombrias
 
premonições. Acabara-se a inocência do mundo.
 
As pessoas se preocupam com o efeito da violência na
15
sensibilidade das crianças, mas minha preocupação é um pou-
 
co diferente. Tenho medo de que esta seja uma geração à pro-
 
va de deslumbramento. Uma geração dessensibilizada não pela
 
desumanidade que a técnica moderna transmite, mas pela pró-
 
pria técnica moderna. Certamente, não eram menos violentas
20
do que os seriados de TV de hoje as comédias pastelão de
 
50 anos atrás, quando pastelão era apenas uma das coisas que
 
as pessoas levavam na cara. Mas a novidade do cinema − a pri-
 
meira arte elétrica, o primeiro divertimento industrial − prevenia
 
contra a banalização da violência. Todos os saltos dados pela
25
técnica do entretenimento e da informação desde então nos en-
 
contraram dispostos ao deslumbramento. Me lembro que quan-
 
do a televisão mostrou as primeiras tomadas da Lua, direta-
 
mente da nave que a circundava, ficamos, os adultos, de boca
 
aberta, emocionados, na frente da TV até que uma das minhas
30
filhas entrou na sala e perguntou quando aquilo ia acabar, que
 
ela queria ver um desenho animado.
 
Sinto muito que meus filhos não terão mais nada com
 
que se emocionar no desenvolvimento da técnica de divertir,
 
mas talvez seja melhor assim. A técnica não quer dizer nada
35
para quem nasceu na era da televisão. A técnica já chegou a
 
Marte e não tinha nada lá, grande coisa. Mas a simples astúcia
 
do corpo de um comediante como Chaplin, a sabedoria de um
 
gesto feito há 50 anos ainda é compreendida e ainda faz rir. Tal-
 
vez o fim do deslumbramento com a técnica seja o começo da
40
verdadeira inocência, depurada e receptiva, e muito mais bem
 
informada do que a nossa.
(Luis Fernando Verissimo, Banquete com os deuses)
Transpondo-se para a voz passiva as construções A gente a reverencia e Tínhamos visto juntos uma coleção de curtas-metragens antigos, as formas verbais resultantes serão, respectivamente,

Questão 8

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
1
Não faz muito tempo, passaram o filme Tempos
 
modernos aqui, outra vez, e a gurizada foi ver e gostou. Achou
 
engraçado engraçado, não apenas engraçado curioso. Você e
 
eu não temos mais condições de julgar um filme de Charles
5
Chaplin. A obra de Chaplin faz parte do nosso patrimônio
 
cultural e mental. A gente a reverencia mesmo sem ver. Gosta
 
por obrigação. Mas as crianças não tinham nenhum compromis-
 
so com Chaplin, mal sabiam de quem se tratava, e gostaram
 
porque gostaram. Uma vez, tínhamos visto juntos uma coleção
10
de curtas-metragens antigos − inclusive do Chaplin −, e a
 
reação geral fora de profunda chateação. Minha também, só
 
que eu não podia confessar. E saí da experiência com sombrias
 
premonições. Acabara-se a inocência do mundo.
 
As pessoas se preocupam com o efeito da violência na
15
sensibilidade das crianças, mas minha preocupação é um pou-
 
co diferente. Tenho medo de que esta seja uma geração à pro-
 
va de deslumbramento. Uma geração dessensibilizada não pela
 
desumanidade que a técnica moderna transmite, mas pela pró-
 
pria técnica moderna. Certamente, não eram menos violentas
20
do que os seriados de TV de hoje as comédias pastelão de
 
50 anos atrás, quando pastelão era apenas uma das coisas que
 
as pessoas levavam na cara. Mas a novidade do cinema − a pri-
 
meira arte elétrica, o primeiro divertimento industrial − prevenia
 
contra a banalização da violência. Todos os saltos dados pela
25
técnica do entretenimento e da informação desde então nos en-
 
contraram dispostos ao deslumbramento. Me lembro que quan-
 
do a televisão mostrou as primeiras tomadas da Lua, direta-
 
mente da nave que a circundava, ficamos, os adultos, de boca
 
aberta, emocionados, na frente da TV até que uma das minhas
30
filhas entrou na sala e perguntou quando aquilo ia acabar, que
 
ela queria ver um desenho animado.
 
Sinto muito que meus filhos não terão mais nada com
 
que se emocionar no desenvolvimento da técnica de divertir,
 
mas talvez seja melhor assim. A técnica não quer dizer nada
35
para quem nasceu na era da televisão. A técnica já chegou a
 
Marte e não tinha nada lá, grande coisa. Mas a simples astúcia
 
do corpo de um comediante como Chaplin, a sabedoria de um
 
gesto feito há 50 anos ainda é compreendida e ainda faz rir. Tal-
 
vez o fim do deslumbramento com a técnica seja o começo da
40
verdadeira inocência, depurada e receptiva, e muito mais bem
 
informada do que a nossa.
(Luis Fernando Verissimo, Banquete com os deuses)
Está plenamente adequada a pontuação do seguinte período:

Questão 9

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
1
Vamos ao dicionário Houaiss e lá encontraremos, entre
 
outras, a seguinte acepção do verbete instituição: “organismo
 
público ou privado, estabelecido por meio de leis ou estatutos,
 
que visa atender a uma necessidade de dada sociedade ou da
5
comunidade mundial”. Qual seria essa necessidade de que trata
 
o verbete? A de organização das relações humanas, sem a qual
 
não se estabelece a vida social civilizada. Necessárias, por-
 
tanto, são as instituições, para que os homens tracem os deve-
 
res, os direitos e o alcance das atividades de cada um dos agru-
10
pamentos constituídos. Sempre alicerçadas numa base jurídica,
 
as instituições buscam ainda resguardar os valores éticos, que
 
se presumem inerentes ao seu funcionamento.
 
Instituições há de toda sorte e tamanho, do pequeno grê-
 
mio estudantil ao grande partido político, do modesto sindicato à
15
confederação nacional de trabalhadores, de uma associação fi-
 
lantrópica à ONU. A todas elas deve-se o reconhecimento da le-
 
gitimidade, como de todas se espera a lisura e a eficiência, sem
 
o que elas não teriam razão de ser. Nascidas como instrumen-
 
tos da ordem civilizada, elas são indispensáveis: nunca houve
20
momento da História em que o homem tenha abdicado delas.
 
Mas os homens não são anjos. Sempre houve, e prova-
 
velmente sempre haverá, aqueles que se aproveitam da solidez
 
e da justificativa social de uma instituição, valendo-se da legiti-
 
midade que é dela para fraudá-la em benefício próprio. Quantos
25
partidos, órgãos administrativos, corporações e entidades não
 
sofrem a ação deletéria de quem perverte o caráter positivo das
 
instituições para fazer delas instrumentos de ambição pessoal?
 
Quantos não se escudam na legitimidade delas para ocultar
 
atos escusos, praticados em benefício próprio?
30
Para buscar sanar esses vícios existem instituições es-
 
pecíficas, cuja função é justamente fiscalizar o funcionamento
 
das demais. Não é preciso lembrar que são essas instituições
 
fiscalizadoras as que mais severamente devem olhar para si
 
mesmas, a fim de honrar ao máximo a legitimidade da missão
35
que lhes cabe: assegurar que esteja plenamente resguardado o
 
sentido público das atividades de outros órgãos. A missão não é
 
pequena, nem fácil, devendo ser exercida por quem, admi-
 
nistrando-a, honre o sentido deste outro verbete (de onde pro-
 
veio administrar), numa acepção bem específica: ministério, que
40
tem como um dos sinônimos o vocábulo sacerdócio.
(Servílio Moreira, inédito)
A justificativa essencial da existência mesma das instituições humanas está apontada neste segmento do texto:

Questão 10

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
1
Vamos ao dicionário Houaiss e lá encontraremos, entre
 
outras, a seguinte acepção do verbete instituição: “organismo
 
público ou privado, estabelecido por meio de leis ou estatutos,
 
que visa atender a uma necessidade de dada sociedade ou da
5
comunidade mundial”. Qual seria essa necessidade de que trata
 
o verbete? A de organização das relações humanas, sem a qual
 
não se estabelece a vida social civilizada. Necessárias, por-
 
tanto, são as instituições, para que os homens tracem os deve-
 
res, os direitos e o alcance das atividades de cada um dos agru-
10
pamentos constituídos. Sempre alicerçadas numa base jurídica,
 
as instituições buscam ainda resguardar os valores éticos, que
 
se presumem inerentes ao seu funcionamento.
 
Instituições há de toda sorte e tamanho, do pequeno grê-
 
mio estudantil ao grande partido político, do modesto sindicato à
15
confederação nacional de trabalhadores, de uma associação fi-
 
lantrópica à ONU. A todas elas deve-se o reconhecimento da le-
 
gitimidade, como de todas se espera a lisura e a eficiência, sem
 
o que elas não teriam razão de ser. Nascidas como instrumen-
 
tos da ordem civilizada, elas são indispensáveis: nunca houve
20
momento da História em que o homem tenha abdicado delas.
 
Mas os homens não são anjos. Sempre houve, e prova-
 
velmente sempre haverá, aqueles que se aproveitam da solidez
 
e da justificativa social de uma instituição, valendo-se da legiti-
 
midade que é dela para fraudá-la em benefício próprio. Quantos
25
partidos, órgãos administrativos, corporações e entidades não
 
sofrem a ação deletéria de quem perverte o caráter positivo das
 
instituições para fazer delas instrumentos de ambição pessoal?
 
Quantos não se escudam na legitimidade delas para ocultar
 
atos escusos, praticados em benefício próprio?
30
Para buscar sanar esses vícios existem instituições es-
 
pecíficas, cuja função é justamente fiscalizar o funcionamento
 
das demais. Não é preciso lembrar que são essas instituições
 
fiscalizadoras as que mais severamente devem olhar para si
 
mesmas, a fim de honrar ao máximo a legitimidade da missão
35
que lhes cabe: assegurar que esteja plenamente resguardado o
 
sentido público das atividades de outros órgãos. A missão não é
 
pequena, nem fácil, devendo ser exercida por quem, admi-
 
nistrando-a, honre o sentido deste outro verbete (de onde pro-
 
veio administrar), numa acepção bem específica: ministério, que
40
tem como um dos sinônimos o vocábulo sacerdócio.
(Servílio Moreira, inédito)
Atente para as seguintes afirmações:

I. Nas duas vezes em que se vale do dicionário, o autor do texto demonstra preocupação com o sentido inadequado atribuído aos verbetes consultados, razão pela qual ele os corrige, acrescendo-lhes acepções que lhe parecem mais justas.

II. O autor afirma, realisticamente, que os homens não são anjos, abrindo assim a constatação de que o caráter sólido e respeitável de muitas instituições acaba servindo para encobrir ações e iniciativas individuais inteiramente condenáveis.

III. Ao lembrar que sacerdócio é uma das acepções do verbete ministério, o autor sugere que ao bom administrador não pode faltar o sentido de desprendimento, de devotamento, quando do exercício de suas funções.

Em relação ao texto está correto o que se afirma em

Questão 11

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1
Vamos ao dicionário Houaiss e lá encontraremos, entre
 
outras, a seguinte acepção do verbete instituição: “organismo
 
público ou privado, estabelecido por meio de leis ou estatutos,
 
que visa atender a uma necessidade de dada sociedade ou da
5
comunidade mundial”. Qual seria essa necessidade de que trata
 
o verbete? A de organização das relações humanas, sem a qual
 
não se estabelece a vida social civilizada. Necessárias, por-
 
tanto, são as instituições, para que os homens tracem os deve-
 
res, os direitos e o alcance das atividades de cada um dos agru-
10
pamentos constituídos. Sempre alicerçadas numa base jurídica,
 
as instituições buscam ainda resguardar os valores éticos, que
 
se presumem inerentes ao seu funcionamento.
 
Instituições há de toda sorte e tamanho, do pequeno grê-
 
mio estudantil ao grande partido político, do modesto sindicato à
15
confederação nacional de trabalhadores, de uma associação fi-
 
lantrópica à ONU. A todas elas deve-se o reconhecimento da le-
 
gitimidade, como de todas se espera a lisura e a eficiência, sem
 
o que elas não teriam razão de ser. Nascidas como instrumen-
 
tos da ordem civilizada, elas são indispensáveis: nunca houve
20
momento da História em que o homem tenha abdicado delas.
 
Mas os homens não são anjos. Sempre houve, e prova-
 
velmente sempre haverá, aqueles que se aproveitam da solidez
 
e da justificativa social de uma instituição, valendo-se da legiti-
 
midade que é dela para fraudá-la em benefício próprio. Quantos
25
partidos, órgãos administrativos, corporações e entidades não
 
sofrem a ação deletéria de quem perverte o caráter positivo das
 
instituições para fazer delas instrumentos de ambição pessoal?
 
Quantos não se escudam na legitimidade delas para ocultar
 
atos escusos, praticados em benefício próprio?
30
Para buscar sanar esses vícios existem instituições es-
 
pecíficas, cuja função é justamente fiscalizar o funcionamento
 
das demais. Não é preciso lembrar que são essas instituições
 
fiscalizadoras as que mais severamente devem olhar para si
 
mesmas, a fim de honrar ao máximo a legitimidade da missão
35
que lhes cabe: assegurar que esteja plenamente resguardado o
 
sentido público das atividades de outros órgãos. A missão não é
 
pequena, nem fácil, devendo ser exercida por quem, admi-
 
nistrando-a, honre o sentido deste outro verbete (de onde pro-
 
veio administrar), numa acepção bem específica: ministério, que
40
tem como um dos sinônimos o vocábulo sacerdócio.
(Servílio Moreira, inédito)
Considerando-se o contexto, estabelecem entre si uma relação de causa e efeito, nesta ordem, os seguintes segmentos:

Questão 12

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
1
Vamos ao dicionário Houaiss e lá encontraremos, entre
 
outras, a seguinte acepção do verbete instituição: “organismo
 
público ou privado, estabelecido por meio de leis ou estatutos,
 
que visa atender a uma necessidade de dada sociedade ou da
5
comunidade mundial”. Qual seria essa necessidade de que trata
 
o verbete? A de organização das relações humanas, sem a qual
 
não se estabelece a vida social civilizada. Necessárias, por-
 
tanto, são as instituições, para que os homens tracem os deve-
 
res, os direitos e o alcance das atividades de cada um dos agru-
10
pamentos constituídos. Sempre alicerçadas numa base jurídica,
 
as instituições buscam ainda resguardar os valores éticos, que
 
se presumem inerentes ao seu funcionamento.
 
Instituições há de toda sorte e tamanho, do pequeno grê-
 
mio estudantil ao grande partido político, do modesto sindicato à
15
confederação nacional de trabalhadores, de uma associação fi-
 
lantrópica à ONU. A todas elas deve-se o reconhecimento da le-
 
gitimidade, como de todas se espera a lisura e a eficiência, sem
 
o que elas não teriam razão de ser. Nascidas como instrumen-
 
tos da ordem civilizada, elas são indispensáveis: nunca houve
20
momento da História em que o homem tenha abdicado delas.
 
Mas os homens não são anjos. Sempre houve, e prova-
 
velmente sempre haverá, aqueles que se aproveitam da solidez
 
e da justificativa social de uma instituição, valendo-se da legiti-
 
midade que é dela para fraudá-la em benefício próprio. Quantos
25
partidos, órgãos administrativos, corporações e entidades não
 
sofrem a ação deletéria de quem perverte o caráter positivo das
 
instituições para fazer delas instrumentos de ambição pessoal?
 
Quantos não se escudam na legitimidade delas para ocultar
 
atos escusos, praticados em benefício próprio?
30
Para buscar sanar esses vícios existem instituições es-
 
pecíficas, cuja função é justamente fiscalizar o funcionamento
 
das demais. Não é preciso lembrar que são essas instituições
 
fiscalizadoras as que mais severamente devem olhar para si
 
mesmas, a fim de honrar ao máximo a legitimidade da missão
35
que lhes cabe: assegurar que esteja plenamente resguardado o
 
sentido público das atividades de outros órgãos. A missão não é
 
pequena, nem fácil, devendo ser exercida por quem, admi-
 
nistrando-a, honre o sentido deste outro verbete (de onde pro-
 
veio administrar), numa acepção bem específica: ministério, que
40
tem como um dos sinônimos o vocábulo sacerdócio.
(Servílio Moreira, inédito)
Na frase Qual seria essa necessidade de que trata o verbete?, o elemento sublinhado deverá ser substituído por ...... caso seja utilizada a forma verbal ...... no lugar de trata.

Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, respectivamente:

Questão 13

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
1
Vamos ao dicionário Houaiss e lá encontraremos, entre
 
outras, a seguinte acepção do verbete instituição: “organismo
 
público ou privado, estabelecido por meio de leis ou estatutos,
 
que visa atender a uma necessidade de dada sociedade ou da
5
comunidade mundial”. Qual seria essa necessidade de que trata
 
o verbete? A de organização das relações humanas, sem a qual
 
não se estabelece a vida social civilizada. Necessárias, por-
 
tanto, são as instituições, para que os homens tracem os deve-
 
res, os direitos e o alcance das atividades de cada um dos agru-
10
pamentos constituídos. Sempre alicerçadas numa base jurídica,
 
as instituições buscam ainda resguardar os valores éticos, que
 
se presumem inerentes ao seu funcionamento.
 
Instituições há de toda sorte e tamanho, do pequeno grê-
 
mio estudantil ao grande partido político, do modesto sindicato à
15
confederação nacional de trabalhadores, de uma associação fi-
 
lantrópica à ONU. A todas elas deve-se o reconhecimento da le-
 
gitimidade, como de todas se espera a lisura e a eficiência, sem
 
o que elas não teriam razão de ser. Nascidas como instrumen-
 
tos da ordem civilizada, elas são indispensáveis: nunca houve
20
momento da História em que o homem tenha abdicado delas.
 
Mas os homens não são anjos. Sempre houve, e prova-
 
velmente sempre haverá, aqueles que se aproveitam da solidez
 
e da justificativa social de uma instituição, valendo-se da legiti-
 
midade que é dela para fraudá-la em benefício próprio. Quantos
25
partidos, órgãos administrativos, corporações e entidades não
 
sofrem a ação deletéria de quem perverte o caráter positivo das
 
instituições para fazer delas instrumentos de ambição pessoal?
 
Quantos não se escudam na legitimidade delas para ocultar
 
atos escusos, praticados em benefício próprio?
30
Para buscar sanar esses vícios existem instituições es-
 
pecíficas, cuja função é justamente fiscalizar o funcionamento
 
das demais. Não é preciso lembrar que são essas instituições
 
fiscalizadoras as que mais severamente devem olhar para si
 
mesmas, a fim de honrar ao máximo a legitimidade da missão
35
que lhes cabe: assegurar que esteja plenamente resguardado o
 
sentido público das atividades de outros órgãos. A missão não é
 
pequena, nem fácil, devendo ser exercida por quem, admi-
 
nistrando-a, honre o sentido deste outro verbete (de onde pro-
 
veio administrar), numa acepção bem específica: ministério, que
40
tem como um dos sinônimos o vocábulo sacerdócio.
(Servílio Moreira, inédito)
Está plenamente adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais da frase:

Questão 14

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Vamos ao dicionário Houaiss e lá encontraremos, entre
 
outras, a seguinte acepção do verbete instituição: “organismo
 
público ou privado, estabelecido por meio de leis ou estatutos,
 
que visa atender a uma necessidade de dada sociedade ou da
5
comunidade mundial”. Qual seria essa necessidade de que trata
 
o verbete? A de organização das relações humanas, sem a qual
 
não se estabelece a vida social civilizada. Necessárias, por-
 
tanto, são as instituições, para que os homens tracem os deve-
 
res, os direitos e o alcance das atividades de cada um dos agru-
10
pamentos constituídos. Sempre alicerçadas numa base jurídica,
 
as instituições buscam ainda resguardar os valores éticos, que
 
se presumem inerentes ao seu funcionamento.
 
Instituições há de toda sorte e tamanho, do pequeno grê-
 
mio estudantil ao grande partido político, do modesto sindicato à
15
confederação nacional de trabalhadores, de uma associação fi-
 
lantrópica à ONU. A todas elas deve-se o reconhecimento da le-
 
gitimidade, como de todas se espera a lisura e a eficiência, sem
 
o que elas não teriam razão de ser. Nascidas como instrumen-
 
tos da ordem civilizada, elas são indispensáveis: nunca houve
20
momento da História em que o homem tenha abdicado delas.
 
Mas os homens não são anjos. Sempre houve, e prova-
 
velmente sempre haverá, aqueles que se aproveitam da solidez
 
e da justificativa social de uma instituição, valendo-se da legiti-
 
midade que é dela para fraudá-la em benefício próprio. Quantos
25
partidos, órgãos administrativos, corporações e entidades não
 
sofrem a ação deletéria de quem perverte o caráter positivo das
 
instituições para fazer delas instrumentos de ambição pessoal?
 
Quantos não se escudam na legitimidade delas para ocultar
 
atos escusos, praticados em benefício próprio?
30
Para buscar sanar esses vícios existem instituições es-
 
pecíficas, cuja função é justamente fiscalizar o funcionamento
 
das demais. Não é preciso lembrar que são essas instituições
 
fiscalizadoras as que mais severamente devem olhar para si
 
mesmas, a fim de honrar ao máximo a legitimidade da missão
35
que lhes cabe: assegurar que esteja plenamente resguardado o
 
sentido público das atividades de outros órgãos. A missão não é
 
pequena, nem fácil, devendo ser exercida por quem, admi-
 
nistrando-a, honre o sentido deste outro verbete (de onde pro-
 
veio administrar), numa acepção bem específica: ministério, que
40
tem como um dos sinônimos o vocábulo sacerdócio.
(Servílio Moreira, inédito)
Está plenamente clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

Questão 15

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Vamos ao dicionário Houaiss e lá encontraremos, entre
 
outras, a seguinte acepção do verbete instituição: “organismo
 
público ou privado, estabelecido por meio de leis ou estatutos,
 
que visa atender a uma necessidade de dada sociedade ou da
5
comunidade mundial”. Qual seria essa necessidade de que trata
 
o verbete? A de organização das relações humanas, sem a qual
 
não se estabelece a vida social civilizada. Necessárias, por-
 
tanto, são as instituições, para que os homens tracem os deve-
 
res, os direitos e o alcance das atividades de cada um dos agru-
10
pamentos constituídos. Sempre alicerçadas numa base jurídica,
 
as instituições buscam ainda resguardar os valores éticos, que
 
se presumem inerentes ao seu funcionamento.
 
Instituições há de toda sorte e tamanho, do pequeno grê-
 
mio estudantil ao grande partido político, do modesto sindicato à
15
confederação nacional de trabalhadores, de uma associação fi-
 
lantrópica à ONU. A todas elas deve-se o reconhecimento da le-
 
gitimidade, como de todas se espera a lisura e a eficiência, sem
 
o que elas não teriam razão de ser. Nascidas como instrumen-
 
tos da ordem civilizada, elas são indispensáveis: nunca houve
20
momento da História em que o homem tenha abdicado delas.
 
Mas os homens não são anjos. Sempre houve, e prova-
 
velmente sempre haverá, aqueles que se aproveitam da solidez
 
e da justificativa social de uma instituição, valendo-se da legiti-
 
midade que é dela para fraudá-la em benefício próprio. Quantos
25
partidos, órgãos administrativos, corporações e entidades não
 
sofrem a ação deletéria de quem perverte o caráter positivo das
 
instituições para fazer delas instrumentos de ambição pessoal?
 
Quantos não se escudam na legitimidade delas para ocultar
 
atos escusos, praticados em benefício próprio?
30
Para buscar sanar esses vícios existem instituições es-
 
pecíficas, cuja função é justamente fiscalizar o funcionamento
 
das demais. Não é preciso lembrar que são essas instituições
 
fiscalizadoras as que mais severamente devem olhar para si
 
mesmas, a fim de honrar ao máximo a legitimidade da missão
35
que lhes cabe: assegurar que esteja plenamente resguardado o
 
sentido público das atividades de outros órgãos. A missão não é
 
pequena, nem fácil, devendo ser exercida por quem, admi-
 
nistrando-a, honre o sentido deste outro verbete (de onde pro-
 
veio administrar), numa acepção bem específica: ministério, que
40
tem como um dos sinônimos o vocábulo sacerdócio.
(Servílio Moreira, inédito)
Quanto à flexão verbal, há uma irregularidade na frase:

Questão 16

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Diante de indícios da realização de despesas não autorizadas no orçamento da União, ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados, uma comissão mista permanente poderá solicitar à autoridade governamental responsável que preste os esclarecimentos necessários. Essa comissão é constituída por

Questão 17

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
O Tribunal de Contas

Questão 18

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Compete ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, nos termos da sua Lei Orgânica,

Questão 19

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Nos termos da Constituição do Estado do Amazonas, a Assembleia Legislativa, diante de indícios de despesas não autorizadas poderá solicitar à autoridade responsável que preste os esclarecimentos necessários. Caso as informações requeridas não sejam prestadas ou se consideradas insuficientes, a Assembleia Legislativa solicitará ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas pronunciamento conclusivo sobre a matéria. No caso dos indícios de irregularidades serem atribuídos ao próprio Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, o pronunciamento conclusivo caberá

Questão 20

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas deve prestar contas anualmente de sua execução orçamentária, financeira e patrimonial

Questão 21

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
A obrigatoriedade da alocação no orçamento público de recursos para o custeio específico de despesas do ensino é exceção legal ao princípio da

Questão 22

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
O orçamentista de uma Prefeitura foi questionado por fazer constar no orçamento a previsão de despesas de seguridade social de uma Fundação instituída e mantida pelo poder público municipal. Em resposta, explicou que apenas cumpriu uma obrigação legal e atendeu ao princípio

Questão 23

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
No orçamento de uma Prefeitura foi prevista a aquisição de uma casa já utilizada pelo município por meio de locação e onde funciona um posto de saúde. Quando essa compra for realizada, com a utilização de dinheiro dos cofres municipais, a despesa será classificada como

Questão 24

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Um fornecedor entregou uma mesa de escritório adquirida pela Prefeitura, com a respectiva nota fiscal. A fase da despesa caracterizada por esse ato, nos termos previstos na Lei nº 4.320/64, é denominada

Questão 25

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Uma Prefeitura previu no orçamento dotação de R$ 1.000,00 para a aquisição de uma geladeira. Durante a execução orçamentária foi efetuado o empenhamento de R$ 900,00 para essa compra. Todavia, o comprador municipal, no ato da compra, optou por um modelo mais caro, com dispositivo de fabricação de gelo acoplado à porta.
Assim, a Prefeitura efetuou o pagamento de R$ 950,00.
Essa operação configurou falha na fase da despesa denominada

Questão 26

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Os restos a pagar, que podem ser classificados como processados e não processados, são contabilizados como

Questão 27

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Despesas não previstas no orçamento ou com dotação inicial insuficiente podem ser realizadas por meio dos créditos adicionais. São abertos por decreto do executivo e autorizados por lei os créditos

Questão 28

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
A Lei de Responsabilidade Fiscal criou o anexo de riscos fiscais e o demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com os objetivos e metas. Esses documentos são agregados, respectivamente,

Questão 29

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Uma das principais características da Lei de Responsabilidade Fiscal é a elevação do planejamento como um dos pilares da Administração Pública, materializado no estabelecimento de metas e na criação de um mecanismo de acompanhamento da execução orçamentária, com a obrigatoriedade da realização de audiências públicas para a avaliação do cumprimento dessas metas. A periodicidade exigida para a verificação da arrecadação das receitas e para a realização das audiências públicas é, respectivamente,

Questão 30

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
É forma de renúncia de receita, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal,

Questão 31

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Antes de elaborar as suas Demonstrações Contábeis, a Cia. Rio Grande Ltda. apresentava, em 31/12/2012, em seu balancete de verificação, as seguintes contas e seus respectivos saldos (valores em $):


Com base nessas informações e assumindo que não houve proposta de distribuição de dividendos, o total do Patrimônio Líquido da Cia. Rio Grande Ltda. apresentado em seu Balanço Patrimonial, em 31/12/2012, foi

Questão 32

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Considere as seguintes informações sobre a empresa X correspondentes ao ano de 2012:

1. Apuração do resultado do período com a obtenção de lucro líquido de $ 250.000.

2. Destinação do Lucro do Período: constituição de Reserva Legal no valor de $ 12.500 e de Reserva de Incentivos Fiscais no valor de $ 10.000.

3. Distribuição de dividendos no valor de $ 50.000.

4. Aumento de Capital Social no valor total de $ 80.000, sendo $ 40.000 com incorporação de parte do lucro do período e o restante de $ 40.000 com integralização com veículos.

Após o reconhecimento dessas operações, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) evidenciou um aumento no Patrimônio Líquido inicial da empresa no valor total de

Questão 33

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Considere as seguintes aquisições realizadas pela Cia. Vale Tudo S.A.:

Ativo 1 − Aquisição de uma Marca cuja vida útil é indeterminada.

Ativo 2 − Aquisição de um imóvel para ser utilizado em suas operações. Sabe-se que 2 meses após a compra, o imóvel sofreu uma valorização de 20%.

Ativo 3 − Aquisição de 100% do total das ações da Cia. Gama, com o objetivo de diversificar suas atividades. O valor pago corresponde exatamente ao valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis da adquirida.

Em relação aos critérios de mensuração dos respectivos ativos, é correto afirmar que o ativo

Questão 34

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Considere as seguintes afirmações relacionadas com Passivos:

I. Toda obrigação presente decorrente de evento passado, cuja saída de caixa futura seja provável, possível ou remota, deve ser reconhecida como provisão desde que seja mensurada com confiança.

II. O registro do montante inicial dos recursos captados de terceiros, classificáveis no passivo exigível e avaliados pelo custo amortizado, deve corresponder ao valor justo líquido dos custos de transação diretamente atribuíveis à emissão do passivo financeiro.

III. O valor reconhecido como provisão deve ser a melhor estimativa, na data do balanço, das saídas de recursos que serão exigidas para liquidar a obrigação presente.

É correto o que se afirma em

Questão 35

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Determinada Cia. adquiriu, em 31/12/2012, produtos para revenda no valor de $ 120.000, para serem pagos em junho de 2014.
Sabe-se que se estes produtos tivessem sido adquiridos à vista, a Cia. pagaria $ 100.000. Em 05/01/2013, a Cia. vendeu estes produtos pelo valor de $ 250.000 que será recebido integralmente em 05/01/2015. Para determinar o valor que será recebido do cliente, a empresa considerou a taxa de juros vigente no mercado e se a venda tivesse sido feita à vista, dentro das condições normais, o seu valor seria de $ 196.000. Com base nestas informações, em 05/01/2013, a Cia. deveria ter reconhecido, referente a esta venda, um Lucro Bruto de

Questão 36

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
De acordo com a NBCT 16.1, a soma, agregação ou divisão do patrimônio de uma ou mais entidades do setor público resultam em novas unidades contábeis. A unidade contábil é classificada em

Questão 37

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Conforme suas características e seus reflexos no patrimônio público, as transações no setor público podem ser classificadas nas naturezas:

Questão 38

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Considere:

I. O código de fonte/destinação de recursos, para a receita orçamentária, tem a finalidade de indicar a destinação de recursos para a realização de determinadas despesas orçamentárias. Para a despesa orçamentária, indica a origem dos recursos que estão sendo utilizados.

II. Destinação Ordinária é o processo de vinculação entre a origem e a aplicação de recursos, em atendimento às finalidades específicas estabelecidas pelos mandamentos legais.

III. O controle das disponibilidades financeiras por destinação/fonte de recursos deve ser feito somente durante a execução orçamentária.

Sobre os procedimentos contábeis orçamentários, está correto o que se afirma APENAS em

Questão 39

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Considere:

I. As variações patrimoniais decorrentes de transações que provocam alterações no valor do patrimônio líquido são classificadas em aumentativas e diminutivas.

II. As variações patrimoniais quantitativas alteram a composição dos elementos patrimoniais sem afetar o valor do patrimônio líquido.

III. As variações patrimoniais diminutivas decorrentes da execução orçamentária devem ser reconhecidas no momento do empenho da despesa.

Sobre as variações patrimoniais, está correto o que se afirma APENAS em

Questão 40

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
A Prefeitura Municipal de Monte Carmelo adquiriu um veículo novo por R$ 90.000,00. Na data de aquisição, verificou-se que a vida útil do bem seria de 5 anos e o valor residual do bem foi estimado em R$ 30.000,00. Considerando que a prefeitura utiliza o método linear, o lançamento a ser realizado mensalmente pela contabilidade será:

Questão 41

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Considere as informações extraídas da Contabilidade da União, referentes a um convênio celebrado com outro ente da federação:

Em 20x1:

Receita Orçamentária Arrecadada .............................................................. R$ 50.000,00
Devolução de Receita Orçamentária referente a 20x1 ................................ R$ 20.000,00
Devolução de Receita Orçamentária referente a 20x0 ................................ R$ 10.000,00

Com base nas informações, em 20x1, houve

Questão 42

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Considere as informações abaixo, retiradas de um Balanço Orçamentário:


Com base nestas informações, o resultado de execução orçamentária foi

Questão 43

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Considere as informações a seguir, referentes à Prefeitura do Município de Magaba, em 31.12.X1, primeiro ano do mandato do prefeito:


De acordo com a Lei nº 4.320/64, o valor inscrito em Restos a Pagar, em R$, foi

Questão 44

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
Os elementos patrimoniais devem ser avaliados para efeito de apuração dos valores do Balanço Patrimonial. De acordo com a Lei nº 4.320/64, os bens do almoxarifado devem ser avaliados pelo

Questão 45

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
A Demonstração dos Fluxos de Caixa deve ser elaborada pelo método direto ou indireto e evidenciar os fluxos classificados em:

Questão 46

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A verificação realizada em entidades da Administração Direta e Indireta em função, subfunção, programas e ações é denominada auditoria

Questão 47

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As dificuldades próprias dos trabalhos de auditoria tem como origem a natureza das informações contábeis e dos procedimentos de auditoria, bem como a necessidade da condução dos trabalhos em um período razoável. Assim, a possibilidade do auditor expressar uma opinião inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorções relevantes, a exemplo da diferença entre valores, recebe o nome de

Questão 48

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
No contexto dos procedimentos e métodos de auditoria, os papéis de trabalho são

Questão 49

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Um auditor detectou indício de irregularidade fora do escopo da auditoria, fato que foi devidamente informado ao seu superior hierárquico para a adoção das providências cabíveis. Essa medida foi tomada pelo auditor em atendimento

Questão 50

TCE/AM 2013 - FCC - Analista Técnico de Controle Externo - Auditoria Governamental
A fase de identificação e averiguação de eventos ou situações que possam afetar adversamente a capacidade do auditor de preparar e realizar o trabalho de auditoria é denominada

Questão 51

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A Lei Complementar nº 24/1975 dispõe sobre a competência do Conselho Nacional de Política Fazendária − CONFAZ para autorizar, mediante convênio, a concessão de benefícios fiscais no âmbito da legislação estadual sobre ICMS. Além de estabelecer a obrigatoriedade dos convênios ratificados a todas as unidades da federação (art. 7º), o referido diploma legal definiu sanções em face da inobservância de suas disposições. Em seu art. 8º, parágrafo único, contemplou, entre as penalidades previstas, a suspensão do pagamento das quotas referentes ao Fundo de Participação dos Estados. Essa medida de caráter sancionatório,

Questão 52

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Em caso de perda de mandato do Presidente do Senado Federal, assume interinamente a presidência da Mesa Diretora do Congresso Nacional o

Questão 53

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Conforme a literalidade do texto constitucional, a dignidade da pessoa humana encontra-se entre os

Questão 54

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A imunidade tributária assegurada constitucionalmente aos templos de qualquer culto

Questão 55

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Em relação ao regime constitucional que disciplina a liberdade de associação,

Questão 56

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A competência constitucional do tribunal do júri para julgar os crimes dolosos contra a vida (art. 5, XXXVIII, d) afasta a competência do

Questão 57

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As empresas públicas, as sociedades de economia mista e suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, segundo o texto constitucional, sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas. A imposição de tal regime não afasta

Questão 58

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Em face do regime preventivo de tratamento das liberdades públicas mediante autorização prévia, segundo ensina Jean Rivero, "a manifestação da liberdade é ilegal, seja quando a autorização não foi pedida, seja enquanto a administração, provocada, não deu a conhecer sua resposta, seja quando essa resposta é negativa" (cf. As liberdades públicas. São Paulo: Martins Fontes, 2006, p. 231).

Tal regime de tratamento, nos termos da ordem constitucional vigente, não é admitido em relação à

Questão 59

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A ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade têm

Questão 60

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Nos termos da Constituição Federal brasileira, o regime de previdência complementar

Questão 61

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» Esta questão foi anulada pela banca.
Sociedade de economia mista controlada pelo Estado, prestadora de serviço público de transporte ferroviário de passageiros, pretende adquirir uma grande quantidade de trens, para modernização de duas de suas linhas. Objetivando a aquisição pelo menor preço, para assegurar ampla competitividade, optou por instaurar o procedimento licitatório na modalidade concorrência internacional. Contudo, considerando notícias de aquisições de empresas internacionais realizadas em outros Estados que se revelaram problemáticas em face do descumprimento de prazos de entrega e dificuldade de assistência técnica, pretende adotar as cautelas permitidas pela legislação que rege licitações e contratos administrativos para evitar a ocorrência de incidentes dessa natureza. Nesse sentido, de acordo com os princípios previstos na Lei nº 8.666/93, a sociedade de economia mista poderá

Questão 62

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A Lei nº 12.462/2011, que instituiu o Regime Diferenciado de Contratações Públicas – RDC, prevê procedimentos auxiliares das licitações no âmbito do RDC, entre eles, a pré-qualificação permanente.

Sobre esse assunto, considere:

I. O procedimento de pré-qualificação ficará permanentemente aberto para a inscrição dos eventuais interessados.

II. A Administração Pública poderá realizar licitação restrita aos pré-qualificados, nas condições estabelecidas em regulamento.

III. A pré-qualificação poderá ser parcial ou total, contendo alguns ou todos os requisitos de habilitação ou técnicos necessários à contratação, assegurada, em qualquer hipótese, a igualdade de condições entre os concorrentes.

IV. A pré-qualificação terá validade de cinco anos, no máximo, podendo ser atualizada a qualquer tempo.

Está correto o que se afirma APENAS em

Questão 63

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De acordo com a Lei nº 11.079/2004, constitui cláusula obrigatória dos contratos de parceria público-privada, dentre outras,

Questão 64

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Nos termos da Lei Estadual nº 2.794/2003, que trata do processo administrativo no âmbito da Administração Pública Estadual, inexistindo órgão de consultoria jurídica no órgão ou entidade da Administração Pública ou em caso de alta indagação jurídica, o dirigente solicitará manifestação

Questão 65

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Conforme preceitua a Lei Estadual nº 1.762/86, que trata do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado do Amazonas, instaura-se inquérito administrativo quando a falta disciplinar, por sua gravidade ou natureza, possa determinar a aplicação das penas de suspensão, por mais de trinta dias, demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade. Sobre esse assunto é correto afirmar:

Questão 66

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O Governo do Estado do Amazonas, após regular procedimento licitatório, contratou a empresa Engenharia S.A. para a realização de reforma de edifício pertencente ao citado Estado. De acordo com a Lei nº 8.666/93, a empresa Engenharia S.A. fica obrigada a aceitar, nas mesmas condições contratuais, os acréscimos que se fizerem nas obras em questão até o limite de

Questão 67

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Considere a seguinte situação hipotética: ato administrativo praticado com vício de incompetência relativo à pessoa jurídica. Exemplo: a competência para a prática do ato administrativo era da União e o Município praticou o ato.

Nesse caso,

Questão 68

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Conforme preceitua o Decreto nº 6.017/07, que regulamenta a Lei dos Consórcios Públicos, considere:

I. O contrato de consórcio público será celebrado com a ratificação, mediante lei, do protocolo de intenções, sendo que a recusa ou demora na ratificação não poderá ser penalizada.

II. Dependerá de alteração do contrato de consórcio público o ingresso de ente da Federação não mencionado no protocolo de intenções como possível integrante do consórcio público.

III. Os consórcios públicos, ainda que revestidos de personalidade jurídica de direito privado, observarão as normas de direito público no que concerne à realização de licitação, celebração de contratos, admissão de pessoal e à prestação de contas.

IV. Nas hipóteses de criação, fusão, incorporação ou desmembramento que atinjam entes consorciados ou subscritores de protocolo de intenções, os novos entes da Federação, salvo disposição em contrário do protocolo de intenções, serão automaticamente tidos como consorciados ou subscritores.

Está correto o que se afirma em

Questão 69

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O Estado do Amazonas em determinado procedimento licitatório exigiu, como requisito de habilitação, a indicação de corpo técnico dotado de certas qualificações. Julgada a habilitação, a mesma questão foi utilizada como critério de julgamento das propostas, oportunidade em que foi desclassificado licitante com base no tema já analisado na fase de habilitação. Vale salientar que por ocasião da desclassificação não houve a superveniência de fatos novos, nem de fatos cujo Estado não tinha ciência quando do julgamento da habilitação e também não foi utilizada eventual “ilegalidade” como fundamento para a desclassificação. Sobre esse assunto é correto afirmar:

Questão 70

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A Administração Pública, ao conceder uma licença de construção, pratica ato administrativo



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